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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Novo plano do MEC prevê bolsas de estudo para estudantes do Ensino Médio

 


Objetivo é que bolsa estimule a vocação em ciência e licenciatura Fonte: Estadão.com


15 de maio de 2013



O novo plano do Ministério da Educação (MEC) para tentar induzir melhorias no Ensino médio vai prever bolsas de estudo para estudantes pagas pelo governo federal. A ideia é que a bolsa estimule a vocação em ciência e licenciatura. Integração do currículo por áreas, e não mais por matérias, e ampliação de Ensino profissional também estão nos planos. "Alunos que quiserem ser Professores ou cientistas terão tratamento diferenciado", disse nesta terça-feira, dia 14, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante Forum Nacional do Dirigentes Municipais da Educação (Undime), na Bahia.
O projeto estará articulado com a expansão das bolsas para Professores, dentro do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). A meta é que 100 mil Alunos e 75 mil Professores recebam as bolsas. Construir uma proposta de melhoria para o Ensino médio entrou para o centro do debate no MEC após a última divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb), que registrou estagnação dessa etapa. Além da média brasileira ter ficado em 3,7 - enquanto a meta do País a longo prazo é chegar no mínimo a 6 - a Escolas brasileira ainda tem de evitar a perda de Alunos.
Estima-se que 20% dos Alunos antes matriculados no último ano do Ensino fundamental sequer chegam a se matricular no médio. O plano do MEC, que está sendo desenhado em parceria com os secretários de Educação estaduais, traça a meta de recuperar 970 mil jovens de 15 a 17 anos que estão fora da Escola. As redes estaduais respondem por 86% das matrículas dessa fase de Ensino.
Enquanto alguns especialistas em Educação exigem a definição de um currículo mais claro, para que se possa saber de fato o que os Alunos devem aprender, o plano deve avançar apenas para uma proposta de integração curricular. A ideia é que se organize a grade pelas quatro áreas do Exame Nacional do Ensino médio (Enem) - ciências da natureza, humanas, linguagens e matemática. "Isso é fundamental porque o jovem está cada vez mais olhando para o Enem", disse Mercadante.
Os debates sobre o novo projeto do Ensino médio ocorrem em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que realizou um diagnóstico para melhorias. Para tentar atrair o jovem para a Escola, MEC e Consed planejam ainda um incentivo maior ao Ensino profissionalizante, uso de tecnologias e Escola em tempo integral.
No diagnóstico encaminhado ao MEC, o Consed sugere a inclusão de um financiamento específico para o Ensino médio, de forma a garantir "o necessário apoio federal" a essas ações. Questionado sobre como garantir o financiamento da Educação básica, onde o gargalo do País é maior, não estipulou metas de investimento. "A cada ano estamos aumentando o investimento na Educação básica. A meta é conseguir resolver os problemas centrais, Creche para 50% (das crianças na idade) , 100% no Ensino infantil, alfabetizar em 8 ano e aumentar o Ideb". Mercadante repetiu ontem na Bahia o que já havia afirmado mais cedo no Senado: acredita que não é a definição de 10% do PIB para a Educação que deve resolver os problemas da Educação, mas a vinculação de 100% dos royalties do pré-sal.
A questão de financiamento da Educação também foi lembrada pela presidente da Undime, Cleuza Repulho, que defendeu os 10% do PIB na Educação "Temos de garantir os 10%, seja de onde for. Sem recursos, não há como garantir a qualidade da Educação." Repulho ressaltou que o desafio maior está por vir. "Temos o desafio de 2016 atender todas as crianças de 4 anos", disse ela. O 14º Forum Nacional do Dirigentes Municipais da Educação acontece até sexta no complexo hoteleiro da Costa do Sauípe, no município de Mata de São João, e reúne mais de 1,1 mil participantes.

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