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terça-feira, 30 de junho de 2009

SINTEAC PROMETE GREVE PARA AMANHÃ EM RIO BRANCO

30 de junho de 2009


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteac), Manoel Lima, confirmou para amanhã, 1º julho, a greve por tempo indeterminado dos professores da rede municipal de Rio Branco.
Fonte: A TRIBUNA (AC)


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteac), Manoel Lima, confirmou para amanhã, 1º julho, a greve por tempo indeterminado dos professores da rede municipal de Rio Branco.
Para falar sobre a mobilização, a entidade convocou para a manhã de hoje uma coletiva, afirmando que as paralisações atingirão também o sistema do ensino estadual.
Segundo o sindicalista, em entrevistas anteriores, o objetivo é forçar o pagamento do piso nacional de R$ 1.132,40 para os professores que tenham apenas a formação de ensino médio.
"Se a Prefeitura não apresentar uma proposta, vamos deflagrar a greve a partir do dia 1º de julho", confirmou Manoel Lima.
O presidente do Sinteac informou que a greve deverá atingir outros municípios, por exemplo, Cruzeiro do Sul. Apenas Brasileia, Epitaciolândia, Acrelândia, Assis Brasil e Xapuri adotaram o novo piso, por isso não serão afetados pelos protestos.
Plácido de Castro foi a primeira cidade a ser afetada pelas mobilizações na semana passada.
Além do piso para professores com ensino médio, o Sinteac reivindica do Estado o aumento de 10%, referente a perdas salariais e à inflação. (Freud Antunes)




sexta-feira, 12 de junho de 2009

SINTAB APRESENTA CONTRAPROPOSTA À PREFEITURA PARA ENCERRAR GREVE

12 de junho de 2009

Em reunião ontem à tarde, na Secretaria de Educação, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Agreste da Borborema (Sintab) apresentaram ao secretário Flávio Romero e a Hermano Nepomuceno, chefe de Gabinete do Prefeito, uma contraproposta de reajuste salarial para os servidores de 12%, mas de forma parcelada.
Fonte: JORNAL DA PARAÍBA (PB)



Por: JOSUSMAR BARBOSA
Em reunião ontem à tarde, na Secretaria de Educação, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Agreste da Borborema (Sintab) apresentaram ao secretário Flávio Romero e a Hermano Nepomuceno, chefe de Gabinete do Prefeito, uma contraproposta de reajuste salarial para os servidores de 12%, mas de forma parcelada.
O presidente do Sintab, Napoleão Maracajá, esclareceu que a contraproposta prevê um reajuste de 8% para os funcionários que percebem acima do salário mínimo, retroativo a maio e 4% até novembro, conforme o crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A entidade ainda solicitou a atualização do pagamento de um terço de férias, principalmente para quem o salário mínimo e o repasse integral dos incentivos do Ministério da Saúde aos agentes de saúde.
Na noite da última segunda-feira, o prefeito Veneziano Vital do Rêgo se reuniu com a direção do Sintab e apresentou uma proposta, oferecendo 8% de reajuste, sendo 6% de imediato, 1% em agosto e 1% em novembro. Ela foi colocada em avaliação na assembleia dos servidores, os quais não aceitaram a proposta. "Para mostrar que o Sintab não é intransigente, apresentamos uma contraproposta viável. Se o prefeito aceitá-la, pode haver o fim da greve, se for o desejo dos servidores", frisou Napoleão, que marcou uma assembleia da categoria, às 9 horas, na AABB.
NOTA
Após a reunião, Hermano Nepomuceno disse que a cada reunião o Sintab apresenta uma pauta de reivindicação diferente, o que dificultava as negociações. Em relação à contraproposta do reajuste de 8%, retroativa a maio e 4% até novembro, ele disse que, no tocante à secretaria, que já tinha garantido a gratificação de 5% para o magistério, não há condições de atender ao sindicato.
"A proposta apresentada pelo prefeito já está no limite financeiro. Se a Secretaria de Educação for atender a contraproposta do Sintab, não terá dinheiro para comprar livro, manter e reformar Escolas e creches. Para se ter uma ideia, o Fundeb caiu em R$ 1,7 milhão este ano", explicou Hermano.
Quanto aos servidores das demais pastas, Nepomuceno vai consultar a equipe econômica, embora acredite que não há mais recursos orçamentários para garantir o reajuste superior ao proposto pelo prefeito Veneziano.



sábado, 6 de junho de 2009

ALUNO SOFRE COM GREVE DE PROFESSOR

06 de junho de 2009



CONSEQUÊNCIA - Sem aulas há mais de um mês, aprovação no vestibular está comprometida
Fonte: LIBERAL (PA)


A greve dos professores no Pará chega a exatos 32 dias e deixa milhares de alunos, que dependem da rede pública de ensino, cada vez mais longe do direito a um curso superior. Desde o início do ano letivo de 2009, muitos estudantes do Estado só tiveram uma aula de Literatura, duas avaliações de História - que valeram por quatro - e nenhuma vez sequer assistiram matérias como Matemática e Redação. Com a proximidade do vestibular aumenta a preocupação desses jovens. E eles já esperam pelo pior.
A menos de um mês para terminar o semestre, a rede estadual aplicou apenas a primeira avaliação. Nas Escolas particulares, os estudantes estão aguardando a revisão que antecede a segunda avaliação semestral, programada para o período de 22 a 30 deste mês. Muito mais que expor a situação salarial dos professores, a paralisação - já considerada abusiva - embota os anseios dos alunos.
A manutenção do movimento grevista será avaliada pelos manifestantes em uma assembleia convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará (Sintepp) amanhã de manhã. Até ontem, as Escolas ainda estavam fechadas.
A coordenadora pedagógica de uma Escola particular, Brizeida Suzuki, diz que alguns professores até já concluíram o conteúdo do primeiro semestre. Ela acredita que ter um calendário Escolar de cinco meses semestrais é importante e comprometê-lo é colocar em risco a qualidade do ensino.
O estudante da terceira série do ensino médio, Francisco Cláudio Trindade, de 19 anos, faz parte da banda marcial da Escola Deodoro de Mendonça e diz acreditar no ensino público. Mas diante de mais de um mês sem aulas, férias de julho batendo à porta, conteúdos defasados e o vestibular chegando, ele está cada vez mais preocupado.
Francisco pretende prestar vestibular para Turismo, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Ele afirma que tem se esforçado para não parar de estudar, enquanto a greve perdura. Em casa, assiste a jornais na TV e, fora, faz pesquisas em diversas fotntes, já que os livros didáticos não são suficientes.
Mesmo assim, o jovem vê diminuírem as chances de aprovação no processo seletivo. Antes da greve, os estudantes do Deodoro de Mendonça tiveram apenas um mês de aula por causa de obras estruturais que retardaram o início do ano letivo. Fizeram, então, apenas a primeira avaliação.
Vamos fazer o vestibular sem saber o assunto. Se durante o ano inteiro já não dá para ver toda a matéria, imagina com um mês sem conteúdo. Provavelmente também ficaremos sem o simulado porque ele deveria ser feito em maio , lamenta Francisco.

PERSEVERANÇA

Por outro lado, a especialista em Sociologia da Educação, Aparecida Nery Souza, que leciona na Universidade de Campinas (Unicamp), pondera que nem tudo está perdido, principalmente se houver o compromisso do professor grevista de repor as aulas quando cessar a paralisação.
A professora lembra que o método de reposição de aulas é discutida nacionalmente pelos profissionais da Educação. Uma alternativa seria o professor replanejar suas aulas e não se prender ao modelo que deposita na prova o seu modelo de avaliação. Ela não aponta fórmulas e diz que o ideal é levar a discussão para a comunidade, através dos conselhos Escolares.
Mesmo soluções já experimentadas e criticadas podem ser adotadas se houver aprovação de todos, como aulas aos sábados. Mas, segundo a vice-diretora do turno da tarde na Escola Jarbas Passarinho, Sheila Valente, alguns alunos alegam questões religiosas e culturais para faltar.
Para os estudantes que questionam o que fazer em relação ao programa do vestibular, Aparecida recomenda aproveitar o tempo sem aula para procurar uma biblioteca, ler os livros pedidos nos processos seletivos, formar grupos de estudos e ampliar suas possibilidade lendo jornais, ouvindo música, assistindo filme ou teatro.
Fato de não ter aula não é derrota total. A Escola é um dos espaços, talvez o mais importante, mas se tem outros espaços importantes , diz.
Categoria sente-se pressionada pelo governo a voltar ao trabalho
Não houve acordo entre governo estadual e os professores, por isso, a greve nas Escolas da rede pública estadual vai continuar, pelo menos, até a segunda-feira (8), quando os grevistas se reunirão em assembleia geral, a partir das 9 horas. A concentração será à porta da entrada da sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
No início da manhã de ontem a secretária de Educação, Iracy Gallo, convocou uma reunião com a coordenação do movimento, mas em apenas 20 minutos de discussão, a comissão de professores se retirou da sala e anunciou a continuidade da greve. Além da secretária, participaram da tentativa de acordo o representante da Casa Civil, Jorge Panzera, secretário-adjunto, Fernando Azevedo, e a secretária de Ensino, Socorro Brasil. A comissão de professores pretendia garantir, pelo menos, o aumento no valor do abono do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) dos atuais R$ 126 para R$ 200 aos professores e dos R$ 100 para R$ 140 para os técnicos administrativos. Mas, o governo não aceitou e secretária avisou que se os professores não retomarem o calendário letivo, haverá desconto dos dias parados durante a greve e ainda acusou o movimento grevista de ser movido por força política e não da categoria.
Na saída da sala, o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Pará (Sintepp), Eloy Borges, acusou o governo Ana Júlia Carepa de ter uma postura arrogante e de perseguir os movimentos sociais. Eu avisei à secretária que quem vai decidir se paramos ou continuamos a greve são os professores e não a pressão da Seduc. Vamos provar que a nossa categoria tem dignidade, é soberana e não vai se dobrar a nenhum governo , afirmou Borges. Ele ainda ressaltou que o governo trata os trabalhadores como criminosos, a exemplo da ação judicial movida pela Seduc, em que a Justiça determinou a ilegalidade da greve, impondo multa se os professores não retornarem ao trabalho e avisou que o Sintepp vai recorrer da decisão para cassar a liminar . Esta é a marca que este governo vai deixar, de perseguição. Não é a marca de investimentos na Educação nem de melhoria na qualidade do ensino, mas da criminalização dos movimentos sociais , definiu Borges. E ainda alertou, Esse governo vai saber o que é fazer política no próximo ano .
Iracy Gallo, entretanto, assegura que o governo cumpriu o acordo com os professores para que eles desocupassem o prédio da Secretaria de Fazenda (Sefa), invadido na terça-feira, concedendo reajuste de salário para a categoria de até 12% para o nível superior.
O governo já concedeu os percentuais possíveis em tempo de crise. Hoje, nós conclamos a categoria a voltar ao trabalho, mas eles foram irredutíveis. O movimento utilizou a categoria de forma irresponsável porque esta greve é política, pois todos os outros sindicatos fecharam o acordo, mas o Sintepp prefere continuar prejudicando os estudantes , acusou a secretária de Educação.
Iracy Gallo assegurou que o governo quer o diálogo, mas a direção do Sintepp exige um percentual de reajuste muito acima da capacidade de pagamento da administração estadual. Ela também disse que a coordenação dos grevistas fechou acordo apenas com o município de Belém, que ofereceu percentuais menores que o Estado, outro indício de que a greve é movida por interesses políticos de um pequeno grupo que domina o Sintepp. Nós vamos pagar os dias parados à medida em que houver reposição das aulas. Isso irá acontecer quando a maioria retornar às aulas e a grande maioria quer voltar a trabalhar porque tem compromisso com a Educação pública , ressaltou Iracy Gallo.
Diferença salarial gera desacordo
Os professores reivindicam reajuste salarial de 30%, mas a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) fechou sua proposta em 12% para professores contratados com nível Escolar fundamental, 9,93% para os de nível médio 6% a 7,5% para os de nível superior.
O governo alega não ter condições de dar mais do que o exigido. Os professores afirmam que o salário é pequeno para a função cumprida. Um professor com nível superior ganha R$ 465 de salário-base para 100 horas e um com nível médio, R$ 433.O vencimento é aumentado com as gratificações e abonos. A gratificação de magistério, de 10%, e o abono de 20% pelas aulas suplementares são pagas a todos. Mas o que faz a diferença é a gratificação de 80% para quem ingressou na rede estadual com formação na universidade.



quinta-feira, 4 de junho de 2009

PROFESSORES SUSPENDEM GREVE EM SÃO PAULO

04 de junho de 2009

Por causa da baixa adesão dos professores da rede estadual de São Paulo no primeiro dia da greve promovida pelo sindicato da categoria (Apeoesp), a entidade suspendeu a paralisação. A decisão foi votada em reunião conturbada, na frente à Assembleia Legislativa. Um grupo de docentes que defendia a manutenção da greve ameaçou invadir o prédio.
Fonte: O Estado de S. Paulo


Simone Iwasso
Por causa da baixa adesão dos professores da rede estadual de São Paulo no primeiro dia da greve promovida pelo sindicato da categoria (Apeoesp), a entidade suspendeu a paralisação. A decisão foi votada em reunião conturbada, na frente à Assembleia Legislativa. Um grupo de docentes que defendia a manutenção da greve ameaçou invadir o prédio. Uma bomba foi lançada e a Força Tática da PM confrontou os manifestantes.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, cerca de 1% dos professores da rede aderiram. Para a Apeoesp, foram cerca de 30% - número abaixo do esperado pela direção do sindicato. No ato em frente à Assembleia, havia mil professores, segundo a PM. Nova reunião foi marcada para o próximo dia 16.

No plenário, o secretário Paulo Renato Souza debateu com deputados e representantes dos professores os projetos de lei para a carreira do magistério. O governo quer alterar os contratos dos temporários e criar uma escola de formação, com prova final obrigatória para os aprovados em concurso público. Outro projeto cria 50 mil vagas e abre concurso para preencher 10 mil já existentes.

O principal ponto de discórdia é a criação de prova anual para atribuição de aulas dos temporários. Quem não for aprovado ficará na rede, numa carga horária reduzida e em atividades fora das classes. Outra reclamação é quanto à criação de quarentena para esses docentes. Pelo projeto, eles poderão ter um contrato de até dois anos e deverão ficar 200 dias fora da rede (equivalentes a um ano letivo)




quarta-feira, 3 de junho de 2009

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL PAULISTA FAZEM GREVE NESTA QUARTA

03 de junho de 2009


Os professores da rede estadual de São Paulo fazem greve nesta quarta-feira (3). A paralisação foi aprovada durante assembleia realizada no dia 29. De acordo com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), uma nova assembleia será realizada nesta quarta, às 14h, no estacionamento da Assembleia Legislativa.
Fonte: UOL Educação



Da Redação
Em São Paulo

Os professores da rede estadual de São Paulo fazem greve nesta quarta-feira (3). A paralisação foi aprovada durante assembleia realizada no dia 29. De acordo com a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), uma nova assembleia será realizada nesta quarta, às 14h, no estacionamento da Assembleia Legislativa.

No mesmo dia, a entidade pretende participar de audiência pública, às 14h30, para a discussão dos projetos de Lei 19 e 20, que instituem novas regras para a contratação de professores e apresenta a criação de duas novas jornadas de trabalho. A categoria é contra a aprovação dessas medidas e pede, dentre outras reivindicações, reajuste de 27,5% para a reposição de perdas ocorridas desde 1998.
Na manifestação do dia 29, docentes levaram fantasias e cartazes com referências aos recentes livros que foram destinados a alunos da 3ª série, que traziam conteúdo voltado a adolescentes.

O secretário de educação do Estado, Paulo Renato Souza, afirmou que irá criar uma comissão de especialistas para avaliar cada obra. A manifestação teve também um boneco que ironizava o valor do vale alimentação dado aos docentes, chamado de "vale coxinha".

Segundo o sindicato, o protesto reuniu cerca de 5.000 docentes em frente à sede da Secretaria de Estado da Educação, localizada na Praça da República

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PROFESSORES DO RECIFE ENTRAM EM GREVE HOJE

27 de maio de 2009


Docentes resolveram parar, ontem, por tempo indeterminado
Fonte: FOLHA DE PERNAMBUCO (PE)


Greve por tempo indeterminado. Esta foi a decisão tomada pelos professores da rede municipal do Recife, ontem, em assembleia geral. Com isso, mais de 100 mil estudantes ficam sem aulas a partir de hoje. Entre as reivindicações da categoria estão: a implementação do Piso Salarial Nacional de R$ 1.132,40 para todos os 4.990 docentes, reposição salarial de 12,5%, aumento do ticket de refeição para R$ 12,00, além da re-estruturação do plano Saúde Recife. Depois de algumas, mal-sucedidas, mesas de negociação entre o Sindicato dos professores do Recife (Simpere) e a Prefeitura do Recife, atos e mobilizações em frente ao prédio da administração municipal e paralisações das últimas duas aulas de cada turno, as chamadas greves brancas, o Simpere viu na greve a única forma de alcançar seus objetivos.
"Tomamos esta atitude por causa da falta de avanço com a Prefeitura", afirmou a coordenadora geral do Simpere, Ana Cristina. Depois da assembleia, os professores saíram em passeata da avenida João de Barros, na Boa Vista, até a Câmara dos Vereadores do Recife, onde fizeram apitaço e soltaram fogos, chamando a atenção da população. "Viemos pedir a mediação dos vereadores frente à Prefeitura", disse a coordenadora.
O secretário de Educação, Esportes e Lazer, Cláudio Duarte, se disse surpreso com a atitude dos professores. Na tarde de ontem, durante entrevista coletiva à Imprensa, o secretário afirmou que as negociações estavam em curso e que vários pontos foram avançados. "Tinha, inclusive, uma nova rodada de negociações na manhã de hoje (ontem), mas os professores não compareceram", destacou. Cláudio Duarte destacou como proposta a antecipação da Lei Federal 11.738/08, que determina aos municípios adequarem o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração a dois terços do Piso Salarial Profissional Nacional, no valor de R$ 1.132,40, até 31 de dezembro de 2009 e, de forma integral até janeiro de 2010."Vamos antecipar a adequação para 2.277 professores em julho de 2009. Em setembro, mais 1.226 docentes serão contemplados. Em novembro, serão mais 680. Com isso, iremos contemplar todos os 4.183 profissionais", comentou o secretário, deixando claro que essa é a última proposta da Prefeitura. "Teremos um impacto de R$ 18 milhões em nossa folha. Caso os professores a recusem, iremos retirá-la para efeito de negociação", comentou. No entanto, os professores dizem que só aceitarão a implantação escalonada se for retroativa ao mês de julho. "Caso queiram escalonar, quem não receber o aumento em julho deverá receber retroativo nos meses seguintes", disse a coordenadora do Simpere, Andréia Batista.
Ele apontou ainda como avanço nas negociações a convocação imediata de 550 professores de nível I, aprovados no último concurso, para atender a alunos da Educação infantil e ensino fundamental; implantação do programa de incentivo à pós-graduação, beneficiando 420 dorcentes; implantação do programa de inserção dos professores em novas tecnologias com a entrega de notebooks; entre outras. Lembrou ainda que a prefeitura está investindo R$ 1.613.689 em melhoria das estruturas das unidades Escolares e que ainda em 2009 serão construídos cinco centros de Educação infantil, dos 40 que serão erguidos nos próximos quatro anos em parceria com o Governo Federal. O secretário deixou claro que todas as aulas serão repostas e que, se for necessário, as férias do mês de julho serão sacrificadas.
Olinda
Os 26 mil alunos da rede municipal de Olinda vão continuar sem aula. Ontem, também em assembleia, os professores resolveram dar prosseguimento à greve que já completa 14 dias. Hoje, eles farão outro encontro na frente da Prefeitura da cidade, às 9h



sexta-feira, 22 de maio de 2009

PROFESSOR REJEITA ÍNDICE E MANTÉM GREVE

22 de maio de 2009


Proposta - Acabou sem acordo reunião de servidores com representantes do governo do Estado
Fonte: O LIBERAL (PA)



As duas horas de reunião entre representantes do governo do Estado e Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) não deram em nada e os servidores decidiram dar continuidade à greve que já atinge mais de 500 mil alunos em 37 municípios paraenses. Na audiência de ontem, que começou por volta de meio dia, o governo permaneceu com a proposta de reajuste salarial de 6% a 7,5% para os professores de ensino superior, 9,93% para nível médio e 12,05% para nível operacional.
Os grevistas rejeitaram, mais uma vez, os índices. Eles querem aumento de 30% no salário para todos os níveis, além do acréscimo de R$ 300 reais no tíquete-alimentação e aumento do abono do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Mesmo com a rejeição dos servidores, Iracy Gallo, titular da Secretaria estadual Educação (Seduc), garantiu que a partir de hoje o reajuste proposto pelo governo já estará no contracheque dos professores.
MARCHA

Antes da conversa com representantes do poder público, os grevistas saíram em caminhada pela rodovia Augusto Montenegro em direção ao prédio da Seduc, onde aconteceu a audiência. A manifestação dos educadores teve início por volta das 9h30, no trevo do Satélite, local da concentração da manifestação. Com faixas, cartazes e apitos, os servidores ocuparam uma das pistas da rodovia.
O tráfego de veículos na via no sentido Augusto Montenegro/ Icoaraci ficou interditado durante toda a marcha dos servidores. Os veículos tiveram que trafegar em mão dupla por uma única pista, o que resultou em um extenso congestionamento. Sem a presença de agentes da Companhia de Transportes do Município de Belém (Ctbel) no local, os próprios manifestantes tiveram que organizar o trânsito na via. Ao chegarem ao prédio da Seduc, ocuparam a área externa do local e parte da área interna do hall de entrada do prédio. Hoje a secretaria de Educação é dos servidores, portanto, vamos aguardar o fim da audiência na área da Seduc , declarou um dos grevistas.
Sem conseguirem o que queriam na reunião - que começou ao meio-dia e terminou por volta das 14 horas -, os professores voltaram a fechar a rodovia Augusto Montenegro, no sentido Icoaraci/ Entroncamento, durante dez minutos. Amparado por um carro som, que foi usado para bloquear a rua, um dos manifestantes protestava contra a administração da governadora Ana Júlia Carepa. Esse governo, que fala tanto em terra de direitos, está muito pior que o governo passado, dos 'tucanos' , protestou.
A principal justificativa do governo para não aceitar o reajuste solicitado pelos grevistas é a crise financeira internacional. Eles dizem que a culpa é da crise, mas aumentaram para 60% a verba destinada a propaganda. Os salários estão afetados. As Escolas estão sem condições de uso , destacou Joana Machado, professora da rede pública.

DESCONTOS

Abel Ribeiro, do comando de greve, disse que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ameaçou descontar do salário dos professores os dias parados, mas mudou de idéia com medo da reação deles. Não houve avanço nenhum. O governo permanece com os mesmo percentuais. Marcaram mais um diálogo para eles dizerem a mesma coisa que já haviam dito antes e acabou não dando em nada. Diante disso, a greve permanece por tempo indeterminado. Eles pensaram em descontar dos nossos salários os dias parados, mas eles sabem que se fizeram isso, a perspectiva de radicalização do movimento é bem maior , ameaçou Abel.
Outro impasse que não foi resolvido diz respeito ao recurso do Fundeb, que destina um mínimo de 60% para a folha de pagamento e o restante para outros gastos, como reforma das Escolas. Eles tinham prometido fazer um estudo para mostrar a possibilidade de aumentar esse percentual destinado ao pagamento dos servidores, mas chegaram aqui sem nada. Fomos 'enrolados', porque eles têm técnicos que poderiam ajudar na análise da proposta , reclamou.
Secretária diz que crise financeira impede melhor proposta salarial
Iracy Gallo, secretária estadual de Educação, disse que não existe possibilidade do governo do Estado oferecer aos servidores mais do que está sendo proposto. Ela afimou também que, hoje, todos os professores do Estado já terão acesso ao aumento salarial sugerido pelo governo, mesmo sem a aceitação dos grevistas.
Não estamos com nenhuma carta na manga e reafirmamos a proposta que havíamos colocado na mesa antes. Mostramos os números do Estado e fizemos o reajuste que é possível nesse momento de crise. Essas são as possibilidades reais. O governo trabalha com o limite que é possível. Eu espero que a categoria entenda. Temos cerca de um milhão de alunos e 20% das Escolas estão paradas , lamentou.

RETROATIVO

Iracy negou também que, mesmo com o aumento, alguns professores de nível superior continuarão recebendo abaixo do salário mínimo, como reclamam os grevistas. O reajuste de 6% a 7,5% para esses professores é justamente para que eles possam atingir o valor do salário mínimo vigente no País (R$ 465). Já os que vinham ganhando abaixo do mínimo, irão receber o retroativo desde fevereiro. É direito deles. Só não posso informar quando porque isso está a cargo da Sepof (Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças) , disse.
Em relação ao Fundeb, Iracy disse que o valor destinado para folha de pagamento está em 72%, ou seja, acima do percentual mínimo, que é de 60%. O que foi proposto no dia 30 de abril foi montar uma comissão com o sindicato para estudar a aplicação do Fundo. Essa comissão foi formada e só tivemos a primeira reunião ontem , explicou.

RUMOS

Hoje pela manhã os servidores irão se reunir em assembleia geral no ginásio da Universidade do Estado do Pará (Uepa), na avenida Almirante Barroso, onde serão decididos os rumos da greve. Segundo Eloy Borges, do Sintepp, a paralisação por tempo indeterminado já atingiu 57 municípios paraenses, entre estes os que fazem parte da Região Metropolitana de Belém (RMB) e as cidades de Abaetetuba, Castanhal, Marabá, Paragominas e Tucuruí. Conseguimos a adesão de servidores de diversos municípios paraense, inclusive Santarém, que também já aderiu à greve , destacou.
Cerca de 500 mil alunos estão sem aula em todo o Estado desde o início de maio, quando a greve teve início. Segundo a direção do Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), esta foi a sétima audiência entre os servidores e a Seduc. Já tivemos várias audiência sem avanços, pois a proposta da secretaria não foi aceita pela nossa categoria , declarou o sindicalista.
Participantes do Pró-Jovem Adolescente expõem trabalhos no Centur
Cerca de 700 adolescentes de 15 a 17 anos, de Belém, atendidos pela Fundação Papa João XXIII (Funpapa) apresentaram, ontem, os resultados de um ano de atividades durante a I Mostra de Trabalhos do Pró-Jovem Adolescente. A programação transcorreu na sede da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (Centur) e reuniu técnicos da fundação, familiares e adolescentes que fazem parte do pograma, além de alunos de Escolas e entidades convidadas para participar das mostras.
A praça do artista, no piso térreo, foi o local escolhido para os grupos apresentarem cartazes, performances culturais e minipalestras educativas sobre seus bairros de origem. A mostra é resultado do primeiro ano de atividades do Pró-Jovem - programa da Funpapa de assistência e apoio a jovens em situação de vulnerabilidade social ou atendidos por programas como o de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e o Bolsa Família, do governo federal.
O Pró-Jovem começou em junho do ano passado como uma continuidade do Agente Jovem, também da Funpapa, e hoje a pelo menos duas mil pessoas - todos encaminhadas pelo próprio governo federal e pelos onze Centros de Referências de Assistência Social (Cras) de Belém. Durante os quatro ciclos que a fundação organizou para o período 2008-2009, eles tiveram acesso a atividades esportivas, de lazer, culturais e pedagógicas, com foco na produção de conhecimento e na redução dos índices de evasão Escolar do município.
Os grupos montaram pequenos estandes temáticos sobre seus bairros e distritos de origem - Terra Firme, Barreiro, Mosqueiro e Benguí entre eles. Além de cartazes com dizeres históricos e curiosidades de cada área, os adolescentes também aproveitaram para apresentar a cultura de sua vizinhança, com performances de teatro, hip hop e dança. Para nós, isso é uma chance de mostrar o que há de singular em cada comunidade de Belém , disse a jovem Graciete Ferreira da Silva, 17 anos.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ALUNOS SE SENTEM PREJUDICADOS COM GREVE E TEMEM PERDER AS FÉRIAS

20 de maio de 2009


O primeiro dia de greve dos servidores públicos municipais foi pouco notado. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserm), Solistício Melão de Oliveira Ribeiro, diz que a greve é uma mostra à Prefeitura que o servidor está insatisfeito com a decisão do Poder Executivo de não dar aumento.
Fonte: JORNAL O DIA (PI)


O primeiro dia de greve dos servidores públicos municipais foi pouco notado. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserm), Solistício Melão de Oliveira Ribeiro, diz que a greve é uma mostra à Prefeitura que o servidor está insatisfeito com a decisão do Poder Executivo de não dar aumento. No entanto, ele reconheceu que o movimento não teve a adesão esperada. "Amanhã (hoje), faremos uma assembleia para avaliar o movimento", conclui.A greve dos servidores da Prefeitura Municipal de Teresina não afeta somente a prestação de serviços administrativos na capital. Com a paralisação dos professores da rede municipal, alunos dos ensinos infantil e fundamental ficam sem a maioria das aulas e, ao contrário do que se possa pensar, não encaram o tempo sem aulas como um descanso. Eles entendem que serão prejudicados no período das férias.
Na Escola Municipal Eurípedes Aguiar, situada na zona Norte de Teresina, três professores não aderiram ao movimento e darão aulas sempre nos seus horários, o que dificulta ainda mais a vida dos alunos. "Amanhã, não teremos aulas de jeito nenhum, mas quinta e sexta-feira teremos aulas de Língua Portuguesa", afirma Tanandra Cristina Marques, estudante da Escola de ensino fundamental.
A preocupação da maioria dos alunos é com o período de férias, que deve ser comprometido para que haja a reposição das aulas perdidas agora. "A maioria dos alunos da minha classe foram contra porque eles sabem que, com isso nossas férias serão afetadas", conta Geovanna Maria de Albuquerque.
Os próprios alunos tentaram dissuadir os professores da ideia e, vendo que não teriam como, propuseram que houvesse a reposição das aulas em sexto horário, ao término das aulas regulares, ou aos sábados, para que o período de férias não seja afetado. "A gente se afasta da Escola agora e vai perder férias para repor. Isso é ruim", protesta Geovanna.
A Escola Eurípedes Aguiar é também abrigo de seis famílias atingidas pelas enchentes e, também por isso não será fechada durante a greve. A pedagoga Angelina Braga afirma que não se afastará das suas funções durante as atividades e que a greve é praticamente restrita aos professores.
O vigia Ivaldo Rodrigues também faz parte dos que não podem aderir à greve e continuará trabalhando na Escola, cumprindo seus turnos normalmente. "A greve vai ser de todas as Escolas, mas elas não podem ficar sem vigia. É uma pena que não queiram dar o aumento e os professores se sejam obrigados a fazer isso", declara.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

EM SÃO PAULO, PROFESSORES MARCAM PARALISAÇÃO PARA O DIA 29 DE MAIO

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram fazer paralisação no dia 29 de maio, com assembleia e indicativo de greve, em protesto contra as novas jornadas de trabalho para docentes propostas pelo governo no início do mês.
Fonte: UOL Educação


Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram fazer paralisação no dia 29 de maio, com assembleia e indicativo de greve, em protesto contra as novas jornadas de trabalho para docentes propostas pelo governo no início do mês. A decisão foi tomada em reunião organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), nesta terça-feira (12), na praça da República.

Nas novas regras elaboradas pelo governo, os professores ingressantes por concurso terão que fazer curso e prova antes de começarem a trabalhar. Os docentes temporários também terão que fazer prova; os que obtiverem menor nota, ficam de fora da sala de aula.

Segundo comunicado de Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp, as normas para contratação de temporários "vão contra o discurso [do governo] de melhoria de educação" e "institucionalizam a rotatividade dos docentes". A presidente se reuniu com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, nessa terça.

A entidade alega, em carta que será enviada aos deputados estaduais, que a nova norma dos temporários gerará "dispêndio de até R$ 277 milhões por ano, suficientes, por exemplo, para um reajuste salarial de 4% para toda a categoria".

A partir desta quarta-feira (13), os docentes devem fazer vigílias na Assembleia Legislativa. A Apeoesp também pede que os professores tenham faltas abonadas no dia 26, quando ocorrerão reuniões de representantes de escola, na preparação da assembléia no dia 29.



sábado, 9 de maio de 2009

PROFESSORES MANTÊM A GREVE

09 de maio de 2009


Desde o dia 14 de abril, 240 mil alunos das escolas públicas municipais da Capital estão sem aulas
Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE (CE)



Professores das Escolas do Município de Fortaleza decidiram ontem, em assembléia geral, pela continuidade da greve, que completa hoje o 16º dia. Além de votarem pela manutenção da paralisação por tempo indeterminado, os docentes reivindicam a negociação do piso salarial com a Prefeitura Municipal.
De acordo com a diretora do Síndicato Único dos Trabalhadores em Educação, Gardênia Baima, os professores da rede municipal não abrem mão do reajuste de 19,2% no valor do piso salarial da categoria. Também estão pleiteiando a redução da jornada de trabalho, hoje de 48 horas semanais, para 40 horas semanais e a realização de concurso público.
Os docentes da rede pública do Município estão lutando ainda pelo reenquadramento do Plano de Cargos, Carreira. "Estamos solicitando da Prefeitura de Fortaleza a prestação de contas dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb)", afirmou a sindicalista.
Gardênia Baima disse que a categoria aguarda a divulgação da prestação de contas do Fundeb para estudar a proposta da Prefeitura de Fortaleza. Ela diz que só houve uma declaração de que a Prefeitura está disposta a negociar, "mas até agora não apresentou nenhuma proposta concreta para os professores", completa.
Enquanto dura o impasse, as aulas continuam suspensas nas 420 Escolas da rede municipal, atingindo os cerca de 240 mil alunos matriculados. O comando da greve dos professores garante, no entanto, que as aulas serão recuperadas. Os estudantes não ficarão prejudicados por conta dos dias parados.
Os professores do Estado também estão paralisados desde a última quinta-feira. O comando da greve definiu a programação de atividades para a próxima semana. Na próxima segunda e terça-feira, os professores realizarão atividades nas Escolas para distribuírem uma carta aberta aos pais e alunos, informando os motivos da greve e pedindo o apoio da comunidade enquanto durar o movimento.
Na próxima quarta-feira, está prevista uma passeata, reunindo professores das redes estadual e municipal. A concentração é na Praça da Bandeira, Centro, a partir das 15 horas. De lá, eles seguem até a Praça do Ferreira, onde acontecerá um ato público em defesa da Educação básica. Na quinta-feira, nova assembléia, às 15h30, na Praça da Bandeira.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL ENTRAM EM GREVE

