Em todo o Brasil, só Rondônia tem,
percentualmente, menos alunos de quatro a cinco anos na escola do que o
Rio Grande do Sul, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios. Mas isso não é tudo. Até 2011, o Plano Nacional de Educação
determinava o atendimento de 50% das crianças de zero a três anos pelas
creches e de 80% das crianças de quatro e cinco anos pelas pré-escolas.
Por aqui, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), os índices estão
bem abaixo do esperado: são, respectivamente, 23% e 63,3%. Ao todo, 117
municípios gaúchos não oferecem matrículas em creche.O resultado
é uma lacuna no processo de desenvolvimento de muitas crianças. A
Educação Infantil é considerada fundamental para o sucesso ao longo da
vida escolar. Sem um bom começo, a tendência é que as dificuldades se
acentuem no futuro.
O primeiro passo para superar o problema,
segundo a professora Tania Beatriz Iwaszko Marques, da Faculdade de
Educação da UFRGS, é eleger a Educação Infantil como prioridade.
–
Nem sempre os gestores públicos dão a devida atenção a essa área. Muita
gente acha que criança pequena só precisa ser cuidada – avalia Tania.
A
solução passa por maiores investimentos, ampliação dos espaços físicos,
com abertura de novas vagas e contratação de professores com formação
em pedagogia, capacitados para lidar com essa faixa etária.
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