PESQUISA

terça-feira, 14 de abril de 2009

NO DF, 29% DOS PROFESSORES ADERIRAM À GREVE, DIZ GOVERNO

14 de abril de 2009

Na greve dos professores do Distrito Federal, iniciada nesta segunda-feira (13), 3.338 professores do período matutino não compareceram às escolas, segundo dados da Secretaria de Educação. No período vespertino, 2.506 aderiram ao movimento, totalizando 5.844 professores em greve, o que representa 29% do total de 20 mil da rede.
Fonte: UOL Educação


Na greve dos professores do Distrito Federal, iniciada nesta segunda-feira (13), 3.338 professores do período matutino não compareceram às escolas, segundo dados da Secretaria de Educação. No período vespertino, 2.506 aderiram ao movimento, totalizando 5.844 professores em greve, o que representa 29% do total de 20 mil da rede.

Em liminar publicada hoje, o desembargador Fernando Antônio Habibe Pereira considerou a greve constitucional e determinou que, caso haja piquetes em porta de escolas, o Sinpro-DF (Sindicato dos Professores do Distrito Federal) deve pagar multa diária de R$ 15 mil.

A decisão também prevê que os professores podem não receber pelos dias não trabalhados e que no mínimo 50% dos docentes deve trabalhar para manter a rede em funcionamento.

Os profissionais reivindicam reajuste de 15,31% dos salários, seguindo o aumento do Fundo Constitucional do DF. O governador José Roberto Arruda no entanto alegou, em carta entregue ao Sinpro-DF (sindicato dos professores do Distrito Federal), não ser possível aplicar o reajuste devido a corte de verbas vindas da União.
Escolas
O movimento contou com a adesão de 63,51% das escolas. Nesta segunda, 362 estabelecimentos aderiram parcialmente e 33 tiveram paralisação total, de um total de 622.

A rede pública de Brasília tem, atualmente, 20 mil professores e 520 mil alunos. Na próxima quarta-feira (15), às 9h30, a categoria irá realizar novo encontro em frente ao Buritinga, sede do governo.






quarta-feira, 8 de abril de 2009

PROFESSORES DE BRASÍLIA ENTRAM EM GREVE NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA

08 de abril de 2009


Os professores da rede pública do Distrito Federal entrarão em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 13 de abril. A paralisação foi decidida em assembleia nesta terça-feira (7), no estacionamento do Buritinga, sede do governo.
Fonte: UOL Educação


Da Redação
Em São Paulo
Os professores da rede pública do Distrito Federal entrarão em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 13 de abril. A paralisação foi decidida em assembleia nesta terça-feira (7), no estacionamento do Buritinga, sede do governo.

Os docentes reivindicam aumento de 15,31% dos salários. Ontem (6), o governador José Roberto Arruda entregou ao Sinpro-DF (sindicato dos professores do Distrito Federal) carta em que dizia não ser possível aplicar o reajuste devido a corte de verbas vindas da União.

Hoje será protocolado documento junto ao governo do Distrito Federal informando a decisão da assembleia. Novo encontro da categoria foi marcado para o dia 15 de abril. Atualmente, a rede de professores de Brasília tem 20 mil professores e 520 mil alunos.

No mês passado, a categoria havia reivindicado aumento de 19,98%. O índice foi recalculado pelo governo e passou para 15,31%, seguindo o aumento do Fundo Constitucional do DF.





sexta-feira, 3 de abril de 2009

PROFESSORES DECIDEM NESTA 6ª DATA DE GREVE POR PISO SALARIAL

03 de abril de 2009


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) decide nesta sexta-feira quando terá início a greve nacional dos professores pela aplicação da lei do piso do magistério. Na quinta-feira, representantes de sindicatos da categoria de todo o país se reuniram para uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Terra Educação


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) decide nesta sexta-feira quando terá início a greve nacional dos professores pela aplicação da lei do piso do magistério. Na quinta-feira, representantes de sindicatos da categoria de todo o país se reuniram para uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A corte interrompeu, em dezembro, o julgamento de uma ação proposta por governadores de cinco estados que questiona a constitucionalidade da lei. Até agora, o tribunal negou um pedido de liminar que solicitava a suspensão da lei, mas ainda não avaliou o mérito da questão.
A lei do piso tramitou por 13 meses no Congresso Nacional e foi sancionada em julho de 2008. Ela determina que, a partir de 2010, nenhum professor da rede pública receba menos de R$ 950 por uma carga-horária de 40 horas semanais.
"Nós queremos sensibilizar os ministros para que eles apreciem o mérito da ação. Em dezembro eles mudaram dois artigos importantes para nós que é o que estabelece o conceito de piso e o que trata da jornada de trabalho. A lei como foi aprovada no Congresso Nacional por unanimidade é um consenso, eles não podem ser contra isso", argumenta o presidente da CNTE, Roberto Leão.
A lei aprovada pelo Congresso Nacional estabelece que os salários devem ser reajustados progressivamente até 2010. Em dezembro, o STF entendeu que as secretarias estaduais de Educação podem incluir nesse valor as gratificações que já são pagas aos professores até que o mérito da ação seja julgado.
"Isso é ruim e vai na contramão do debate de valorização da educação pública. Se um professor se aposenta nesse período ganhando um piso composto por gratificação, ele não leva essa parte para a aposentadoria", diz Leão.
Segundo o presidente da CNTE, por causa da demora de uma decisão do STF, alguns estados estão pagando menos do que o estabelecido pela lei. "Sergipe, Rio Grande do Sul e Goiás não pagam, são três grandes estados. Eles pagam do jeito que eles entendem que é o piso. O julgamento é importante para uniformizar, porque nessa situação muito prefeito e governador oportunista quer fazer economia em cima da educação pública", diz.
A secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Mariza Abreu, disse em entrevista à Rádio Nacional que a posição contrária à lei aprovada no Congresso não é apenas do governo gaúcho, mas uma unanimidade entre os secretários da educação.
"A ação não é contra um piso nacional, nós somos absolutamente defensores de um piso nacional do magistério. O problema foram as modificações feitas pelo Congresso Nacional ao projeto original encaminhado pelo Executivo. Essa nova lei transforma piso em vencimento inicial, o que são coisas completamente diferentes", argumenta.
A secretária acredita que, como está, a lei federal é confusa e interfere na autonomia dos estados. "Se o piso for vencimento inicial das carreiras significa que a cada vez que esse valor for reajustado em âmbito federal, todas as folhas de pagamento de todos os professores do país seriam reajustas no mês seguinte. Isso seria um desrespeito à autonomia dos estados federados", afirma Mariza.





quinta-feira, 2 de abril de 2009

PROFESSORES PODEM FAZER GREVE NACIONAL, DIZ SENADOR

02 de abril de 2009


Os professores de todo o país podem entrar em greve nos próximos dias, em busca do piso salarial da categoria, hoje estabelecido em R$ 950. A informação foi dada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), em discurso na tribuna.
Fonte: UOL Educação


Os professores de todo o país podem entrar em greve nos próximos dias, em busca do piso salarial da categoria, hoje estabelecido em R$ 950. A informação foi dada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), em discurso na tribuna.

