Capacitação incluiu professores da primeira fase do Ensino Fundamental Fonte: Tribuna do Planalto (GO)
13 de maio de 2013
Professores regentes das turmas de 1º ao 3º ano do Ensino fundamental das redes municipais e estadual de Goiás começam a receber este mês bolsas mensais no valor de R$200 do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), do Ministério da Educação (MEC).
No dia 26 de abril, vários municípios já tiveram os recursos liberados. Todos os Professores participantes do programa têm senhas pessoais e podem acompanhar o processo por meio do site simec.mec.gov.br, na aba de acompanhamento de avaliações e bolsas.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) coordena o Pnaic em âmbito estadual, acompanhando de perto as formações dos Orientadores de Estudos, realizada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), que concluiu em março a formação inicial de 40 horas dos mais de 500 orientadores da rede estadual e dos municípios.
Todas as secretarias municipais aderiram ao Pacto Nacional. Em 19 localidades com número de turmas iniciais do Ensino Fundamental inferior a 10, a Seduc incluiu também os Professores municipais na rede estadual para efeitos de formação, acompanhamento e avaliação dos trabalhos. E assim foi feito.
O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado no ano passado, visa oferecer formação continuada e material pedagógico aos Professores dos três primeiros anos do Ensino fundamental, criando condições favoráveis à Alfabetização de todas as crianças até os 8 anos de idade.
Em Goiás, as metas do Pacto pela Educação, o plano estadual de reforma educacional, é mais ousado e estabelece diretrizes para alfabetizar os Alunos da rede estadual até os 7 anos de idade.
Para isso, adota programas como “Se Liga”, de Alfabetização, e “Acelera”, de correção de distorções idade/série, desenvolvidos em parceria com o Instituto Ayrton Senna, além de participar do programa Pró-Letramento, do MEC.
Novas metodologias
A formação dos 40 orientadores da rede estadual e dos mais de 450 das redes municipais foi feita de 24 de fevereiro a 1º de março deste ano. Os Professores conheceram novas metodologias para tornar as aulas mais atrativas aos estudantes e formas inovadoras de como trabalhar a Alfabetização no campo ou com Alunos com algum tipo de deficiência, entre outras situações.
Eles receberam material de apoio para as aulas. Ao final do curso, os orientadores retornaram aos seus municípios e regionais e lançaram o pacto em cerimônias com a presença de autoridades e com muita festa.
Em seguida, realizaram a formação inicial de 12 horas com todos os Professores de 1º ao 3º ano. Mensalmente, esses profissionais participam de oito horas de formação continuada até o fim de 2014.
Este ano, a ênfase das formações será o Ensino da Língua Portuguesa. No próximo ano, o foco será Matemática. Só na rede estadual são 752 Professores que regem o mesmo número de turmas com um total de 18.568 Alunos.
Nas 19 cidades com menos de 10 turmas de 1º ao 3º ano do Ensino fundamental, a Seduc está enviando equipes formadoras para os encontros mensais de formação.
São elas: Aurilândia, Avelinópolis, Panamá, Palestina de Goiás, Morro Agudo de Goiás, Israelândia, Edealina, Jandaia, Adelândia, Marzagão, Santa Rosa de Goiás, Trombas, Palminópolis, Cromínia, Diorama, Itauçu, Palmelo, Três Ranchos e Taquaral de Goiás.
Acompanhamento
Além da bolsa mensal e do material de apoio para o Professor, as Escolas com turmas iniciais recebem material pedagógico, livros literários e jogos pedagógicos. Os Professores são acompanhados pelos orientadores e realizam atividades programadas, além de participar dos encontros mensais de formação, de preferência, aos fins de semana.
Os estudantes do 2º ano que participam da Provinha Brasil, a partir deste ano, terão suas notas incluídas na plataforma do Pnaic pelo Inep/MEC, que irá acompanhar e monitorar o rendimento Escolar de cada Aluno e, a partir das informações obtidas pela avaliação, os gestores e Professores têm condições de intervir de forma mais eficaz no processo de Alfabetização, aumentando as chances de que todas as crianças, até os 8 anos de idade, saibam ler e escrever.
As deficiências do projeto Mais Educação
O prazo para as Escolas públicas brasileiras se cadastrarem no programa Mais Educação foi prorrogado até o dia 31 de maio. Este ano, a expectativa do Ministério da Educação (MEC) é incluir mais 13 mil instituições no cadastro.
Mas embora o projeto tenha previsão de expandir, ele ainda carrega desafios estruturais. Presente em 32 mil Escolas públicas no país, o programa oferece diversas atividades socioeducativas com o objetivo de ampliar tempos, espaços e atores envolvidos no processo de Ensino-aprendizagem.
Contudo, o Mais Educação esbarra na falta de estrutura física das unidades educacionais e na carência de pessoal qualificado para desenvolver as oficinas.
Para a Professora e pesquisadora de Ensino em tempo integral da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Lúcia Velloso Maurício, o programa serviu para revelar a fragilidade das Escolas brasileiras. “Como ele se volta exatamente para as instituições com baixo Ideb e essas são as que devem estar em situação mais precária, ele deixou claro a falta de infraestrutura e recursos que há nelas.”
Em Goiânia, a Escola Municipal Ernestina Lina Marra é uma das poucas unidades da rede municipal que oferece almoço às 120 crianças que participam do programa. Porém, não existem banheiros com chuveiro, refeitórios, cozinhas e locais adequados para o descanso dos Alunos.
Segundo a coordenadora do programa na Escola, Danielle Shirley, a prefeitura é responsável por essas adequações e já viabilizou parte dos recursos. “Os colchonetes já estão no patrimônio para serem liberados”, assegura.
Coordenadora do programa Mais Educação na Secretaria Municipal de Goiânia, Neide da Silva Paiva, garantiu que algumas Escolas da rede já estão na lista para serem contempladas com as reformas.
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