Mais de 1
milhão de estudantes estão sem aulas no estado
Fonte: Tribuna da Bahia (BA)
O impasse entre Professores da rede
estadual de Ensino e governo do estado entra no segundo mês. Mais de 1
milhão de estudantes estão sem aulas em toda a Bahia. A paralisação que não tem
data para acabar já começa a representar prejuízos para o ano letivo.
Uma nova assembleia será realizada
hoje a partir das 9 horas, na Assembleia Legislativa da Bahia no (CAB), onde a
categoria está acampada desde o início da paralisação.
De acordo com informações da
diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB),
Ana Angélica Bastos, o corte nos salários dos Professores fortaleceu ainda mais
o movimento. Segundo ela, a assembleia tem como principal objetivo avaliar
alguns pontos e discutir novas estratégias para divulgação da greve. “Os
Professores estão abertos ao dialogo.
Além do corte no nosso salário,
ficamos sem o cred cesta e impossibilitados de recorrer ao empréstimo
consignado. Não vamos parar de lutar enquanto o governo não sentar para
conversar”, ressaltou Bastos.
Ainda de acordo com a diretora da
APLB, a categoria não aceita a aprovação do Projeto de Lei 19.779/2012, que
trata do reajuste salarial dos Professores da rede estadual e que foi aprovado
na noite do dia 24 de abril, por 33 voto a favor versus 19 votos contrários.
Com a aprovação do projeto, os Professores terão reajuste de 3% em 2013 e 4%
até 2014. Porém, a categoria luta por um reajuste de 22,22%.
O governo, afirma que a
reivindicação não será atendida porque o Estado não tem caixa para custear
um novo aumento à categoria, que reúne 37 mil profissionais, e alega que o
salário-base de Professores com licenciatura é maior do que o piso
nacional.
Com base na decisão do
desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Gesivaldo Britto, que
classificou a greve como ilegal e determinou o retorno imediato dos
Professores, a Secretaria Estadual de Educação suspendeu o pagamento dos
grevistas no dia 26 de abril.
A esperança dos Professores é que
o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, possa ajudar
nas negociações com o governo. Porém, a assessoria da Arquidiocese informou que
até o momento nenhum encontro foi marcado entre representante do governo e Dom
Murilo.
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