| 04/09/2013 | |
Ambas pretendem levantar recursos na bolsa para financiar aquisições. As duas farão ofertas primária, em que os recursos vão para o caixa, e secundária, quando os controladores vendem participação no capital da empresa.
No grupo mineiro Anima, o maior acionista é a gestora BR Educacional, que detém uma fatia de 30,54% após ter feito um aporte de R$ 100 milhões. O restante está nas mãos dos fundadores. Com 50 mil alunos, uma das metas do Anima é atingir 100 mil matrículas em 2017. No primeiro semestre deste ano, o lucro líquido somou R$ 30,2 milhões, um aumento de 67,4% em relação a igual período de 2012.
Já o Ser Educacional, dono da universidade Maurício de Nassau no Recife, tem planos de usar os recursos do IPO para implementar o ensino a distância e adquirir imóveis para novas escolas, além das aquisições.
Um dos atrativos da Maurício de Nassau é a sua margem Ebitda de 39%. Trata-se do maior indicador do setor de educação no país. Nos seis primeiros meses, a companhia apurou lucro líquido de R$ 68,8 milhões e receita líquida de R$ 220,6 milhões. O grupo conta com 23 unidades e 76 mil alunos.
Anima e Ser vão na esteira do crescimento de Kroton, Anhanguera, Estácio e Abril Educação que já têm capital aberto e registram desde o ano passado desempenho acima da média da bolsa.
Dois fatores contribuem para a boa performance do setor. Um deles é o segmento de ensino a distância, cujo número de alunos saltou de 50 mil em 2003 para cerca de 1 milhão no ano passado. O outro fator é o Fies, financiamento estudantil do governo federal que cobra juros de apenas 3,4% ao ano. Com o Fies, houve uma retomada na procura dos cursos presenciais de graduação a partir de 2010. Em 2009, o setor patinava.
Além disso, apenas 20% da população com idade entre 18 e 24 anos está na faculdade e há ainda um grande contingente de pessoas acima desta faixa etária que terminou o ensino médio, mas não tem curso superior. Um dos desafios do governo e, consequentemente uma preocupação para o setor, é que o número de alunos que concluiu o ensino médio cresceu apenas,03% entre 2011 e 2012.
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