A decisão sobre a greve será tomada ainda nesta semana pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). Nesta quinta-feira (2), informou o senador, integrantes da CNTE e das entidades estaduais estarão em Brasília para um ato público na frente do Supremo Tribunal Federal, para pedir que os seus ministros façam cumprir a lei do piso, sancionada em julho do ano passado.

O STF decidiu liminarmente em dezembro que "piso" é o valor mínimo que os estados têm de pagar aos professores, mas ainda não julgou o mérito de uma ação direta de inconstitucionalidade, proposta por cinco governadores que querem derrubar o valor mínimo.

Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) manifestou-se contra a greve nacional dos professores para pressionar pela efetivação da lei do piso. Ele acha que greve prejudica os alunos e sugere, como alternativa, que os professores bloqueiem "as entradas de todos os palácios de governadores e prefeitos", chamando atenção para o descumprimento da lei, apontando-os como "traidores da educação".

* Com informações da Agência Senado




sexta-feira, 27 de março de 2009

PROFESSORES EM GREVE DE 24H

27 de março de 2009


Protesto é nacional contra más condições de trabalhoProfissionais da Educação vão fazer uma paralisação de 24 horas, na segunda-feira, para protestar contra as condições de trabalho, os baixos salários e as demissões em todo o país.
Fonte: JORNAL DO BRASIL (RJ)


Protesto é nacional contra más condições de trabalhoProfissionais da Educação vão fazer uma paralisação de 24 horas, na segunda-feira, para protestar contra as condições de trabalho, os baixos salários e as demissões em todo o país. A greve é um dos atos programados para marcar o Dia Nacional de Luta Contra as Demissões. Os professores municipais vão se reunir às 10h em frente à prefeitura. Os do estado farão um protesto em frente à Secretaria de Educação, no Centro, às 12h.
- A Educação está sendo punida pelo descaso dos políticos - garante o coordenador-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Danilo Serafim. - Como vamos enfrentar a crise com a Educação se deteriorando?
A situação da rede pública é caótica, na avaliação do sindicalista, tanto na capital como no interior.
- Na capital, a maior rede da América Latina, são 500 mil alunos para 24 mil professores - diz.
A intenção do protesto é chamar a atenção para problemas como sobrecarga de trabalho; salas superlotadas; carência de professores; e baixos salários. Os professores também querem a incorporação da gratificação do programa Nova Escola, prometida pelo governador Sérgio Cabral; a inclusão de docentes no plano de cargos e salários; e a convocação dos concursados de 2007.
A secretaria estadual informou que está reorganizando o quadro, para suprir as carências; serão contratados 386 professores para o ensino fundamental; e estuda a inclusão de docentes 1 e 2 de 40 horas semanais, concursados de 1993, no plano de cargos e salários.




quinta-feira, 26 de março de 2009

PROFESSORES REALIZAM HOJE UMA PARALISAÇÃO DE ADVERTÊNCIA

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter) realiza hoje uma paralisação de advertência, como forma de chamar a atenção do Governo do Estado quanto às reivindicações da categoria que até agora não foram atendidas.
Fonte: FOLHA DE BOA VISTA (RR)


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter) realiza hoje uma paralisação de advertência, como forma de chamar a atenção do Governo do Estado quanto às reivindicações da categoria que até agora não foram atendidas. A manifestação acontecerá na Praça do Centro Cívico, em frente ao prédio da Assembleia Legislativa (ALE), a partir das 7h30.
Um dos motivos principais da manifestação é a retomada da pauta de reivindicações que não está esgotada. Os trabalhadores cobram do governo pontos fundamentais tais como: Atualização do Plano de carreira com inclusão dos demais servidores estaduais e com reposição salarial de acordo com os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Também reivindicam a correção das inconsistências nas progressões horizontais, o pagamento do retroativo das progressões verticais, realização de concurso público para todos os profissionais da Educação, fim da terceirização da merenda Escolar, formação continuada para os trabalhadores em Educação, melhoria da infraestrutura das Escolas, gestão democrática através de eleição direta para diretores e instituição dos órgãos colegiados, dentre outros.
O presidente do Sinter, Ornildo Roberto, disse que a categoria não tem medido esforços para negociar com o governo, mas até o momento não houve uma resposta concreta por parte da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto (Secd) que atenda satisfatoriamente as reivindicações.
"Desde a última greve, a Secd ficou de resolver uma série de problemas enfrentados pelas Escolas e pelos Trabalhadores em Educação, mas até agora, nada aconteceu", destaca. O sindicalista aponta como exemplo as péssimas condições de trabalho da Comissão de Gestão do Magistério (CGM), que é responsável pela concessão das progressões aos servidores. A referida Comissão não possui local nem estrutura adequada para trabalhar, além da falta de compromisso de alguns membros.



terça-feira, 17 de março de 2009

SINTER REALIZARÁ PARALISAÇÃO DE ADVERTÊNCIA

Uma paralisação de advertência será realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter) marcada para o dia 26 de março, numa quinta-feira.
Fonte: FOLHA DE BOA VISTA (RR)



Uma paralisação de advertência será realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter) marcada para o dia 26 de março, numa quinta-feira. Os trabalhadores em Educação pretendem chamar a atenção do Governo do Estado por não ter atendido às reivindicações da categoria. A concentração da manifestação deve acontecer na Praça do Centro Cívico, em frente ao prédio da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE), a partir das 7h30.
Um dos principais motivos da manifestação é a retomada da pauta de reivindicações que não está esgotada. Segundo a direção do sindicato, os sindicalistas cobram a atualização do plano de carreira com inclusão dos demais servidores da Escola e com reposição salarial de acordo com os recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação), além da correção das inconsistências nas progressões horizontais.
Também está na pauta o pagamento do retroativo das progressões verticais, a realização de concurso público para todos os profissionais da Educação, o fim da terceirização da merenda Escolar e mais a formação continuada. Já na parte estrutural, cobram a melhoria da infraestrutura das Escolas, uma gestão democrática através de eleição direta para diretores e instituição dos órgãos colegiados, dentre outros.
O diretor-geral do Sinter, Ornildo Roberto, disse que a categoria não tem medido esforços para negociar com o Governo, mas até o momento não houve uma resposta concreta por parte da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto (SECD) que atenda satisfatoriamente as reivindicações.
"Desde a última greve, a Secretaria de Educação ficou de resolver uma série de problemas enfrentados pelas Escolas e pelos trabalhadores em Educação, mas até agora nada aconteceu", destaca.
O sindicalista aponta como exemplo as péssimas condições de trabalho da Comissão de Gestão do Magistério (CGM), que é responsável pela concessão das progressões aos servidores. A referida Comissão não possui local nem estrutura adequada para trabalhar, além da falta de compromisso de alguns membros.
"Outro absurdo é a falta de transparência na aplicação dos recursos destinados à Manutenção e Desenvolvimento da Educação (MDE) e do Fundeb, onde até os gerenciais fornecidos pela Secretaria de Educação ao Conselho do Fundeb apresentam inconsistências quanto aos valores informados", aponta Ornildo.
MUNICÍPIOS - A diretoria do Sinter realizou, nos dias 06, 07 e 08 de março, reuniões em alguns municípios, como forma de aproximar os trabalhadores em Educação, que moram no interior do Estado, das ações do sindicato. Os municípios visitados foram: Alto Alegre, Caracaraí, Rorainópolis e São João da Baliza, sendo que este último contou com a presença de representantes do Caroebe e de São Luiz do Anauá.
Na ocasião o sindicato realizou um levantamento geral nos municípios e detectou que os problemas são praticamente os mesmos em todos eles.
"Nestas visitas detectamos que em algumas Escolas ainda faltam carteiras, situação que obriga alguns alunos a sentarem no chão, o transporte Escolar é precário com superlotação e levando a um rodízio de alunos, ou seja, num dia vão somente alguns alunos e no outro vão os outros, como foi o caso de Caracaraí. Além disso, a falta de merenda Escolar é constante." informou Ornildo.

terça-feira, 10 de março de 2009

CNTE ACHA QUE SAÍDA É UMA GREVE NACIONAL

10 de março de 2009

A CNTE não tem muitas esperanças de que a maioria dos estados e municípios vá implementar a lei do piso salarial em curto prazo, por isso prepara a realização de uma greve nacional para o mês de abril, como forma de pressionar prefeitos e governadores.
Fonte: Agência Senado



A CNTE não tem muitas esperanças de que a maioria dos estados e municípios vá implementar a lei do piso salarial em curto prazo, por isso prepara a realização de uma greve nacional para o mês de abril, como forma de pressionar prefeitos e governadores. Segundo Heleno Araújo Filho, secretário de Assuntos Educacionais da entidade que congrega um milhão de trabalhadores da educação (a base total é de 2,5 milhões), a orientação aos sindicatos filiados é avaliar a situação local durante março e decidir que rumo tomar no dia 3 de abril, em uma reunião em Brasília.
Pelo levantamento preliminar da CNTE de meados de fevereiro, pelo menos quatro estados ainda não haviam implantado o piso de R$ 950 (Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins) e aqueles que o fizeram, em muitos casos, interpretaram a aplicação da Lei 11.738/08 "de forma a causar prejuízos na remuneração de muitos educadores". Nas redes municipais a situação seria bem mais grave, principalmente no interior dos estados do Sudeste e do Sul e nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
Em outubro passado, após a sanção da lei, a entidade divulgou levantamento apontando que pelo menos 12 estados tinham professores recebendo abaixo do piso nacional - na maioria, docentes formados apenas em ensino médio. Em quatro estados (Ceará, Pernambuco, Santa Catarina e Sergipe) existiam educadores que, mesmo com curso superior, ganhavam menos que os R$ 950.
- Na maioria dos estados e municípios, o piso não está sendo cumprido. Dos 26 estados e o DF, 17 têm hoje valores abaixo do exigido em lei, considerando como parâmetro o vencimento inicial, que é o entendimento da CNTE - justifica Heleno, citando um dos pontos de discórdia entre os executivos locais e a categoria dos professores, que ainda será decidido pelo Supremo Tribunal Federal.
Na interpretação da CNTE, o conceito de piso seria aquele em que nenhum estado ou município possa pagar abaixo de R$ 950 para uma jornada de no máximo 40 horas semanais, não consideradas as vantagens pessoais. Muitos estados e prefeituras, porém, têm adotado a lei, levando em conta não o vencimento inicial, mas o salário integral do professor, que inclui tais vantagens.
- A nossa orientação é que o piso tem que ser aplicado para cada sistema de remuneração. Pernambuco alega que, desde setembro passado, está pagando o piso integral. Só que os R$ 950 pagos para a professora é de quarenta horas, quando o que achamos é que seria para as trinta horas, que é a jornada oficial do estado. Deveria ser adotada a proporcionalidade para os que trabalham quarenta horas.
Segundo a CNTE, muitos professores acabaram tendo prejuízos. Um exemplo são as vantagens pessoais, que, ao invés de se manterem como valor extra, foram incorporadas ao vencimento básico, diminuindo a renda dos profissionais e extinguindo os ganhos da carreira docente.
Sylvio Guedes - Jornal do Senado

domingo, 8 de março de 2009

GREVE SEM CAUSA




08 de março de 2009



Com salário médio de R$ 4.752,94, professores da rede pública ameaçam cruzar os braços na quarta se não receberem do gdf aumento de 18,9%, índice três vezes maior do que a inflação registrada pelo IPCA em 2008, de 5,9%
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE (DF)



Lilian Tahan e Elisa Tecles
Da Equipe do Correio
As palavras passaram a fazer sentido para Ester Nascimento há pouco tempo. Aos seis anos, ela iniciou em fevereiro a primeira série na Escola Classe da Estrutural, onde mora com a mãe, e até o final do ano deve ler com desenvoltura um livrinho de histórias. A alfabetização da pequena estudante, no entanto, corre o risco de ser adiada. A aluna está entre os 520 mil jovens e crianças que terão a rotina Escolar interrompida se os professores da rede pública decidirem cruzar os braços em abril, quando o sindicato da categoria programa uma assembléia-geral. Na próxima quarta-feira, haverá um ato de protesto com paralisação. Desde o início do ano, a ameaça de greve voltou a rondar as 620 Escolas do Distrito Federal. Com salário médio de R$ 4.752,94, os docentes exigem do governo aumento de 18,9%. O percentual é três vezes maior do que a inflação do ano passado, que fechou em 5,9% segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O risco de paralisação angustia os pais e desanima os alunos, que se tornam as principais vítimas da queda-de-braço dos professores por aumento de salários. "Acho que a alfabetização é uma das partes mais importantes para um aluno. Não é justo que minha filha seja prejudicada", lamenta a mãe de Ester, Islam Nascimento, que todas as tardes estimula o desenvolvimento da filha com exercícios de caligrafia. A preocupação é compartilhada por Michele Marise, mãe de Bruna, 11 anos, que iniciou a 5ª série este ano. "O tempo afastado gera sequelas irreparáveis no aprendizado, além de causar transtorno na rotina da casa, porque a gente que trabalha conta com a Escola como um lugar seguro onde os nossos filhos são supervisionados, diz Michelle.
O indicativo de greve anunciado pelo sindicato dos professores ocorre dentro de um contexto de fragilidade financeira do tesouro local, o que provocou um impasse nas negociações entre sindicato e o governo. A repercussão da crise econômica que surpreendeu o mundo apresenta agora a fatura à economia do GDF. Uma das receitas mais importantes para a capital da República, a do chamado Fundo Constitucional, está vinculada ao desempenho fiscal da União. O repasse dos recursos garantidos em lei para o pagamento de pessoal na saúde, segurança e Educação será tanto maior quanto melhor for a arrecadação do governo federal.
As previsões, no entanto, apontam para queda da receita em 2009, o que jogará para baixo também as transferências previstas para o DF. Com base no desempenho do governo federal dos últimos sete meses, já se prevê, por exemplo, que o aporte de verbas federais em 2010 será o menor desde a criação do Fundo Constitucional, em 2002. É que desde julho do ano passado, a medição de riquezas da União variou para baixo na maioria dos meses. Só para se ter ideia, entre novembro e dezembro a Receita Corrente Líquida, que já apresentava queda de 7%, minguou em 36%.
O impacto desse encolhimento foi projetado até junho do ano que vem, quando fecha o ano fiscal e, portanto, se tem a base de cálculo para as transferências. O resultado, na melhor das hipóteses - se os efeitos da crise se estabilizarem -, é que se terá um índice de crescimento de apenas 3,6%. Esse percentual é seis vezes mais baixo do que a performance no primeiro semestre de 2008, quando o Fundo Constitucional atingiu a melhor fase, registrando aumento de quase 19%.
E é justamente sobre esse reajuste recorde que os professores pretendem emparelhar os salários de 2009 e 2010. A vinculação das remunerações ao Fundo Constitucional foi prevista no início de 2007, quando ocorreu a aprovação do plano de cargos e salários. Mas, recentemente, a medida foi condenada pelo Ministério Público, que apresentou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contestando a base de cálculo para corrigir a folha de pessoal da Educação. O MP sustenta que não se pode atrelar aumento de salário a índices variáveis, como é o caso dos repasses do fundo, sob risco de provocar um aumento em cascata.
R$ 32 milhões a menos
A desaprovação do Ministério Público não é o único impedimento do governo para chegar aos patamares reclamados pelos professores. Além das perspectivas de repasses menores, o GDF alega que a receita recolhida com impostos e taxas sofreu em janeiro frustração de, pelo menos, 6,9%. Frustração é um termo usado quando o governo programa um valor de arrecadação que não se confirma. Em números absolutos, significa dizer que o tesouro local teve R$ 32 milhões a menos em apenas um mês.
Em fevereiro, essa diferença entre expectativa e receita real foi ainda maior, de 12%, ou R$ 72 milhões, dinheiro que daria para construir 36 Escolas públicas ou até oito postos de saúde. "Vivemos um processo de desaceleração da economia. A cada mês que passa se arrecada menos, o que ocorre em função da distorção, provocada pela crise, entre a previsão do que o governo pretendia arrecadar e o que de fato se confirmou", explica o secretário de Planejamento, Ricardo Penna.
O impacto de um aumento de salários na proporção reivindicada pelo sindicato dos professores custaria ao ano R$ 640 milhões. O valor equivale a um terço do custo de todas as obras de infraestrutura que o governo pretende realizar em 2009, um impacto com o qual o GDF sustenta não ter a menor condição de se comprometer, sob o risco de precisar rever ações consideradas como prioridade e programadas para os próximos meses. Entre elas, estão os investimentos no transporte público, saúde, segurança, além dos programas de assistência social

