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domingo, 8 de setembro de 2013

Desempenho dos alunos piorou

08/09/2013
É no Ensino Médio que o Rio Grande do Sul vem apresentando os piores resultados, a começar pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. O indicador aponta um retrocesso no desempenho dos estudantes gaúchos. Em 2011, não só caiu como voltou ao patamar de 2005. A média não passou de 3,7 (em escala de zero a 10), e o Estado despencou da terceira para a sexta posição no ranking. No último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgado em novembro, o alerta foi reforçado por mais um resultado negativo: 65,8% dos colégios de todas as redes ficaram abaixo da média geral nacional no Estado.Outro desafio é manter os alunos na escola e trabalhar para que consigam ser aprovados. Na média geral, incluindo todas as redes, as taxas de reprovação e abandono vêm passando por altos e baixos nos últimos 37 anos. Em 2012, o percentual de repetentes foi de 16,8% e o de estudantes que abandonaram o Ensino Médio foi de 10,3%. Os números indicam uma pequena melhora em relação a anos anteriores, mas ainda são altos se comparados a outros Estados – somos o 14º em abandono e o 4º em reprovação. Especialistas atribuem o problema à falta de atratividade da escola. Na rede estadual, a Secretaria da Educação deu início a uma reestruturação curricular em 2012 e garante que os resultados começam a aparecer.
Para reverter a crise no Ensino Médio, a professora Helena Sporleder Côrtes, da Faculdade de Educação da PUCRS, não vê alternativa senão tornar a escola mais atrativa e a família, mais atuante.
Menor abandono
São Paulo é o Estado com a menor taxa de abandono escolar no Ensino Médio no país: 4,6%. Na rede estadual, os paulistas também se saíram melhor, com um índice de 5,5%, bem abaixo dos 11,7% no RS. O desafio de manter os adolescentes presentes e conectados desencadeou uma série de medidas nos últimos anos.
Uma delas é o programa Vence. Funciona assim: o estudante frequenta o Ensino Médio normalmente e, no horário oposto, faz um curso técnico voltado ao mercado de trabalho em uma instituição conveniada. O número de alunos beneficiados com a dupla formação, segundo a Secretaria Estadual da Educação, chega a 57 mil.
Outra iniciativa está vinculada ao programa Escola de Tempo Integral, oferecido a 30 mil jovens. A jornada, nesse caso, é de nove horas e meia no Ensino Médio, incluindo três refeições diárias. Os matriculados contam com salas temáticas de português, história, arte e geografia e de leitura e informática. Recebem orientação de estudos, prática de ciências, preparação acadêmica e para o mundo do trabalho e auxílio na elaboração de um projeto de vida, que consiste em um plano para o seu futuro.
– Esse novo modelo foi concebido a partir dos resultados de pesquisas, avaliações e experiências educacionais realizadas no Brasil e em outros países – diz o secretário estadual da Educação, professor Herman Voorwald.
Para assegurar a efetividade do programa, os docentes que optam por atuar exclusivamente nessas escolas recebem uma gratificação de 75% sobre o salário, inclusive sobre o incorporado durante a carreira.

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