09 de abril de 2010
Agressões, tumulto e ofensas entre os manifestantes marcaram o fim da
assembleia de professores da rede estadual de São Paulo, nesta quinta-feira
(8), na avenida Paulista
Fonte: R7
Letícia Casado
Agressões, tumulto e ofensas entre os manifestantes marcaram o fim da assembleia de professores da rede estadual de São Paulo, nesta quinta-feira (8), na avenida Paulista.
Por volta de 16h, momento em que ocorreu a votação, houve gritos de "traidores" e vaias contra os diretores dos sindicatos.
Após a aprovação do fim da greve, houve troca de socos e chutes entre professores. Ovos foram atirados contra o carro de som usado pelos sindicalistas.
Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp (sindicato dos professores de escolas públicas do Estado de São Paulo), foi hostilizada e xingada.
Manifestantes também jogaram bombinhas após a descida dela do carro de som. Um cordão de isolamento foi formado para que a presidente da Apeoesp pudesse deixar a assembleia.
Diretora estadual da Apeoesp, Vera Lúcia Zirnberger foi ameaçada de agressão por outra pessoa, que não quis se identificar mas disse que é professor.
A sindicalista afirma que os tumultos foram causados por baderneiros que não dão aulas nas escolas públicas:
- Eles não são professores, são arruaceiros e estão aqui votando. Não admitimos que façam isso.
Greve esvaziada
Maria Izabel Noronha admitiu, durante o protesto, que a greve estava enfraquecida. Um levantamento do R7 realizado com 50 escolas aponta que todas estão tendo aulas, e apenas 14 disseram estar parcialmente em greve.
Cerca de 600 pessoas participaram do protesto, que chegou a fechar a avenida Paulista. A via foi liberada às 16h30.
Não houve confronto com a Polícia Militar, que apenas acompanhou a manifestação.
Aproximadamente 300 policiais fizeram a segurança a passeata, segundo o comando da operação. Foram usadas cem viaturas e 180 motos pelo efetivo da PM.
Pela proposta apresentada pelos sindicatos e aprovada pela assembleia de docentes, a suspensão da greve dura até 7 de maio, na expectativa de que o governo do Estado e a Secretaria da Educação abram negociações com a categoria.
Caso não haja um acordo sobre a pauta salarial, pode haver retomada da paralisação
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