|
04/04/2013 |
De acordo com Ysso Truká, a reivindicação é consequência de ações prometidas e não cumpridas pelo governo. A representante da Comissão de Professores Indígenas de Pernambuco Edilene Bezerra, Pretinha Truká, explica que existem mais de mil professores índios no Estado e não há concurso público para efetivá-los. "Há uma negligência grande. O ano letivo não consegue começar no tempo certo, porque os contratos não são feitos ao mesmo tempo. O currículo intercultural também não sai do papel", conta.
A promotora de justiça da Vara da Educação, Eleonora Rodrigues, participou da reunião e explicou que o prazo estabelecidos com o Estado para início do concurso público, através de um termo de ajustamento de conduta (TAC), se encerrou em dezembro de 2009. "O plano foi assinado em março de 2008. O governo tinha até o fim de 2009 para providenciar o levantamento com a necessidade de pessoal", explica. "Foram várias tentativas de acordo para que se cumprisse o assumido, mas houve embargos." Caso o Estado não cumpra o acordo, a multa será de R$ 7 milhões.
A Secretaria de Administração elaborou projeto de lei criando a carreira de professor indígena para ser apreciado pela Procuradoria-Geral do Estado, que fez algumas exigências a serem supridas pela Secretaria de Educação. O projeto será reanalisado pela PGE e enviado à Assembleia Legislativa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário