Da Redação - Terra
Educação - 17/02/2013 - São Paulo, SP
O
empresário mineiro Gilmar de Carvalho, indo contra a
legislação brasileira, decidiu tirar os dois filhos - um de
15 anos e outro de 12 - da escola e educá-los em casa e no meio
virtual. Afirmando que assim eles rendem muito mais, ele destinou um
espaço de sua casa para os estudos, mas terá de responder no
tribunal se continuar com a decisão. A Justiça determinou no
mês passado os adolescentes voltem para a escola até o
começo de março, porque a legislação brasileira
não prevê a educação domiciliar. Um caso
semelhante ocorreu com um casal que vive na zona rural de Caratinga,
interior de Minas Gerais, em 2008. O designer Cleber Andrade Nunes afirmou
que os filhos, hoje com 18 e 19 anos, se tornaram `autodidatas, sem aquela
dependência para serem ensinados para aprender`. As
informações são do Fantástico.
Quando tinham 12 e
13 anos, os jovens passaram no vestibular de Direito, para provar que
podiam, e agora pretendem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio
para obter um certificado de conclusão do curso, o que é
permitido pelo Ministério da Educação. Essa
decisão custou caro para o casal, que até hoje tem problemas
com a Justiça. Mesmo se apoiando na Declaração
Universal dos Direitos do Homem, eles devem mais de R$ 10 mil e respondem
por abandono intelectual. Nos Estados Unidos, a educação
domiciliar é aceita em vários estados. Em 2007, 1,5
milhão de crianças estudava assim. No Brasil, um projeto de
lei em tramitação no Congresso Nacional pretende liberar esse
tipo de aprendizado, mas as crianças teriam que passar por exames
periódicos.

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