O grupo
Com Lutas, que faz oposição ao Sindicato dos Trabalhadores em educação, não
aceita a proposta do governo do aumento linear de 22%, escalonado em quatro
vezes
Fonte: Diário do Povo (PI)
Os professores se reúnem hoje
(7), em assembléia geral, para decidir o fim da greve da categoria. O grupo Com
Lutas, que faz oposição ao Sindicato dos Trabalhadores em educação, não aceita
a proposta do governo do aumento linear de 22%, escalonado em quatro vezes,
para acabarem com a greve da educação. Eles informaram que vão reagir à
proposta na assembléia geral dos professores marcada para às 9 horas, na Praça
da Liberdade. A intenção do Com Lutas é manter o movimento grevista.
O grupo divulgou uma nota pública
se posicionando contra o aumento concedido pelo governo, depois de uma
plenária onde analisaram a proposta do Governo. A proposta de reajuste é
escalonada em quatro vezes, sendo que os professores teriam reajuste salarial
de8% em maio,2% em junho, outros 2% em agosto e 10,23% em outubro. A categoria
decidiu por unanimidade pela recusa à proposta do governador Wilson Martins.
O grupo de oposição ao Sinte/PI
elencou sete motivos para a recusa da proposta. Segundo a nota pública, o
Governo aplica a lei do pisocom reajuste de 22,22% para todosapenas 10% dos
professores. A proposta de 8,5% concedida para 90% da categoria é um
retrocesso, considerando que o plano de cargos e carreiras é o pior do Brasil,
segundo a nota.
Parte dos professores considera
ainda que o escalona-mento é mera declaração de intenção, alegando que o
governo não vem cumprindo nenhum escalonamento negociado com outras categorias.
"Até outubro os professores sofrerão uma brutal defasagem salarial. O
governo também se recusa a pagar os retroativos dos outros níveis, o que provoca
mais perdas econômicas para os professores. Além do mais, o governo não aceitou
o retorno da regência, atacando um direito adquirido.", relatam os
representantes da educação Com Lutas.
O grupo está contra a proposta de
escalonamento apresentada pelo governador. Quer o reajuste de 22% linear para
todas as classes e retroativo a janeiro. A proposta é manter o acampamento e
votar contra a proposta apresentada pelo Sinte/PI na assembléia geral da
categoria.
O Sinte/P informou que vai
colocar a proposta em votação na assembléia geral e a decisão vai ser da
maioria. O governador se comprometeu em entregar o projeto para votação em
regime de urgência na Assembléia Legislativa até amanhã (8). Depois da
assembléia serão decididos os rumos da greve.
Também ficou delineado que o
reajuste será linear para todas as categorias, ao contrário do projeto que foi
aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, no qual os 22,23%
seriam pagos apenas para as classes A e B e as demais classes teriam um
reajuste de 8%, o que destruiria o Plano de Carreira da categoria, pois diminui
acentuadamente a diferença entre o que ganha um professor sem formação superior
e outro com doutorado, por exemplo.
"O governo sempre teve
condições de pagar o piso, no entanto, sempre endureceu a negociação. Vamos
apresentar a proposta na segunda-feira(7) e a categoria decidirá soberanamente
se mantém o movimento ou retorna à sala de aula.", informou a professora
Odeni Silva, presidente do Sinte/PI.
Nenhum comentário:
Postar um comentário