sábado, 7 de março de 2009

ADESÃO À GREVE NÃO É COMPLETA, MAS ALUNOS RECLAMAM

07 de março de 2009


Enquanto sindicato e gestores divergem sobre o número de profissionais que aderiram ao movimento grevista na rede pública de Educação no estado e município de Natal, a realidade nas Escolas fala por si só.
Fonte: DIÁRIO DE NATAL (RN)


Enquanto sindicato e gestores divergem sobre o número de profissionais que aderiram ao movimento grevista na rede pública de Educação no estado e município de Natal, a realidade nas Escolas fala por si só. A reportagem do Diário de Natal percorreu as Escolas estaduais Atheneu e Anísio Teixeira, no bairro de Petrópolis, Winston Churchil, na Cidadel Alta, além da Escola municipal Mareci Gomes, no Passo da Pátria, para verificar como anda o funcionamento dessas unidades durante a greve dos professores, iniciada na última segunda-feira. O resultado foi esmagador: três unidades sem aulas e uma funcionando apenas parcialmente.Na Escola estadual Atheneu, portões fechados desde segunda-feira. Depois de uma semana de greve, a informação dadas por funcionários da Escola é que as aulas deverão ser retomadas na próxima segunda, com estagiários substituindo os professores nas salas de aula.
No Winston Churchill, aulas totalmente paralisadas desde segunda. De acordo com a diretora Maria Imaculada dos Santos Bezerra, os cerca de 70 professores da Escola aderiram à greve. ''Os turnos matutino, vespertino e noturno estão completamente sem aulas. A Escola está funcionando apenas com o pessoal do apoio pedagógico e secretaria. Tenho dois professores que estão em estágio probatório e três estagiários, mas os alunos não estão vindo para nenhuma aula. Não adiantaria assistir uma aula agora e depois ver a mesma aula quando for reposta''. A diretora acredita que a maior parte dos professores volte às salas de aula após a assémbléia geral dos grevistas, marcada para segunda-feira, às 14h, no próprio Winston Churchill.
No Passo da Pátria, a Escola municipal Mareci Gomes, que oferece aulas para o ensino fundamental, também está com portões fechados desde segunda. Um cartaz na entrada da Escola indica que os professores do turno vespertino estão em greve e que uma única professora continua dando aulas para o 1º ano.
ANÍSIO
No Anísio Teixeira, os alunos Tiago Cunha Andrade, 18, e Emerson Breno, 15, do 3º ano, relatam que os estudantes enfrentam dificuldades. ''Deveríamos ter cinco horários de aula, mas só tivemos dois na maior parte da semana. Hoje só tivemos duas aulas de inglês'', conta Tiago. ''É complicado porque é ano de vestibular e começamos assim'', afirma Emerson. Segundo ele, faltam professores para as disciplinas de português, filosofia, sociologia e história.
O professor de português Bionor Paulino é um dos grevistas do Anísio Teixeira. ''O movimento aqui está dividido. Muitos professores pararam desde segundo e outros continuam. Eles estão juntando as turma para dar aula, porque tem sala com dez, quinze alunos apenas''. professor da rede estadual há 15 anos, ele não está confiante nas promessas do governo. ''A governadora anunciou que tem R$ 31 milhões para atender nossas reivindicações até 2011. Ela prometeu R$ 10 milhões entre abril e dezembro desse ano. Mas próximo ano já vem eleição, ela deve deixar o governo, e não sabemos como vai ficar esse acordo''.
De acordo com o diretor do Anísio Teixeira, Francisco Neris Viana, no turno da manhã, apenas quatro dos vinte professores aderiram à greve. O turno vespertino estaria funcionando completamente e não há aulas para o turno noturno. O diretor descartou utilizar estagiários para complementar o quadro e retomar as aulas. ''Não temos estagiários aqui, apenas dois professores em estágio probatório. Não teria porque colocar estagiários por apenas duas semanas''.
Francisco Viana relata que há 19 anos aguarda sua promoção de professor do magistério com nível médio para nível superior. ''A universidade reconheceu nossa mudança de nível, mas o governo até hoje não o fez. É uma diferença de cerca de R$ 300 a que temos direito e que faz falta porque os salários são baixos''.
O diretor afirma que há uma dificuldade muito grande para gerenciar as Escolas estaduais devido à falta de recursos. ''O Anísio Teixeira oferece apenas o ensino médio. Por isso recebemos recursos apenas do Governo Estadual. Escolas que oferecem também o ensino fundamental, recebem recursos de outros programas e tem uma situação melhor. O que vemos é que os recursos não chegam como deveriam e não há critérios claros sobre essa distribuição. Quem faz a Educação realmente é o agente social que está dentro da rede, por sua força de vontade''.
Luiz Freitas
da equipe do diário de natal






quarta-feira, 4 de março de 2009

SINTEAC E CNTE PROMETEM GREVE

04 de março de 2009

Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) prometeram brigar pela aplicação do piso nacional de R$ 950 para professor com ensino médio. Para Isso, eles farão um movimento de greve em abril.
Fonte: A TRIBUNA (AC)



Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) prometeram brigar pela aplicação do piso nacional de R$ 950 para professor com ensino médio. Para Isso, eles farão um movimento de greve em abril.
De acordo com o presidente do Sinteac, Manoel Lima, apenas Brasiléia está pagando o valor exigido em lei.
"A prefeitura de Brasiléia escolheu pagar os R$ 950, ofereceu 25% de aumento para os servidores e mais 12% para os professores com nível superior. Essa atitude foi positiva, mas a nossa reivindicação para os outros gestores é apenas o piso nacional", detalhou o sindicalista.
A diretora social do CNTE no Acre, Rosana Nascimento, afirmou que a entidade já iniciou a mobilização da classe, que deverá lançar um manifesto na frente do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 2 de abril, em Brasília.
"Vamos reivindicar uma carga horária máxima de 40 horas semanais, além de reivindicar a aplicação da lei", detalhou Rosana.
Para forçar o pagamento do piso único, o CNTE deu aos prefeitos e secretários o prazo de até o dia 30 de março.
"Depois desta data, vamos denunciar os prefeitos para o Ministério Público Estadual. Queremos também os valores retroativos referentes a janeiro e a fevereiro", afirmou a diretora social.
Piso
A lei do piso foi sancionada em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fixando o início do pagamento em 2009, que deveria ser oferecido de forma progressiva até 2010.
Com o objetivo de garantir que os valores fossem repassados aos professores, o Ministério da Educação (MEC) possui um recurso de R$ 500 milhões para a implementação dos recursos dos gestores.
Mesmo com a garantia de um repasse, alguns Estados entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), argumentando que a regra fere o pacto federativo, pois interfere na estrutura do serviço e da carreira pública nos Estados e nos municípios. (Freud Antunes)

terça-feira, 3 de março de 2009

PROFESSORES AMEAÇAM FAZER GREVE NACIONAL PELO PISO DE R$ 950

03 de março de 2009


A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) planeja greve nacional de professores para abril ou maio pela aplicação do piso salarial nacional de R$ 950. Durante o mês de março, eles realizam uma série de assembleias em todo o país para decidir a data.
Fonte: UOL Educação


A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) planeja greve nacional de professores para abril ou maio pela aplicação do piso salarial nacional de R$ 950. Durante o mês de março, eles realizam uma série de assembleias em todo o país para decidir a data.
Aprovada em julho do ano passado e em vigor desde 1º de janeiro de 2009, a Lei 11.738/08, que estabelece o piso, ainda não é realidade na maioria dos estados e municípios, segundo a confederação. Os estados teriam até 2010 para pagá-lo como vencimento inicial (salário-base). Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a greve está prevista para começar em abril ou maio.
. Veja os valores dos salários dos professores no país, segundo dados da CNTE

Governadores do Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina entraram com uma Adin (Ação Direta de inconstitucionalidade) contra o piso, e foram apoiados por Distrito Federal, Minas Gerais, Roraima, São Paulo e Tocantins. O STF (Supremo Tribunal Federal) considerou a lei constitucional, mas limitou sua abrangência até o julgamento do mérito da ação.

A CNTE planeja para o dia 2 de abril uma manifestação em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir celeridade no julgamento da ação proposta pelos cinco estados. Pontos como o valor a ser pago em 2009, a aplicação do reajuste e a jornada de aplicação do piso geram dúvidas em torno da implementação da lei e ainda esperam decisão do STF.

"Estamos trabalhando na perspectiva de que as nossas entidades façam mobilizações para que os municípios e estados cumpram a lei. É preciso criar uma mobilização nacional para que não caia no esquecimento uma lei que é de tamanha importância para a melhoria da educação brasileira", afirmou Roberto Leão, presidente da CNTE, em entrevista à Agência Brasil.
Histórico
A lei tramitou por 13 meses no Congresso Nacional e foi sancionada em 16 de julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a lei, até 2010, os salários deveriam ser reajustados progressivamente: o primeiro reajuste estava previsto para janeiro de 2009. Os estados que entraram com a Adin argumentam que a lei fere o pacto federativo porque interfere na estrutura do serviço e da carreira pública nos estados e municípios. Além disso, eles alegam que, para muitos, a lei é inviável do ponto de vista orçamentário






sábado, 7 de fevereiro de 2009

SINDICATO ADIA ASSEMBLÉIA QUE DISCUTIRIA INDICATIVO DE GREVE

07 de fevereiro de 2009



O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE) adia assembleia que iria decidir o indicativo de greve da categoria. O encontro estava marcado para o primeiro dia do ano letivo 2009, mas foi adiado para o dia 2 de março, a partir das 8h, no Sesi.
Fonte: O MOSSOROENSE (RN)


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE) adia assembleia que iria decidir o indicativo de greve da categoria. O encontro estava marcado para o primeiro dia do ano letivo 2009, mas foi adiado para o dia 2 de março, a partir das 8h, no Sesi. O motivo da mudança foi a decisão da Secretaria de Educação do Estado em adiar o início do ano letivo para o dia 2 de março. "Como nós firmamos na assembleia de 16 de dezembro do ano passado um compromisso com a categoria de realizar uma nova assembleia no primeiro dia letivo do ano, vamos manter isso. Já que o governo adiou o início do ano letivo, nós vamos adiar nossa reunião também", explicou o coordenador de comunicação do Sinte, Rômulo Arnaud.Segundo ele, a justificativa do governo para adiar o início do ano letivo foi motivada por um pedido dos prefeitos de vários municípios. "O secretário estadual de Educação, Ruy Pereira, disse que as prefeituras pediram porque estão com problemas no transporte Escolar e o governo, atendendo ao pedido desses municípios, unificou o início das aulas nas Escolas estaduais e municipais", contou Rômulo.
Coordenador geral do Sinte, Edson Franco informou que as negociações entre o governo e a categoria sobre as reivindicações estão paralisadas. "O secretário diz que está negociando, mas nós estamos desde setembro sem realizar assembleia alguma, apesar de já temos enviado 12 pedidos solicitando essas reuniões, mas até agora nada", comentou Edson. Rômulo frisou ainda que além da questão do piso salarial, os servidores da Educação reivindicam, entre outras coisas, "promoções e progressões; plano de cargos e carreira para os funcionários das Escolas; além do pagamento de direitos atrasados; convocação dos professores aprovados no concurso de 2005 e realização de concurso para a contratação de funcionários", revelou Rômulo.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

PROFESSORES SUSPENDEM GREVE

06 de janeiro de 2009



Dividida, a categoria dos professores da rede estadual de ensino decidiu suspender a greve deflagrada no último dia 28 de novembro
Fonte: O POVO (CE)


Dividida, a categoria dos professores da rede estadual de ensino decidiu suspender a greve deflagrada no último dia 28 de novembro. Ontem, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) realizou assembléia que deliberou pela suspensão do movimento grevista. No dia 23 de dezembro, o Sindicato dos professores do Estado do Ceará (Apeoc) já havia publicado nota oficial comunicando o fim da greve, após assembléias regionais. Segundo a assessoria de Comunicação da Secretaria da Educação (Seduc), não haverá corte no ponto dos professores, ao contrário do que afirmou, ao O POVO em matéria publicada no dia 6 de dezembro de 2008, o secretário-adjunto do órgão, Maurício Holanda. A orientação agora é para a reposição das aulas nas Escolas que paralisaram as atividades, estimadas pela Seduc em 8% do total.
No centro das reivindicações, estava a implementação da Lei 11.738, que estabelece um piso nacional para os professores de Escola pública. A lei foi questionada pelo governador Cid Gomes e outros quatro governadores por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, com o argumento de que feria a autonomia dos estados. Em 17 de dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu parcialmente em favor dos governadores.
Anízio Melo, diretor do sindicato Apeoc, afirma ter recebido da titular da Seduc, Izolda Cela, a garantia de que outra reivindicação da categoria, a progressão salarial para 100% dos professores retroativa a setembro de 2008, seria atendida. Até o fechamento dessa edição, a assessoria de comunicação da secretaria não conseguiu confirmar a informação.
Representantes dos professores serão recebidos pela Seduc na semana que vem. Os dois sindicatos participam de articulação nacional pela implementação integral da lei do piso, aguardando o julgamento do mérito da ação pelo STF.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

PROFESSORES AMEAÇAM FAZER GREVE APÓS DECISÃO DO STF

19 de dezembro de 2008

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender um artigo da lei que instituiu o piso nacional dos professores de ensino básico da rede pública deve desencadear paralisações nacionais no início do próximo semestre letivo.
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO (SP)


AE - Agência Estado
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SÃO PAULO - A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender um artigo da lei que instituiu o piso nacional dos professores de ensino básico da rede pública deve desencadear paralisações nacionais no início do próximo semestre letivo. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) afirmou que prepara um calendário de manifestações para convocar os professores. Isso porque eles eram favoráveis ao artigo da lei que determinava o cumprimento de, no máximo, dois terços da carga horária para atividades em sala de aula.

Um terço das 40 horas semanais deveria ser para atendimento de alunos e preparação de aulas. Hoje, cada rede determina esse tipo de divisão do trabalho. Secretários da Educação argumentam que o cumprimento da norma implicaria a contratação de um número muito alto de professores, sobrecarregando a folha de pagamento.

"Professores perderam um pouco e alunos perderam muito", afirmou o senador Cristovam Buarque (PDT), autor da lei. "Vamos nos mobilizar e convocar paralisações. Mais do que os professores, a suspensão prejudica as escolas", disse Roberto Franklin de Leão, diretor do CNTE. A decisão do STF ocorreu em resposta a uma ação movida por cinco governadores contra a lei, que estabeleceu um piso de R$ 950, jornada de 40 horas semanais e limite de dois terços da carga horária para atividades em sala de aula.



terça-feira, 9 de dezembro de 2008

AVALIAÇÃO ADIADA EM ESCOLAS EM GREVE

09 de dezembro de 2008


Até sexta-feira, a Secretaria de Educação do Estado avalia os conhecimentos de matemática e língua portuguesa de estudantes do ensino médio. Mas nas escolas onde os professores aderiram à greve, a prova será aplicada no retorno das atividades
Fonte: O POVO (CE)


Começou ontem a segunda e última etapa de aplicação das provas do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece). Até sexta-feira, 12, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc) quer avaliar os estudantes do ensino médio da rede pública quanto aos conhecimentos de matemática e língua portuguesa. No total, são cerca de 300 mil. Mas nas Escolas estaduais onde os professores aderiram à greve anunciada pela categoria na última terça-feira, o exame foi suspenso até a retomada das atividades. Segundo Aléssio Costa Lima, orientador da Célula de Avaliação de Desempenho Acadêmico da Seduc, mesmo com o atraso na avaliação das Escolas paralisadas, o movimento dos professores não irá atrapalhar o fechamento dos dados. Ele argumenta que as unidades que aderiram não são maioria - a Seduc estima em 10% a porcentagem de Escolas sem aula - e que, como os resultados só serão divulgados em março, haverá tempo suficiente para processar as informações. As Escolas da rede municipal de Fortaleza também farão a prova em outro período, na terceira semana de janeiro, por terem um calendário letivo diferenciado, em conseqüência da greve dos professores no ano passado.
Gardênia Baima, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), diz que o movimento não sabe precisar quantas Escolas aderiram à paralisação. "O que podemos dizer é que a greve é crescente e que hoje (ontem) muitas Escolas aderiram, inclusive municípios importantes, como Aracati e Sobral", afirma. A principal pauta de reivindicação da categoria é a implementação da lei federal que estabelece um piso nacional de R$ 950 para os professores e destina um terço da carga horária dos profissionais a trabalhos extraclasse. Na primeira etapa do Spaece, realizada entre 24 e 28 de novembro, fizeram prova estudantes da alfabetização e do ensino fundamental (5° e 9° anos), também nas áreas de matemática e português. No total, incluindo quem está nos três anos do ensino médio, a meta é avaliar cerca de 700 mil estudantes das redes municipais e da estadual. De acordo com a Seduc, o sistema tem o objetivo de fornecer informações que sirvam de base para a formulação de políticas educacionais.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PROFESSORES MANTÊM PARALISAÇÃO

Em assembléia geral realizada ontem, os professores da rede estadual de ensino aprovaram a continuidade da paralisação iniciada na última sexta-feira
Fonte: O POVO (CE)



Em assembléia geral realizada ontem, os professores da rede estadual de ensino aprovaram a continuidade da paralisação iniciada na última sexta-feira.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

GREVE ACABA, MAS O EMBATE CPERS-GOVERNO CONTINUA

02 de dezembro de 2008



A rede pública estadual de Ensino voltou ontem à normalidade, com a retomada das aulas, mas as direções das Escolas começaram a definir a forma de reposição dos dias parados.
Fonte: CORREIO DO POVO (RS)


A rede pública estadual de Ensino voltou ontem à normalidade, com a retomada das aulas, mas as direções das Escolas começaram a definir a forma de reposição dos dias parados. A Secretaria Estadual da Educação (SEC) estabeleceu prazo até o final desta semana para apresentação do cronograma de atividades, que não poderá ultrapassar o dia 10 de janeiro. Apesar do término da paralisação, o conflito segue entre o Cpers/Sindicato e o governo. O Magistério pretende ingressar hoje com ação na Justiça para cobrar o pagamento integral dos dias parados e a suspensão do corte do ponto.
Um dos estabelecimentos com maior adesão à greve, o Colégio Júlio de Castilhos, na Capital, voltou às aulas. Estamos definindo o calendário, mas sabemos que ocuparemos alguns sábados , afirmou o diretor João Figueiró. No Instituto de Educação Flores da Cunha (IE), parte das aulas havia recomeçado na semana passada. Segundo o diretor Paulo Sartori, os mais prejudicados devem ser os alunos do ensino fundamental. No ensino médio, os estudantes têm aulas regularmente aos sábados e, com isso, registram carga horária maior.
No IE, os professores fizeram levantamento em cada disciplina da carga horária necessária para fechar o ano letivo. Sem a greve, o ano letivo, que precisa completar no mínimo 800 horas/aula, terminaria em 23 de dezembro. No caso das turmas do 3º ano do ensino médio, os estudantes prestarão vestibular, mesmo que as aulas terminem após os processos seletivos. Algumas universidades estenderam o prazo para a entrega do histórico Escolar - requisito para a matrícula.
Contrariado com o corte do ponto adotado pelo Executivo e com possíveis alterações no plano de carreira, o Cpers pretende acirrar ainda mais o embate, que poderá culminar com nova greve em 2009. Segundo a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, serviria para debater e definir quais estratégias serão adotadas. Discutiremos as ferramentas de luta, que incluem a greve , afirmou.
A categoria terá nova assembléia geral em março. Para amenizar o impacto do corte do ponto nos salários dos professores, o governo parcelou os descontos em duas vezes - metade nos contracheques de novembro e o restante em dezembro.
EDUARDO SEIDLRede pública estadual voltou às aulas ontem




sexta-feira, 28 de novembro de 2008

PROFESSORES DECRETAM GREVE


28 de novembro de 2008


Mensagem do governador Cid Gomes que estabelece remuneração mínima para professores da rede estadual foi aprovada ontem em meio a protestos. A categoria decidiu paralisar as atividades para pressionar o Governo
Fonte: O POVO (CE)


Os professores da rede estadual decidiram ontem, após assembléia da categoria no ginásio Aécio de Borba, paralisar as atividades. O grupo pretende visitar as Escolas do Estado hoje para esclarecer as pessoas sobre o movimento e definir, em conjunto, o calendário de greve que será apresentado na próxima terça-feira, 2. De acordo com Gardênia Baima, do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), o intuito do movimento é pressionar o governador do Ceará, Cid Gomes, a retirar sua assinatura da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questiona, no Supremo Tribunal Federal (STF), a lei do piso nacional para os professores da rede pública, aprovada em julho deste ano. A lei cria o piso salarial de R$ 950 para os professores de todo o Brasil e determina também que um terço da jornada de trabalho deles seja dedicado a atividades extraclasse, como correção de provas, pesquisa e preparação de aula, entre outras. De acordo com o Governo do Estado, é esse último ponto que está sendo questionado por meio da Adin. O Executivo argumenta que a redução da carga horária em sala de aula exigiria a contratação de um contingente significativo de novos professores, o que demandaria muitos recursos.
Os professores criticam essa iniciativa do governador. Nivânia Menezes, que ensina História para turmas do ensino médio, defende que um maior tempo para as atividades extraclasses resultaria em uma melhor qualidade no ensino. "A gente ia ter mais tempo para se dedicar às nossas turmas e preparar as aulas. Hoje, a gente corrige prova no fim de semana, de madrugada, abrindo mão da nossa vida pessoal", diz.
Assembléia
Depois de votarem a favor da greve no ginásio Aécio de Borba, os professores foram para a Assembléia Legislativa (AL) do Ceará. Lá, estava sendo votada a mensagem do governador Cid Gomes que antecipa a lei nacional do piso, estabelecendo, para o magistério do Estado, remuneração mínima de R$ 950 para uma jornada de 40 horas semanais. Pela lei federal, o piso só precisa ser implantado, gradualmente, a partir de 1º de janeiro de 2009 até o fim de 2010. O Estado quis antecipar a data, mas não obteve o apoio dos professores. Tanto que dezenas deles foram ontem ao plenário da AL protestar.
De acordo com os professores e com os deputados contrários à proposta do Governo, a mensagem do Executivo desrespeita a lei do piso nacional. Segundo eles, em primeiro lugar, porque não prevê que um terço da jornada de trabalho seja dedicado a atividades fora da sala de aula. Além disso, lembra Gardênia Baima, a proposta não inclui um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para os professores que recebem mais do que o piso.
O líder do Governo, deputado Nelson Martins (PT), explica que a proposta, aprovada pela maioria dos parlamentares, irá beneficiar os 2.400 professores que hoje recebem menos do que R$ 950. Ele também diz que o governador Cid Gomes ainda está no prazo previsto pela lei nacional do piso e, até lá, irá mandar uma mensagem final para a AL, contemplando outros pontos.
O POVO tentou ouvir a Secretaria de Educação do Estado, mas a assessoria de imprensa informou que até as 17 horas de ontem não havia recebido nenhum comunicação sobre a greve dos professores.
ENTENDA O CASO
16 de julho
O presidente Lula sanciona a Lei 11.738 que cria o piso salarial nacional de R$ 950 para os professores da rede pública. A lei também determina que um terço da jornada de trabalho dos professores seja dedicado a atividades fora de sala de aula.
29 de outubro
Cinco governadores, entre eles Cid Gomes, ingressam com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei. Eles questionam a cláusula que destina um terço da carga horária a trabalhos extraclasse.
11 de novembro
Cid Gomes encaminha para a Assembléia Legislativa proposta que institui remuneração mínima de R$ 950 para os professores. O salário é para uma jornada de 40 horas semanais, sem o tempo definido pela lei para atividades extraclasse.
27 de novembro
Na Assembléia Legislativa, a proposta de Cid Gomes é aprovada. professores da rede estadual decidem paralisar as atividades.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ESCOLAS FUNCIONAM, APESAR DA GREVE

12 de novembro de 2008



Mais de 45% das unidades de ensino de Olinda tiveram aulas normais ontem
Fonte: FOLHA DE PERNAMBUCO (PE)


A maioria dos professores de Olinda não aderiram à greve decretada em assembléia realizada pelo Sindicato dos professores do município. Ontem, primeiro dia de suspensão das atividades, 46% das Escolas tiveram aulas normais, 42% funcionaram de forma parcial e 12% estiveram paradas, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação. Hoje, às 11h, em frente ao Mercado Eufrásio Barbosa, os servidores vão decidir sobre a continuidade da paralisação. Eles reivindicam o benefício relativo à época de trabalho, que segundo o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), deveria ter sido implantado no mês passado. O município tem mais dois mil professores e cerca de 27 mil alunos.
"Existem Escolas que nunca imaginávamos que furariam a greve. Nos surpreendeu porque a categoria vinha pedindo para fazermos essa pressão, mas, de certa forma, já esperávamos, porque a Secretaria de Educação ameaçou descontar o dia em que os grevistas ficassem parados", afirmou a presidente do Sindicato dos professores da rede municipal de Olinda, Marineide Correia. A prefeitura, no entanto, rebateu as acusações e disse que não houve nenhuma reunião com os diretores dos estabelecimentos de ensino informando sobre o corte no salário.A professora Iraci Maria dos Santos dá aulas para o segundo ano do primeiro ciclo da Escola Maria da Glória, em Guadalupe. Ela usou o bom senso ao optar por não cessar os trabalhos. "Nesse momento, a paralisação atrapalharia bastante e prejudicaria os alunos, pois estamos fechando o ano letivo. Eu pretendo ir à assembléia amanhã (hoje), mas não vou fazer greve", detalhou.
A Escola municipal Santa Tereza, no bairro de mesmo nome, amanheceu sem alunos e professores, um verdadeiro deserto. Cerca de 400 alunos estão sendo prejudicados com a suspensão das aulas. "A greve tem que ser feita, mas é preciso pensar o período em que ela vai acontecer. O ano letivo acaba dia 29 de dezembro e a carga horária precisará ser reposta em janeiro. Por lei, os professores têm direito a férias, ou seja, a reposição teria que ser feita por estagiários", explicou a diretora do colégio, Maria do Carmo Viana Vasco.
Em nota à Imprensa, a Secretaria de Educação do município considerou a greve "inoportuna e intempestiva" e alegou que "a categoria, em Olinda, está na contramão da história". "Uma greve, nesse momento, não será compreendida pelos pais como um gesto para melhorar a qualidade da Educação. Apesar de tudo isso, a Secretaria de Educação assume, mais uma vez, o compromisso de cumprir os 200 dias letivos", encerrou o documento.
De acordo com o secretário da Fazenda e da Administração de Olinda, João Alberto Costa Faria, a reivindicação só poderá ser atendida nos primeiros meses de 2009, com a abertura da receita do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que, este ano, já ultrapassou o limite de 70% para a folha de pagamento. Questionado se não havia a suspeita de que o percentual fosse ultrapassado, ele explicou que o valor era apenas uma previsão e não tinha como ser apurado até aquele momento


