| 08/09/2013 | |
Para reverter a crise no Ensino Médio, a professora Helena Sporleder Côrtes, da Faculdade de Educação da PUCRS, não vê alternativa senão tornar a escola mais atrativa e a família, mais atuante.
Menor abandono
São Paulo é o Estado com a menor taxa de abandono escolar no Ensino Médio no país: 4,6%. Na rede estadual, os paulistas também se saíram melhor, com um índice de 5,5%, bem abaixo dos 11,7% no RS. O desafio de manter os adolescentes presentes e conectados desencadeou uma série de medidas nos últimos anos.
Uma delas é o programa Vence. Funciona assim: o estudante frequenta o Ensino Médio normalmente e, no horário oposto, faz um curso técnico voltado ao mercado de trabalho em uma instituição conveniada. O número de alunos beneficiados com a dupla formação, segundo a Secretaria Estadual da Educação, chega a 57 mil.
Outra iniciativa está vinculada ao programa Escola de Tempo Integral, oferecido a 30 mil jovens. A jornada, nesse caso, é de nove horas e meia no Ensino Médio, incluindo três refeições diárias. Os matriculados contam com salas temáticas de português, história, arte e geografia e de leitura e informática. Recebem orientação de estudos, prática de ciências, preparação acadêmica e para o mundo do trabalho e auxílio na elaboração de um projeto de vida, que consiste em um plano para o seu futuro.
– Esse novo modelo foi concebido a partir dos resultados de pesquisas, avaliações e experiências educacionais realizadas no Brasil e em outros países – diz o secretário estadual da Educação, professor Herman Voorwald.
Para assegurar a efetividade do programa, os docentes que optam por atuar exclusivamente nessas escolas recebem uma gratificação de 75% sobre o salário, inclusive sobre o incorporado durante a carreira.
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