08 de maio de 2009


A greve atinge as escolas de Fortaleza e do Interior para pressionar o governo a implantar a Progressão Horizontal
Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE (CE)


Professores da Educação Básica do Estado decidiram ontem, em assembléia geral, entrar em greve por tempo indeterminado em protesto contra a decisão do governador Cid Gomes de transformar a progressão horizontal em abono a ser pago no contracheque de maio. "O abono é provisório, queremos a implantação e pagamento da progressão horizontal", afirmou o Reginaldo Pinheiro, do Sindicato Apeoc
A paralisação vai deixar sem aula cerca de 590 mil estudantes da rede pública estadual no Ceará. Reginaldo Pinheiro disse que os professores vão recuperar, após a greve, toda a carga horário do aluno. "Se cortarem o ponto do professor, inexiste a obrigação de repor as aulas", esclarece o diretor da diretoria da Apeoc.
A assessoria de Imprensa da Secretaria da Educação do Estado (Seduc) informou que, até o fim da tarde de ontem, ainda não havia chegado ao Gabinete nenhum comunicado oficial sobre a greve dos docentes. Ressaltou que a secretária Izolda Cela só vai se manifestar depois que receber o documento do sindicato da categoria.
Reivindicações
Pinheiro relatou que os professores estão insatisfeita e se consideram "traídos" pelo governador Cid Gomes, que não cumpriu com o compromisso de efetivar a progressão horizontal. "O governo enviou um projeto de lei à Assembléia Legislativa instituindo um abono de 5%, relativo ao período de setembro de 2008 até junho de 2009, totalizando 50%, mas isso não é progressão e ela agride o nosso Plano de Cargo, Carreira e Remuneração".
Além da questão da progressão funcional, Pinheiro também cobram de Cid Gomes o compromisso de antecipar a data-base da categoria de julho para março, em 2009, e para janeiro em 2010, já que os recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb), que sobram em um ano, só podem ser aplicados até o primeiro trimestre do ano seguinte. "Nem essa promessa, ele cumpriu", diz Pinheiro.
O dirigente da Apeoc destaca ainda que o Ceará foi o único no Nordeste que assinou, no ano passado, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) na Justiça contra a lei nacional do piso do magistério. "A Procuradoria Geral do Estado alega que a lei do piso é inconstitucional, o que nós descartamos e vamos continuar lutando pelo piso nacional".
Os professores do Estado também discordam da forma como o governo está tratando o Plano de Cargos e Carreiras (PCCR). "Sabemos que o plano está sendo elaborado a quatro paredes, sem a participação da categoria. Queremos discutir e participar da elaboração do nosso plano", enfatizou.
Ontem, o comando de greve elaborou a agenda da paralisação geral. Hoje e na próxima segunda-feira, os professores vão se reunir nas Escolas com pais e estudantes para prestar esclarecimentos sobre os motivos da greve. Ainda na próxima segunda-feira, acontecerá zonais, às 15 horas, na Escola Mariano Martins (Regional 3).
Na próxima quarta-feira, está marcado um ato público na Praça da Bandeira em Defesa da Educação, a partir das 15 horas. A próxima assembléia geral está prevista para a o dia 15, às 9 horas, no Ginásio Aécio de Borba, às 9 horas.
Suelem Caminha
Repórter




quarta-feira, 29 de abril de 2009

PROFESSORES ENTRAM EM GREVE E 72 MIL ALUNOS FICAM SEM AULAS

29 de abril de 2009


professores e funcionários das Escolas municipais de João Pessoa decidiram entrar em greve, na tarde de ontem, durante assembleia da categoria. A partir de hoje, 72 mil alunos ficarão sem aulas por tempo indeterminado nas 92 unidades que formam a rede municipal de ensino.
Fonte: JORNAL DA PARAÍBA (PB)


Por: BARTOLOMEU HONORATO
Professores e funcionários das Escolas municipais de João Pessoa decidiram entrar em greve, na tarde de ontem, durante assembleia da categoria. A partir de hoje, 72 mil alunos ficarão sem aulas por tempo indeterminado nas 92 unidades que formam a rede municipal de ensino. Na manhã de ontem, os vereadores da capital aprovaram um reajuste de 10% para os servidores do magistério pessoense. Insatisfeitos, os oito mil profissionais reivindicam 20% de aumento salarial em cima dos contracheques.
"Entre 2005 e 2008, o Fundo de Desenvolvimento Básico da Educação (Fundeb) cresceu 62,6%. Neste período, só tivemos 34,5% de aumento salarial. Então, estamos com o vencimento defasado em 28,1%. Mas estamos pedindo apenas 20% para compensar o valor que falta", argumentou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa, Daniel Assis. Segundo ele, a Secretaria de Educação da capital recebeu quase R$ 43 milhões do Fundeb em 2005. No ano passado, o valor subiu para R$ 69,5 milhões. Na próxima terça-feira, eles esperam ser recebidos pelo prefeito Ricardo Coutinho para discutir sobre o aumento salarial de 20%.
A secretária de Educação de João Pessoa, Ariane Arruda, acredita que a greve da categoria não vai seguir em frente porque a Câmara de Vereadores aprovou um reajuste de 10% aos funcionários do magistério municipal. "A Prefeitura está dando um aumento substancial aos professores, mesmo em tempos de crise mundial. Por isso, eu acredito que seja improvável a continuidade do movimento", classificou Ariane Arruda. Atualmente, um professor da Educação Básica I (5º ao 9º ano) recebe R$ 992,70 por 25 horas de trabalho semanais. (MAIS GREVES NA PÁGINA 10).





domingo, 26 de abril de 2009

PROFESSORES AMEÇAM ENTRAR EM GREVE

26 de abril de 2009

Em Ananindeua - Atraso no vale-alimentação é um dos motivos da paralisação
Fonte: O LIBERAL (PA)


Os professores da rede muncipal de Ananindeua ameaçam radicalizar e até deflagrar greve se o prefeito Helder Barbalho continuar descumprindo os acordos celebrados com a categoria.
Quem avisa é Jair Pena, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), sub-sede Ananindeua. Ele e Alberto Andrade, da Comissão de Mobilização do sindicato, informaram que a parcela do mês de março do vale-alimentação dos professores ainda não foi paga pela Prefeitura.
Há outros motivos que reforçam o indicativo de greve. Segundo Jair, o acordo em torno do vale-alimentação ocorreu em dezembro de 2008 e foi definido o valor de R$ 140. Na mesa de negociação, a secretária de Educação, Elieth Braga, e Severino Filho, que era o titular da Secretaria Municipal de Orçamento e Finanças (Sepof), mas que agora está na Controladoria Geral do município.
Em janeiro deste ano, o prefeito Helder Barbalho avisou que não poderia pagar mais o valor de R$ 140. Em uma nova negociação ficou acertado que nos primeiros três meses do ano, a Prefeitura pagaria R$ 100. E que a diferença de R$ 120 reais das três parcelas seria paga no mês de setembro de 2009. O prazo foi dado pelo sindicato porque a Prefeitura alegou ajuste no orçamento. Mas o prefeito já pagou janeiro e fevereiro com atraso , reclamaram os sindicalistas.
Jair Pena disse que o pagamento deveria ocorrer no dia 12 de cada mês. No entanto, a parcela de fevereiro caiu no final de março e a de março, até hoje, nada. E a secretária Elieth Braga garantiu que o pagamento seria feito até o dia 24 (a última sexta-feira), mas não foi , relatou.

Cartão

A própria secretária de Educação fez questão de dizer ao Sintepp que nem tem certeza se o valor de março ainda será pago no mês de abril . Tanto Jair quanto Alberto estão preocupados que o atraso persista mesmo a partir da quarta parcela. Segundo eles, o vale-alimentação passará a ser creditado através de cartão eletrônico da empresa Amazon Card. Já estamos com o mesmo pressentimento de atraso também, porque segundo a empresa, a recarga não é responsabilidade da Amazon Card, e sim da Prefeitura de Ananindeua , observaram.
O coordenador do Sintepp em Ananindeua disse que pretende fazer movimento de enfrentamento, a partir de segunda, com a máxima mobilização da categoria para não aceitar o descumprimento de acordo .
Outro problema enfrentado pelos professores de Ananindeua é o atraso na recarga do vale-transporte digital. O Sintepp já propôs a mudança para que o valor referente à recarga seja convertido em dinheiro no contracheque do servidor da Educação. A Prefeitura aceitou a modificação e prometeu implementá-la em junho. Já tivemos atraso na recarga de um mês , revelou Alberto.
Outra reivindicação é o cumprimento do Plano de Carreira do segmento. Jair Pena assegura que pelo menos 200 professores do município entregaram titulação de cursos como os de mestrado e especialização, mas não receberam a progressão devida no contracheque. Todo mês é uma desculpa que a Prefeitura dá. São mais de 200 trabalhadores nessa situação. Prometeram para o contracheque de maio essa correção. Mas a nossa dúvida é a seguinte - se descumpriram vários prazos, será que eles vão realmente implementar o que está na lei? , questionou o sindicalista.

Verbas

O primeiro prazo furado pelo prefeito Helder Barbalho foi março deste ano. Depois abril e, agora, a promessa do peemedebista ficou para maio. Enquanto isso, o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) colocará no caixa da Prefeitura mais de R$ 47 milhões este ano. Mas eles justificam que vivem um momento de crise. Em 2008 foram R$ 33 milhões. A gente observa que, na prática, houve um aumento de R$ 14 milhões , disparou. O Sintepp de Ananindeua também denuncia que o governo municipal não pode estar alegando que a crise chegou na Educação, porque a verba para a área é carimbada .
Amanhã, o sindicato vai bater na porta da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e cobrar o cumprimento de acordo, sob pena de acontecer a mobilização e o indicativo de greve. Ananindeua tem hoje 1,7 mil professores na rede municipal de ensino, entre efetivos e temporários. A assembléia geral da categoria acontecerá no dia 29 de abril, no colégio Castanheira, no conjunto Cidade Nova I. É o pontapé para um movimento mais contundente contra o governo de Helder Barbalho , enfatizou Jair.
O Sintepp cobra ainda a equiparação salarial entre pedagogos e professores. Atualmente há uma defasagem de R$ 450 no salário do pedagogo, mesmo que ele atue com a mesma carga horária de trabalho que o professor. A Prefeitura ficou de se posicionar e até agora nada , realçou o coordenador geral.
O sindicato vai brigar, também, por eleição direta para diretores de Escolas, pois hoje o cargo é de indicação política de vereadores, o que vem gerando conflito com os professores - principalmente os efetivos - das Escolas de Ananindeua. Segundo Jair e Alberto, os diretores indicados se sentem protegidos, blindados pelos políticos e começam a tomar atitudes arbitrárias e autoritárias contra os docentes. Na Escola Novo Brasil, onde a diretora Nazaré Rocha Silva é irmã da vereadora Ray Tavares, está acontecendo isso. Ela já fez quatro tentativas de transferências de professores efetivos para colocar os professores contratados por ela, que são seus apadrinhados , finalizou






sexta-feira, 24 de abril de 2009

PROFESSORES SINALIZAM GREVE NO PARÁ

24 de abril de 2009

REAJUSTE - Servidores fazem paralisação por reajuste salarial de 30% da categoria
Fonte: O LIBERAL (PA)


Técnicos, servidores e professores da rede estadual de ensino paralisaram atividades durante 24 horas e se concentraram diante do Palácio dos Despachos, na rodovia Augusto Montenegro, na manhã de ontem, para reivindicar melhorias na remuneração e nas condições de trabalho ao governo do Estado. As principais exigências são o reajuste de 30% em relação ao salário-base da categoria, atualmente fixado em R$ 430 para cada 100 horas de trabalho, e a extensão do auxílio-alimentação a todos os servidores de Educação pública. O governo, no entanto, não arredou pé da decisão de reajustes que apenas adequem o salário-base ao novo salário mínimo, entre 6% e 12%, o que gerou revolta entre professores e sindicalistas. O Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) marcou uma audiência para 6 de maio, às 9 horas, na sede da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), em Belém, para dar um ultimato e exigir do Estado o cumprimento da proposta. Caso contrário, uma greve se iniciará na rede estadual de ensino em todo o Pará.
A ação promovida pelo Sintepp em Belém também influenciou vários municípios do interior, como Igarapé-Açú, Barcarena e Tailândia, e faz parte de uma mobilização da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em todo o Brasil, por melhorias nas condições de trabalho de profissionais da área de Educação. Por volta de 9 horas, os manifestantes começaram a se reunir na Augusto Montenegro. Eles levaram um carro som para a frente do Palácio dos Despachos, pediram a presença da governadora Ana Júlia Carepa e, uma hora depois, já haviam conseguido bloquear a pista no sentido Icoaraci-Entroncamento, o que atrapalhou o tráfego de veículos naquele trecho.
Cerca de dez agentes vinculados à 8ª Zona de Policiamento (Zpol) da Polícia Militar fizeram a segurança no local, mas não houve tumultos. Os professores e funcionários concentraram esforços em convocar populares para o local, empunhando faixas com expressões, como Não vamos pagar pela crise e Reajuste de 30% ou greve . Eles discutiram sobre argumentos com as entidades de classe, como o Sintepp e o Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) no Pará.
O argumento é de que o governo do Estado não estaria cumprindo o estabelecido para salários da categoria desde a aprovação da Lei 11.738 no Senado Federal, que prevê um piso nacional de R$ 950 por 100 horas. Considerando os reajustes de 2009, o valor, inclusive, teria subido para R$ 1.132, mas a situação no Estado está bem abaixo das expectativas.
Segundo o Sintepp e vários professores que faziam o manifesto no local, um professor de 1ª a 4ª série da rede estadual tem, hoje, um salário base de R$ 433 para cada 100 horas de trabalho - ou seja, R$ 35 a menos que o próprio salário-mínimo em vigor desde fevereiro. Somados os benefícios de nível superior calculados a partir deste valor, o mesmo professor pode ganhar, no máximo, cerca de R$ 800. Já um professor que trabalha 200 horas mensais - ou seja, dois turnos letivos diários - consegue acumular R$ 866 mensais e chegar a R$ 1,2 mil ao final do mês.
Este valor é inaceitável. Nós queremos que, no mínimo, seja cumprido o reajuste de 30% garantido por lei, ou então vai ter greve. É preciso que se entenda que estamos trabalhando somente com o necessário, já que temos uma demanda histórica, reiterada pelo Dieese, de um salário de pelo menos R$ 2.077. Seria o valor digno, mas no momento entendemos a urgência das mudanças e pedimos, somente, o cumprimento da lei , explicou a coordenadora geral do Sintepp, Conceição Holanda.

REUNIÃO

Depois de montar uma comissão de doze representantes para a negociação, os manifestantes foram recebidos no Palácio dos Despachos pelo subchefe da Casa Civil Jorge Panzera, acompanhado de representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Durante a reunião, que durou cerca de uma hora e não pôde ser acompanhada pela imprensa, Panzera explicou que o governo manterá a proposta de reajustes que adequem os valores ao salário-mínimo - mais precisamente 12,03% para o nível operacional, 9,93% para o nível médio e 6% para o superior. O argumento foi o de que a crise econômica mundial impede o Estado de promover reajustes do montante exigido, de 30%. Sobre o aumento do auxílio-alimentação de R$ 100 para R$ 300, solicitado pelo Sintepp, o governo mantém a determinação de garantir o benefício igualitário para todos os servidores.
Ao saber que não havia acordo, os professores e servidores decidiram começar a preparação para uma greve, cujo início se dará no próximo dia 6, caso as exigências não sejam cumpridas pelo governo. Reuniões nas Escolas para explicar as razões da greve, com a presença de pais e alunos, serão organizadas durante a próxima semana.
Claro que não queríamos que isso acontecesse, até porque os alunos acabam prejudicados, mas é nossa única forma de lutar pela garantia do direito à dignidade do trabalhador em Educação , disse o professor Abel Ribeiro, representantes da Conlutas. A última greve organizada na rede pública estadual de ensino durou 46 dias e começou em 27 de abril de 2008.
Docentes paulistas também pedem mais segurança nas Escolas públicas
são paulo
Agência Brasil



Hoje, o salário de um professor que inicia (na profissão) está em torno de R$ 750, que é abaixo do piso nacional , criticou Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp. Segundo ela, além do aumento salarial, os professores necessitam também ter uma carreira atrativa, onde possam evoluir, além de reconhecimento social.
É uma categoria hoje que está tão desmotivada e mutilada pelos vários secretários (de Educação), que passaram pela pasta, que ela hoje até questiona a sua autoridade. Os professores têm enfrentado tanta violência, porque ocorre exatamente isso: a autoridade dele também está em dúvida. Quando ele é posto sob avaliação, ele vai avaliar o aluno, mas ele não tem autonomia na Escola. Existe a aprovação automática que tirou dele a capacidade de avaliar o projeto político-pedagógico , afirmou.
A falta de respeito na profissão foi uma das queixas de Cláudia Martinho, professora há 25 anos em São Paulo. Hoje, é mais difícil ser professor até mesmo por essa política do governo de desvalorização e discriminação (da categoria) , disse. Cláudia também reclamou dos baixos salários. Com o salário (na época em que iniciou na profissão) dava para fazer um monte de coisa. Dava para pagar contas de água, de luz e de aluguel e até viajar nas férias. Hoje em dia, você paga a conta de luz num mês e, no outro, a conta de água, para não cortar. O salário que o professor tinha em média há vários anos não é o mesmo de agora , criticou. Como parte do Dia Nacional de Mobilização e paralisação, cerca de 300 professores da rede pública estadual de São Paulo, segundo números da Polícia Militar, participaram na tarde de ontem de uma manifestação em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, no centro da capital. Um dos pedidos dos manifestantes é para que o governo paulista assuma o piso nacional da categoria, estipulado em R$ 950.
São Paulo é o estado mais rico do país, mas temos Estados em que o salário é muito melhor, tal como o Acre. (O governo de) São Paulo é muito injusto com a questão da Educação. Se temos um Estado rico e forte, devíamos ter também uma Educação de qualidade para corresponder a sua importância , afirmou Cláudio Azevedo, diretor do Sindicato dos professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Os professores de São Paulo também reivindicam reajuste salarial e mais 27,5% de reposição das perdas salariais, fim da política de bônus concedida pelo governo e que premia professores de Escolas que receberam melhores notas, fim da superlotação das salas de aula, estabilidade no emprego e um novo plano de carreira.



GOVERNO FAZ PROPOSTA A PROFESSORES EM GREVE

24 de abril de 2009



GDF oferece aumento de 5% já no salário pago em junho, com duas correções ao longo do ano a depender das receitas. Assembleia é hoje
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE (DF)


O governo apresentou aos professores da rede pública uma proposta concreta para acabar com a greve que chega ao 12º dia. A categoria decide se volta ao trabalho em assembleia na manhã de hoje. A promessa do GDF é conceder, até março do ano que vem, os 15,31% de reajuste que os docentes reivindicam. O aumento imediato seria de 5% com possíveis correções 90 dias após o fim da paralisação e em novembro, dependendo da receita que entrar nos cofres públicos. O percentual seria completado no início de 2010, quando os professores devem receber ainda outro reajuste referente à variação do Fundo Constitucional, repassado ao DF pelo governo federal para custear despesas com pessoal (veja quadro).
O sindicato da categoria reivindica os 15,31% de aumento imediatamente, mas viu um avanço na proposta do governo e há a chance de que os professores presentes na assembleia de hoje, marcada para a frente da Catedral, às 9h30, votem pelo retorno à sala de aula. A questão foi discutida ontem entre governo, sindicalistas e representantes de outras entidades, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), em reunião que durou o dia inteiro na residência oficial do governador, em Águas Claras. José Roberto Arruda participou do início do encontro e disse à direção do Sinpro que o governo se esforçou ao máximo para buscar uma solução. "Ele disse que essa será a nossa única proposta", relatou o secretário de Educação, José Luiz Valente.
O GDF oferece aos professores aumento de 5% no salário de maio (pago em junho), retroativo aos meses de março e abril - cuja diferença seria paga em seis parcelas mensais. Caso a greve acabe hoje, no fim de julho, o governo promete acrescentar a variação entre a receita arrecadada e a prevista no orçamento - caso o saldo seja positivo. A mesma conta seria refeita em novembro. Depois disso, o que faltasse para chegar aos 15,31% seria pago em março do ano que vem. "Em março, eles também vão receber reajuste correspondente ao aumento do nosso Fundo Constitucional entre 2009 e 2010", lembra Valente. Será descontado do aumento o percentual referente à progressão extraordinária, bônus instituído este ano na carreira dos professores e que depende do tempo de serviço.
Sem aulas
Por conta da assembleia de hoje, não deve haver aula em boa parte das Escolas, e os alunos vão ficar na expectativa pela volta à rotina. "A nossa esperança é que a greve acabe logo porque estamos sendo prejudicados", resume Stephany Fernandes Oliveira, 15 anos, estudante do 1º ano no Centro de ensino médio Ave Branca (CEMAB), em Taguatinga. Ontem, ela e os colegas tiveram quatro das seis aulas previstas. "Tem dia que não tem aula nenhuma, mas é difícil saber com antecedência e a gente vem", conta Filipe Leite, 15. No CEMEB, que tem 3 mil alunos, cerca de 60% dos professores aderiram à greve, segundo a direção.
Se a paralisação acabar hoje, professores e governo devem negociar a normalização do ano letivo, provavelmente com reposição das aulas perdidas. Os diretores do Sinpro devem falar aos professores sobre a evolução nas negociações. "Avançamos porque no começo o governo dizia que não poderia dar aumento nenhum", avalia um dos diretores do sindicato Washington Dourado. "Mas ainda precisamos discutir questões como a reposição das aulas para evitar o corte no ponto", completou. A folha de presença foi fechada na terça-feira pela Secretaria de Educação prevendo o desconto pelos dias não trabalhados.
O GDF se comprometeu ainda, no documento entregue ao Sinpro e publicado no site da Secretaria de Educação (www.se.df.gov.br), a rever a proposta e conceder o reajuste mais cedo se o governo federal suspender o corte de R$ 238 milhões que fez no Fundo Constitucional deste ano. A oferta de ontem, de acordo com o governo, só foi possível porque a União anunciou no início da semana um incremento no Fundo de Participação dos Estados. O DF vai receber R$ 27 milhões e a previsão é aplicá-los no pagamento do reajuste


segunda-feira, 20 de abril de 2009

PROFESSORES FAZEM CONFERÊNCIAS ESTA SEMANA E PLANEJAM PARALISAÇÃO PARA SEXTA

Começa nesta segunda (20) em todo o país uma semana de conferências escolares estaduais e municipais em defesa da educação pública brasileira.
Fonte: UOL Educação



Da Agência Brasil

Começa nesta segunda (20) em todo o país uma semana de conferências escolares estaduais e municipais em defesa da educação pública brasileira. Coordenada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), a mobilização vai culminar com uma paralisação geral dos professores de escolas públicas de todo o país na próxima sexta-feira (24).

"Essas conferências escolares têm incluído vários temas de discussão nas escolas, desde o financiamento da educação, a gestão democrática e qualidade da educação. E no dia 24 teremos greve nacional de um dia em defesa do piso que não foi implantado ainda por muito estados", explica Denilson Costa, secretário-geral do CNTE.

Segundo ele, mesmo os professores dos estados que já aplicam o piso de R$ 950 estipulado por lei federal, vão parar para defender a aplicação de outros pontos da lei que ainda não estão sendo respeitados por muito estados. "Na verdade, essa é uma lei que tem várias conseqüências, porque tem estados que aplicam o piso, mas não respeitam a jornada de trabalho ou o reajuste anual do piso, por exemplo", explica Costa.

As conferências que ocorrerão ao longo da semana também terão como objetivo preparar os delegados que irão para as conferências estaduais e municipais preparatórias à Conferência Nacional da Educação, que será realizada no próximo ano.

Mariana Jungmann.

terça-feira, 14 de abril de 2009

NO DF, 29% DOS PROFESSORES ADERIRAM À GREVE, DIZ GOVERNO

14 de abril de 2009

Na greve dos professores do Distrito Federal, iniciada nesta segunda-feira (13), 3.338 professores do período matutino não compareceram às escolas, segundo dados da Secretaria de Educação. No período vespertino, 2.506 aderiram ao movimento, totalizando 5.844 professores em greve, o que representa 29% do total de 20 mil da rede.
Fonte: UOL Educação


Na greve dos professores do Distrito Federal, iniciada nesta segunda-feira (13), 3.338 professores do período matutino não compareceram às escolas, segundo dados da Secretaria de Educação. No período vespertino, 2.506 aderiram ao movimento, totalizando 5.844 professores em greve, o que representa 29% do total de 20 mil da rede.

Em liminar publicada hoje, o desembargador Fernando Antônio Habibe Pereira considerou a greve constitucional e determinou que, caso haja piquetes em porta de escolas, o Sinpro-DF (Sindicato dos Professores do Distrito Federal) deve pagar multa diária de R$ 15 mil.

A decisão também prevê que os professores podem não receber pelos dias não trabalhados e que no mínimo 50% dos docentes deve trabalhar para manter a rede em funcionamento.

Os profissionais reivindicam reajuste de 15,31% dos salários, seguindo o aumento do Fundo Constitucional do DF. O governador José Roberto Arruda no entanto alegou, em carta entregue ao Sinpro-DF (sindicato dos professores do Distrito Federal), não ser possível aplicar o reajuste devido a corte de verbas vindas da União.
Escolas
O movimento contou com a adesão de 63,51% das escolas. Nesta segunda, 362 estabelecimentos aderiram parcialmente e 33 tiveram paralisação total, de um total de 622.

A rede pública de Brasília tem, atualmente, 20 mil professores e 520 mil alunos. Na próxima quarta-feira (15), às 9h30, a categoria irá realizar novo encontro em frente ao Buritinga, sede do governo.






quarta-feira, 8 de abril de 2009

PROFESSORES DE BRASÍLIA ENTRAM EM GREVE NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA

08 de abril de 2009


Os professores da rede pública do Distrito Federal entrarão em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 13 de abril. A paralisação foi decidida em assembleia nesta terça-feira (7), no estacionamento do Buritinga, sede do governo.
Fonte: UOL Educação


Da Redação
Em São Paulo
Os professores da rede pública do Distrito Federal entrarão em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 13 de abril. A paralisação foi decidida em assembleia nesta terça-feira (7), no estacionamento do Buritinga, sede do governo.

Os docentes reivindicam aumento de 15,31% dos salários. Ontem (6), o governador José Roberto Arruda entregou ao Sinpro-DF (sindicato dos professores do Distrito Federal) carta em que dizia não ser possível aplicar o reajuste devido a corte de verbas vindas da União.

Hoje será protocolado documento junto ao governo do Distrito Federal informando a decisão da assembleia. Novo encontro da categoria foi marcado para o dia 15 de abril. Atualmente, a rede de professores de Brasília tem 20 mil professores e 520 mil alunos.

No mês passado, a categoria havia reivindicado aumento de 19,98%. O índice foi recalculado pelo governo e passou para 15,31%, seguindo o aumento do Fundo Constitucional do DF.





sexta-feira, 3 de abril de 2009

PROFESSORES DECIDEM NESTA 6ª DATA DE GREVE POR PISO SALARIAL

03 de abril de 2009


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) decide nesta sexta-feira quando terá início a greve nacional dos professores pela aplicação da lei do piso do magistério. Na quinta-feira, representantes de sindicatos da categoria de todo o país se reuniram para uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Terra Educação


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) decide nesta sexta-feira quando terá início a greve nacional dos professores pela aplicação da lei do piso do magistério. Na quinta-feira, representantes de sindicatos da categoria de todo o país se reuniram para uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A corte interrompeu, em dezembro, o julgamento de uma ação proposta por governadores de cinco estados que questiona a constitucionalidade da lei. Até agora, o tribunal negou um pedido de liminar que solicitava a suspensão da lei, mas ainda não avaliou o mérito da questão.
A lei do piso tramitou por 13 meses no Congresso Nacional e foi sancionada em julho de 2008. Ela determina que, a partir de 2010, nenhum professor da rede pública receba menos de R$ 950 por uma carga-horária de 40 horas semanais.
"Nós queremos sensibilizar os ministros para que eles apreciem o mérito da ação. Em dezembro eles mudaram dois artigos importantes para nós que é o que estabelece o conceito de piso e o que trata da jornada de trabalho. A lei como foi aprovada no Congresso Nacional por unanimidade é um consenso, eles não podem ser contra isso", argumenta o presidente da CNTE, Roberto Leão.
A lei aprovada pelo Congresso Nacional estabelece que os salários devem ser reajustados progressivamente até 2010. Em dezembro, o STF entendeu que as secretarias estaduais de Educação podem incluir nesse valor as gratificações que já são pagas aos professores até que o mérito da ação seja julgado.
"Isso é ruim e vai na contramão do debate de valorização da educação pública. Se um professor se aposenta nesse período ganhando um piso composto por gratificação, ele não leva essa parte para a aposentadoria", diz Leão.
Segundo o presidente da CNTE, por causa da demora de uma decisão do STF, alguns estados estão pagando menos do que o estabelecido pela lei. "Sergipe, Rio Grande do Sul e Goiás não pagam, são três grandes estados. Eles pagam do jeito que eles entendem que é o piso. O julgamento é importante para uniformizar, porque nessa situação muito prefeito e governador oportunista quer fazer economia em cima da educação pública", diz.
A secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Mariza Abreu, disse em entrevista à Rádio Nacional que a posição contrária à lei aprovada no Congresso não é apenas do governo gaúcho, mas uma unanimidade entre os secretários da educação.
"A ação não é contra um piso nacional, nós somos absolutamente defensores de um piso nacional do magistério. O problema foram as modificações feitas pelo Congresso Nacional ao projeto original encaminhado pelo Executivo. Essa nova lei transforma piso em vencimento inicial, o que são coisas completamente diferentes", argumenta.
A secretária acredita que, como está, a lei federal é confusa e interfere na autonomia dos estados. "Se o piso for vencimento inicial das carreiras significa que a cada vez que esse valor for reajustado em âmbito federal, todas as folhas de pagamento de todos os professores do país seriam reajustas no mês seguinte. Isso seria um desrespeito à autonomia dos estados federados", afirma Mariza.





quinta-feira, 2 de abril de 2009

PROFESSORES PODEM FAZER GREVE NACIONAL, DIZ SENADOR

02 de abril de 2009


Os professores de todo o país podem entrar em greve nos próximos dias, em busca do piso salarial da categoria, hoje estabelecido em R$ 950. A informação foi dada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), em discurso na tribuna.
Fonte: UOL Educação


Os professores de todo o país podem entrar em greve nos próximos dias, em busca do piso salarial da categoria, hoje estabelecido em R$ 950. A informação foi dada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), em discurso na tribuna.

A decisão sobre a greve será tomada ainda nesta semana pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). Nesta quinta-feira (2), informou o senador, integrantes da CNTE e das entidades estaduais estarão em Brasília para um ato público na frente do Supremo Tribunal Federal, para pedir que os seus ministros façam cumprir a lei do piso, sancionada em julho do ano passado.

O STF decidiu liminarmente em dezembro que "piso" é o valor mínimo que os estados têm de pagar aos professores, mas ainda não julgou o mérito de uma ação direta de inconstitucionalidade, proposta por cinco governadores que querem derrubar o valor mínimo.

Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) manifestou-se contra a greve nacional dos professores para pressionar pela efetivação da lei do piso. Ele acha que greve prejudica os alunos e sugere, como alternativa, que os professores bloqueiem "as entradas de todos os palácios de governadores e prefeitos", chamando atenção para o descumprimento da lei, apontando-os como "traidores da educação".

* Com informações da Agência Senado




sexta-feira, 27 de março de 2009

PROFESSORES EM GREVE DE 24H

27 de março de 2009


Protesto é nacional contra más condições de trabalhoProfissionais da Educação vão fazer uma paralisação de 24 horas, na segunda-feira, para protestar contra as condições de trabalho, os baixos salários e as demissões em todo o país.
Fonte: JORNAL DO BRASIL (RJ)


Protesto é nacional contra más condições de trabalhoProfissionais da Educação vão fazer uma paralisação de 24 horas, na segunda-feira, para protestar contra as condições de trabalho, os baixos salários e as demissões em todo o país. A greve é um dos atos programados para marcar o Dia Nacional de Luta Contra as Demissões. Os professores municipais vão se reunir às 10h em frente à prefeitura. Os do estado farão um protesto em frente à Secretaria de Educação, no Centro, às 12h.
- A Educação está sendo punida pelo descaso dos políticos - garante o coordenador-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Danilo Serafim. - Como vamos enfrentar a crise com a Educação se deteriorando?
A situação da rede pública é caótica, na avaliação do sindicalista, tanto na capital como no interior.
- Na capital, a maior rede da América Latina, são 500 mil alunos para 24 mil professores - diz.
A intenção do protesto é chamar a atenção para problemas como sobrecarga de trabalho; salas superlotadas; carência de professores; e baixos salários. Os professores também querem a incorporação da gratificação do programa Nova Escola, prometida pelo governador Sérgio Cabral; a inclusão de docentes no plano de cargos e salários; e a convocação dos concursados de 2007.
A secretaria estadual informou que está reorganizando o quadro, para suprir as carências; serão contratados 386 professores para o ensino fundamental; e estuda a inclusão de docentes 1 e 2 de 40 horas semanais, concursados de 1993, no plano de cargos e salários.