A
Prefeitura ainda aguarda documentação que fundamente o questionamento da
legalidade; sindicato promete resistir, mas levará o tema às bases
Fonte:
O Povo (CE)O procurador-geral do Município, Martônio Mont’Alverne, argumentou que a Educaçãorepresenta um “serviço essencial” e explicou que aguarda apenas a entrega de documentos da Secretaria Municipal de Educação (SME) comprovando que as escolas estão sem aulas.
“Se, quando recebermos a documentação, os professores ainda estiverem em greve, entraremos com o pedido na Justiça para que haja reconhecimento de ilegalidade”, avisou.
De acordo com balanço feito pela SME, 65 escolas estão paralisadas e 134 estão com atividades parcialmente suspensas. Ao todo, a rede municipal de Fortaleza possui 449 escolas.
Em entrevista à TV Jangadeiro, a prefeita Luizianne Lins (PT) ameaçou cancelar o pagamento da primeira parcela do 13º salário aos professores em greve. O adiantamento de 40% deveria chegar ao bolso dos professores até o fim deste mês. Para ela, os professores propuseram a paralisação quando as negociações já tinham sido iniciadas. “Não acho isso justo”, queixou-se.
Manifestações
Ontem, em manifestação na Praça 31 de março, na Praia do Futuro, professores afirmaram que só voltarão a dar aulas quando o direito da Lei do Piso lhes for assegurado. Eles aguardavam a prefeita Luizianne, que visitaria obras no local, mas a petista não apareceu. A assessoria do Executivo municipal informou que a agenda do ministro do turismo, Pedro Novais, - que acompanharia a prefeita - estava cheia. Por isso, eles teriam decidido adiar a visita.
Sobre o ultimato da petista, uma das dirigentes do Sindicato Único dos Trabalhadores emEducação do Ceará (Sindiute), Gardênia Baima, disse que qualquer decisão no grupo só será tomada após Assembleia com toda a categoria, marcada para a próxima terça-feira.
“A orientação do Sindicato diante de qualquer ameaça é resistir. Mas vamos consultar nosso setor jurídico e vamos ouvir soberanamente a categoria”. A dirigente classificou a postura da prefeita de “ditatorial”.
ENTENDA A NOTÍCIA
A Câmara Municipal aprovou, na última terça-feira, uma emenda substitutiva sobre a revisão salarial dos professores, mas a categoria rejeitou o projeto. Educadores afirmam que vereadores quebraram acordo.
Tatiana Pavarino
Hébely Rebouças
hebely@opovo.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário