23 de outubro de 2014
"O que faz a diferença é a qualidade do investimento, não a quantidade. Mas os números mostram que o Brasil, nesses últimos anos, soube utilizar bem seus investimentos na Educação", afirma Gilberto Alvarez
Fonte: Brasil Econômico (SP)
Estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que o investimento público do Brasil em Educação aumentou de 3,5% para 5,6% do PIB entre os anos 2000 e 2010, alcançando a média de investimento dos países da organização, que é de 5,4%.
O estudo ainda aponta que adultos com Ensino superior no país ganham 2,5 vezes mais do que aqueles que cursaram apenas o Ensino médio. Essa diferença nos rendimentos é maior que a média da OCDE e a segunda maior entre os países analisados. Na semana passada, reportagem afirmou que o Brasil nunca investiu tanto na Educação superior como nos últimos anos.
Dados do Ministério da Educação apontam que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) multiplicou por nove os investimentos, entre 2010 e 2014, saltando de R$ 1 bilhão para R$ 9 bilhões. Nesse período, mais de 1,7 milhão de Alunos foram beneficiados. Em 2012, por exemplo, o MEC foi o líder em investimentos federais, com a expressiva marca de R$ 40 bilhões. No ano passado, o Ensino superior atingiu 7,3 milhões de matrículas nos cursos de graduação (presenciais e à distância).
O número representa um crescimento de 3,8% em relação à quantidade de matrículas registradas no ano anterior. Os diversificados programas na Educação têm atraído um número cada vez maior de inscritos. Os recursos liberados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) triplicaram entre 2005 e 2013, alcançando R$ 824 milhões. O total de estudantes beneficiados ultrapassa 1,4 milhão.
O programa Ciência Sem Fronteiras, que oferece bolsa de estudos no exterior para estudantes de graduação, já distribuiu 101 mil bolsas no exterior. Para efeito de comparação, antes da criação do programa, eram apenas cinco mil bolsistas fora do Brasil. Como programa, os jovens beneficiados aprendem o que há de mais avançado em ciência e tecnologia no planeta.
E, quando voltam ao Brasil, vão ajudar a melhorar as nossas universidades e a criar novas tecnologias para agregar valor e dar mais competitividade às nossas empresas, produtos e serviços. O Plano Nacional de Educação (PNE), já aprovado pelo Congresso e sancionado pelo governo, vai garantir que mais de R$ 200 bilhões serão destinados ao setor nos próximos 10 anos.
Isso quer dizer que com esse investimento o percentual para a Educação vai chegar a 10% do PIB, o que significará o dobro da média hoje dos países da OCDE. E não podemos esquecer que 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré-sal terão como destino a Educação.
Enquanto caminhamos para o tão esperado investimento de 10% do PIB nacional — o que só irá ocorrer se a ela forem integralmente destinados pelos entes federados os royalties do petróleo —, o governo federal tem trabalhado incansavelmente para fazer do acesso democrático à Educação a principal mola propulsora da construção da cidadania e do crescimento econômico do país.
Não há como negar que estamos no caminho certo. Sabemos que não há ligação direta entre o nível de investimento e a qualidade da Educação. O que faz a diferença é a qualidade do investimento, não a quantidade. Mas os números mostram que o Brasil, nesses últimos anos, soube utilizar bem seus investimentos na Educação.
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