09 de abril de 2010
Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram
encerrar a greve, que completava um mês, em votação na assembleia desta
quinta-feira, no Vão Livre do Masp, na avenida Paulista
Fonte: Terra
Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram encerrar a greve, que completava um mês, em votação na assembleia desta quinta-feira, no Vão Livre do Masp, na avenida Paulista. A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) propôs a suspensão da greve no encontro de seu Conselho de Representantes, que ocorreu esta manhã.
Uma nova assembleia está marcada para o dia 7 de maio, onde os professores decidirão pela continuidade ou não da paralisação. "É uma trégua, um prazo para o governo resolver como vai atender nossas manifestações", afirmou Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp.
Durante o encontro, foi registrada uma pequena confusão entre professores e integrantes do Partido da Causa Operária (PCO). "O PCO traz estudantes pra fazer baderna. O que aconteceu foi que eles se revoltaram contra os professores que votaram a favor da suspensão da greve", explicou a presidente da Apeoesp.
A diretoria do sindicato havia se reunido nesta quarta-feira com o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, para tentar uma negociação. O secretário propôs às lideranças da categoria a abertura de uma mesa de entendimentos sobre as reivindicações apresentadas pelos sindicalistas se a paralisação fosse suspensa.
Em nota divulgada logo após o inicio da paralisação, a secretaria de educação havia afirmado que os grevistas terão desconto salarial relativo às faltas. Além disso, perderão a participação no Bônus por resultados, que paga anualmente até 2,9 salários para as equipes escolares que superarem suas metas e, também, no Programa de Valorização pelo Mérito, que permite aumentos salariais de 25%.
A greve dos professores da rede estadual de São Paulo foi aprovada em assembleia no dia 5 de março e iniciou no dia 8 do mesmo mês. A categoria reivindicava reajuste salarial imediato de 34,3%, incorporação de todas as gratificações, plano de carreiras e concurso público.
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