| 05/05/2013 | |
Aumento do financiamento estudantil e grande público a ser conquistado aumentam concorrência entre faculdades
Leonardo Spinelli
O mercado de ensino superior particular no Brasil está cada vez mais acirrado e notícias de aquisições e fusões de grupos do setor são cada vez mais comuns. A última uniu a rede de ensino paulista Kroton, um sucesso meteórico no setor, com outra grande paulista, o grupo Anhanguera. A negociação fechada em abril resultou na maior empresa desse mercado do mundo, com um valor de mercado de R$ 12 bilhões, bem a frente da segunda colocada, a chinesa New Oriental. A tendência de concentração de mercado é cada vez mais forte.
Neste cenário, o Nordeste desponta como um grande mercado a ser conquistado, tanto que multinacionais e grupos locais têm o mesmo objetivo de brigar pelo aluno da região. São dois os principais motivos que fazem do Brasil e do Nordeste um grande filão: há milhões de alunos que estão fora da faculdade e o governo facilitou o financiamento da graduação para praticamente qualquer pessoa. As mensalidades já movimentam mais de R$ 10 bilhões em crédito por ano para os alunos, que pagam a dívida a juros de 3,4% ao ano em prazos que podem passar dos cinco anos. Em 2013, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) calcula que vai repassar para as instituições de ensino particulares R$ 7,8 bilhões dentro do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), 12% do mercado. De 2010, ano em que o FNDE passou a gerir o Fies, a 2012 o Nordeste ficou com 20% disso.
Toda a movimentação anima os investidores do setor a querer arriscar mais. Um dos principais no segmento no Nordeste, o Grupo Ser Educacional, dono da Faculdade Nassau, tem pretensões de aumentar a sua política de expansão pela Região por meio de aquisições de faculdades menores e também através de abertura de novos cursos. Uma das formas para potencializar esse crescimento é a abertura de capital, apesar de ainda ser um projeto para o futuro, como explica o controlador do grupo, Janguiê Diniz.
"Temos diversas negociações para aquisição em andamento, além de pedidos de credenciamento de novas unidades no MEC. Qualquer instituição que tenha interesse em crescer e precise acessar fontes de capital com menor custo deve pensar em um IPO (oferta pública inicial de ações), no entanto, esse é um processo complicado, caro e que leva muito tempo. Tanto que no Nordeste só existe uma empresa de capital aberto, a M. Dias Branco do Ceará", disse.
Diniz informa que a sua empresa tem um processo de governança corporativa implantado e funcionando há mais de quatro anos, mas que não há o objetivo no médio prazo para ingressar no mercado de ações. "Nossa estratégia é atuar no Norte e Nordeste. Não acreditamos que existam razões para mudar o foco nesse momento. A necessidade de mão de obra qualificada em uma região de alto crescimento econômico, aliada a uma baixa formação e a entrada do ensino superior permitirá um alto crescimento do setor nos próximos anos. Este crescimento, certamente será alcançado com o reforço do financiamento estudantil", contextualiza.
O mercado de ensino superior particular no Brasil está cada vez mais acirrado e notícias de aquisições e fusões de grupos do setor são cada vez mais comuns. A última uniu a rede de ensino paulista Kroton, um sucesso meteórico no setor, com outra grande paulista, o grupo Anhanguera. A negociação fechada em abril resultou na maior empresa desse mercado do mundo, com um valor de mercado de R$ 12 bilhões, bem a frente da segunda colocada, a chinesa New Oriental. A tendência de concentração de mercado é cada vez mais forte.
Neste cenário, o Nordeste desponta como um grande mercado a ser conquistado, tanto que multinacionais e grupos locais têm o mesmo objetivo de brigar pelo aluno da região. São dois os principais motivos que fazem do Brasil e do Nordeste um grande filão: há milhões de alunos que estão fora da faculdade e o governo facilitou o financiamento da graduação para praticamente qualquer pessoa. As mensalidades já movimentam mais de R$ 10 bilhões em crédito por ano para os alunos, que pagam a dívida a juros de 3,4% ao ano em prazos que podem passar dos cinco anos. Em 2013, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) calcula que vai repassar para as instituições de ensino particulares R$ 7,8 bilhões dentro do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), 12% do mercado. De 2010, ano em que o FNDE passou a gerir o Fies, a 2012 o Nordeste ficou com 20% disso.
Toda a movimentação anima os investidores do setor a querer arriscar mais. Um dos principais no segmento no Nordeste, o Grupo Ser Educacional, dono da Faculdade Nassau, tem pretensões de aumentar a sua política de expansão pela Região por meio de aquisições de faculdades menores e também através de abertura de novos cursos. Uma das formas para potencializar esse crescimento é a abertura de capital, apesar de ainda ser um projeto para o futuro, como explica o controlador do grupo, Janguiê Diniz.
"Temos diversas negociações para aquisição em andamento, além de pedidos de credenciamento de novas unidades no MEC. Qualquer instituição que tenha interesse em crescer e precise acessar fontes de capital com menor custo deve pensar em um IPO (oferta pública inicial de ações), no entanto, esse é um processo complicado, caro e que leva muito tempo. Tanto que no Nordeste só existe uma empresa de capital aberto, a M. Dias Branco do Ceará", disse.
Diniz informa que a sua empresa tem um processo de governança corporativa implantado e funcionando há mais de quatro anos, mas que não há o objetivo no médio prazo para ingressar no mercado de ações. "Nossa estratégia é atuar no Norte e Nordeste. Não acreditamos que existam razões para mudar o foco nesse momento. A necessidade de mão de obra qualificada em uma região de alto crescimento econômico, aliada a uma baixa formação e a entrada do ensino superior permitirá um alto crescimento do setor nos próximos anos. Este crescimento, certamente será alcançado com o reforço do financiamento estudantil", contextualiza.
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