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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Paralisação afeta ao menos 28% das escolas municipais

 


Adesão de quase 1/3 é reconhecida pela prefeitura, mas greve pode ser maior. Pesquisa da Folha em 200 unidades mostra que metade aderiu ao movimento, que teve início há 22 dias
Fonte: Folha de S.Paulo (SP)

24 de maio de 2013



Levantamento em 200 Escolas municipais de São Paulo indica que metade das unidades aderiu à greve dos Professores, iniciada há 22 dias.
A amostra consultada pela Folha ontem e anteontem, por telefone, representa 15% do total de Creches, Pré-Escolas e colégios da rede --52% afirmaram que havia alguma paralisação; 10% delas, que a unidade parou totalmente.
A própria prefeitura admite que há alguma paralisação em 28% das Escolas.
Mas ela diz que a adesão em número de Educadores é pequena. O principal sindicato da categoria fala em 55% das unidades em greve. Os levantamentos apontam que a mobilização dos Professores teve reflexos diretos que afetam a rede.
O Grupo Folha não autoriza a publicação na íntegra do conteúdo produzido pelo jornal Folha de S.Paulo
Aulas perdidas durante a greve devem ser repostas nas férias
Professores e Alunos de Escolas municipais paralisadas desde o início do movimento deverão ter de repor aulas perdidas nas férias de julho.
Essa é a avaliação interna na prefeitura, antes mesmo da definição da duração total da greve. Os colégios que entraram no protesto logo no início já perderam 16 dias letivos (a lei exige que sejam dados 200 dias ao ano).
O calendário final da reposição só será definido após o término da paralisação.
Há discordância entre prefeitura e sindicatos em relação ao pagamento dos dias parados aos servidores.
A gestão Fernando Haddad (PT) determinou que as faltas sejam descontadas.
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Crianças não vão à escola há duas semanas
Segundo moradores, algumas mães perderam o emprego porque tiveram de faltar ao trabalho para cuidar dos filhos.
Líder comunitária do bairro, Janaína Aparecida, 37, tem cinco filhos matriculados na Escola municipal Professora Daisy Amadio Fujiwara. Todos estão sem Professores desde o dia 3.
"Tá todo mundo aqui com o filho em casa, sem poder sair pra resolver alguma coisa porque precisa olhar os filhos. Se precisar sair, tem de pedir para a vizinha cuidar. E se a pessoa trabalha, vai fazer o quê?"
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