A
paralisação do magistério estadual completa hoje a sua terceira semana
Fonte: Diário do Amapá (AP)
O desembargador Raimundo Vales
indeferiu, ontem, pedido liminar do governo do estado para considerar ilegal a
greve dos Professores. O governo prometeu recorrer da decisão, ontem
mesmo. Por meio da sua Procuradoria Geral, a administração estadual ao
Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (Tjap) invocou que a direção do sindicato
que reúne os Professores não apresentara a ata da assembleia geral da categoria
que deliberou pela greve.
A paralisação do magistério
estadual completa, hoje, a sua terceira semana. Nesse tempo, diariamente os
Professores fazem passeatas por ruas do centro da cidade, concluindo-as com
concentração em frente ao Palácio do Governo, Assembleia Legislativa ou
Secretaria de Estado da Educação.
No pedido de liminar, o governo
ainda alegou, como argumento para provar a ilegalidade da greve, que o
sindicato dos Professores não deu condições a que as negociações pelo reajuste
salarial continuassem entre as partes.
O sindicato foi chamado a prestar
esclarecimentos sobre as argumentações governamentais e, no entendimento do
desembargador Raimundo Vales, a entidade cumpriu com tudo o que fora necessário
para negociar com o governo a respeito das reivindicações da classe.
A principal discórdia entre o
governo estadual e os Professores gira em torno do reajuste salarial. De
princípio, a categoria abriu mão do piso nacional de 33% de reajuste, fechando
questão em 20%.
O governo do estado, por seu
turno, estabeleceu a proposta de 15,56%, a maior já oferecida nos últimos 16
anos aos Professores, de acordo com afirmação oficial.
A categoria de trabalhadores não
aceitou a proposta, mas em alguns momentos da negociação chegou a acenar
um reajuste de 18%, o que também não foi aceito pelo governo com a explicação
de que algo acima dos 15,56% afetaria sobremaneira a economia e as finanças do
estado.
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