De acordo
com a diretora do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), Ivonete
Conceição da Silva, os professores cobram um reajuste salarial de 26%
Fonte: Terra
RODRIGO TEIXEIRA
Direto do Rio de Janeiro
Direto do Rio de Janeiro
Os líderes do movimento grevista
dos professores estaduais do Rio de Janeiro foram recebidos para uma reunião
com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, no fim da tarde desta
quinta-feira. Os docentes apresentaram as principais pautas de reivindicações,
mas não houve acordo com o governo e a greve iniciada na terça-feira segue por
tempo indeterminado nas escolas públicas.
De acordo com a diretora do
Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), Ivonete Conceição da Silva, os
professores cobram um reajuste salarial de 26%. "Eu sou professora há 18
anos. Há 15 não temos reajuste salarial, apenas gratificações que não são
incorporadas ao nosso salário. Reivindicamos a valorização do nosso trabalho
porque R$ 619 é uma vergonha, isso não é salário de professor", afirmou.
Os líderes do sindicato afirmaram
que 70% dos profissionais aderiram ao movimento grevista e que, na sexta-feira,
será feita uma assembleia para decidir os rumos da paralisação. "Não
voltamos para a sala de aula se o governo não negociar. Estamos em contato com
o secretário de Educação, mas precisamos de uma resposta efetiva", disse a
professora.
O secretário não quis se
pronunciar após a reunião, mas informou por meio da assessoria que já houve
avanço na negociação com os grevistas. A secretaria disse ainda que informações
recebidas de escolas de todo o Estado dão conta que apenas 2% dos docentes
aderiram à greve.
Apesar de não conversar com a
imprensa, o secretário trocou números de telefones com os diretores do
sindicato para que haja uma comunicação efetiva. Mais cedo, os professores
haviam se somado ao coro de bombeiros que protesta desde domingo em frente à
Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).
"Apoiamos o movimento dos
bombeiros, queremos liberdade para eles. O governador Sérgio Cabral tem que
acabar com esse salário miserável que nos paga, merecemos respeito", disse
a diretora do sindicato
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