Agência Brasil - 23/05/2013 - Brasília, DF
A presença
de computadores portáteis em escolas públicas urbanas do
país cresceu 7 pontos percentuais em um ano. O
proporção passou de 67% para 74% entre 2011 e 2012, segundo a
pesquisa Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC) Educação 2012, divulgada hoje
(23), na capital paulista, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil
(CGI.br).
A pesquisa informa
também que a média por escola é 21 computadores
– incluindo os de mesa, portáteis e tablets. Para cerca de 80%
dos professores, o baixo número de computadores disponíveis
dificulta o uso dessa tecnologia para fins pedagógicos.
O trabalho reuniu
informações de 856 escolas públicas e privadas,
selecionadas a partir do Censo Escolar de 2011. Foram entrevistados 1.592
professores de português e matemática, 8.332 alunos dos
ensinos fundamental e médio, além de 1.604 coordenadores
pedagógicos e diretores.
“O notebook
permite que você leve essa infraestrutura de uma sala a outra, que
você faça um uso mais eficiente dessa tecnologia no local onde
o processo de ensino e aprendizagem ocorre, que é a sala de
aula”, avaliou Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre
as Tecnologias da Informação e da Comunicação
(Cetic). Ele aponta que isso favorece o uso do computador e da internet
como elemento de apoio pedagógico e não somente
instrumental.
Barbosa destaca
que a pesquisa apontou a utilização do computador como
suporte pedagógico entre os desafios que precisam ser contemplados
por políticas públicas de incentivo às TIC. “As
políticas de fomento à informática nas escolas, de
certa forma, foram bem-sucedidas, na medida em que elas levaram a
infraestrutura, mas ainda falta uma política que incentive o uso,
que dê formação ao professor”, declarou. A
utilização mais frequente das TIC nas escolas, com 62%,
é o ensino sobre o uso da própria máquina.
A pesquisa aponta
que menos da metade dos professores de escolas públicas (44%)
tiveram disciplinas na faculdade que estivessem voltadas ao uso do
computador como ferramenta pedagógica. “Nós ainda temos
cursos de pedagogia que sequer mencionam tecnologia. A infraestrutura
é importante, mas precisamos avançar na
capacitação pedagógica para uso dessas
tecnologias”, ponderou.
Apesar de uma
queda de 13 pontos percentuais, de 76% para 63%, o laboratório de
informática continua sendo o local mais comum para
utilização de computador e internet nas escolas. Por outro
lado, houve avanço de 13% para 19% na presença dessas
tecnologias em sala de aula.
Outro fator
limitante para uso das TIC no processo de educação é a
velocidade da internet. Embora ela esteja presente em 89% das escolas
públicas urbanas, 26% delas têm conexão com velocidade
de 1 megabite a 2 megabites, faixa mais comum. Também é alto
o percentual de diretores (24%) que não souberam informar o tipo de
conexão presente nas escolas. Nas particulares, a faixa de
velocidade mais encontrada é igual ou superior a 8 megabites.
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