terça-feira, 11 de novembro de 2008

OLINDA: PROFESSORES ESTÃO EM GREVE

11 de novembro de 2008

Mais de dois mil docentes param atividades hoje por tempo indeterminado
Fonte: FOLHA DE PERNAMBUCO (PE)


As 46 Escolas da rede municipal de Olinda deverão permanecer vazias durante todo o dia de hoje, mesmo após o feriado do Grito da República, celebrado ontem. Os mais de dois mil professores decretaram greve por tempo indeterminado. Cerca de 27 mil alunos ficarão sem aulas. A maior reivindicação é de que o município realize o reajuste salarial por período de serviço, como previsto no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), aprovado no final de 2007. Em fevereiro deste ano, os profissionais receberam um aumento salarial médio de 20%, enquanto que o benefício relativo à época de trabalho, concedido apenas para funcionários com mais de dois anos, seria implantado em outubro, o que não aconteceu. O futuro da paralisação será decidido amanhã, em uma assembléia no Mercado Eufrásio Barbosa.
Segundo a presidente do Sindicato dos professores da Rede Municipal de Olinda, Marineide Correia, diversas tentativas de negociação foram feitas, mas não obtiveram sucesso. "Basicamente estamos lutando por essa tabela do tempo de serviço, no entanto, existem outras coisas, como por exemplo, nosso retroativo que está atrasado". De acordo com ela, a adesão pela greve foi quase unânime. "Alguns professores estão temerosos porque certos diretores ficam ameaçando, mas estamos firmes". O Sindicato realizará protestos em frente às Escolas municipais ainda hoje.O padeiro Luiz Ernesto da Silva tem quatro filhas matriculadas em estabelecimentos de ensino de Olinda. Ele reprova a paralisação. "É um absurdo fazer greve no final do ano. Os alunos já não têm um sino de qualidade e ainda fazem isso perto de terminar o ano letivo, quando estão cheios de prova. Vai acabar prejudicando os estudantes, que vão acabar se atrasando", disse.
Segundo o secretário da Fazenda e da Administração do município, João Alberto Costa Faria, a folha de pagamento já ultrapassou o percentual de 70% da receita do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), previsto no artigo 35 do Plano de Cargos e Carreiras. Segundo ele, Olinda não pode atender à reivindicação em função da atual receita. Em nota, o secretário confirmou que o artigo 36 da mesma legislação prevê o enquadramento dos professores por tempo de serviço até outubro deste ano, mas que a implantação só poderá ser feita em 2009.





quarta-feira, 10 de setembro de 2008

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE MINAS MANTÊM GREVE

10 de setembro de 2008


Docentes estão parados há quase duas semanas. 700 pessoas participaram de passeata em Belo Horizonte.
Fonte: G1 Educação


Do G1, com informações do Globominas.com
Professores da rede pública estadual de Minas Gerais decidiram, nesta terça-feira (9), continuar em greve. Depois de quase duas semanas de paralisação, eles se reuniram, nessa tarde, no pátio da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, região centro-sul de Belo Horizonte.

Após o encontro, os professores fizeram uma passeata com cerca de 700 pessoas, segundo a Política Militar.

Representantes da categoria apresentaram ao secretário adjunto de educação, João Antônio Ficlore, as propostas do movimento. Na próxima terça-feira (16), será realizada uma nova assembléia com os professores.

De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/MG), a principal reivindicação dos trabalhadores é a equiparação ao piso salarial de R$ 950 para os profissionais com jornada de trabalho de 24 horas semanais. Eles também pedem a proporcionalidade do piso relativa ao tempo de carreira e à qualificação e uma política de saúde mais bem estruturada.


quinta-feira, 28 de agosto de 2008

PROFESSORES DO ESTADO DESCARTAM NOVA GREVE

28 de agosto de 2008

Os trabalhadores da rede pública de Educação descartam a possibilidade de uma nova greve por tempo indeterminado.
Fonte: DIÁRIO DE NATAL (RN)


Os trabalhadores da rede pública de Educação descartam a possibilidade de uma nova greve por tempo indeterminado. De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte/RN), Fátima Cardoso, o saldo da paralisação que durou 48 horas foi positivo, conseguindo ''arrancar'' da Secretaria Estadual da Educação e da Cultura (Seec) o aporte de R$ 6,5 milhões correspondentes a atrasados. A paralisação ocorrida ontem representou a última ação do movimento que parou as Escolas estaduais por dois dias.
Os atrasados que serão pagos pelo Governo do Estado do RN correspondem a 27 mil processos que estão pendentes desde 1994, segundo afirmou Fátima Cardoso. ''Conseguimos também arrancar um compromisso do secretário (Rui Pereira) o aporte de outros 18 mil processos, relativos às promoções horizontais e verticais'', disse.
Com a paralisação, diz Cardoso, o Sinte/RN conseguiu promessa de que uma comissão será formada para elaborar diretrizes, objetivos, metas e valorização profissional do Plano Estadual de Educação. Além disso, explica a sindicalista, o secretário se comprometeu a montar conselhos para o Fundo Nacional do Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb) no RN e para o Transporte Escolar.
Com isso os conselhos, explica a coordenadora-geral do Sinte/RN, a classe espera poder participar ativamente na fiscalização dos recursos destinados ao Fundeb e ao Transporte Escolar.
''Esperamos que com a nossa luta consigamos avanços para o Plano de Carreiras da Educação. O Governo deve aproveitar esse momento para promover a valorização desses profissionais'', afirmou.




sábado, 14 de junho de 2008

14 de junho de 2008




Professores entram em greve em SP
Objetivo do sindicato da categoria é pressionar o governo a revogar decreto que altera regras de transferência
Fonte: O Estado de S. Paulo


Rodrigo Gallo

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram ontem entrar em greve por tempo indeterminado para pressionar o governo a revogar decreto publicado no final do mês passado que alterou as regras de transferência do local de trabalho e de contratação de profissionais temporários.

Após a assembléia, os servidores saíram em passeata pelo centro de São Paulo até a Avenida Paulista, onde o trânsito chegou a ser interrompido no início da noite. A paralisação foi votada em assembléia realizada na Praça da República, local também da sede da Secretaria de Estado da Educação. Houve, porém, uma grande diferença no número de participantes: segundo o sindicato dos professores (Apeoesp), a assembléia reuniu cerca de 30 mil servidores. Já a secretaria contesta e diz que foram menos de 5 mil. De acordo com a secretaria, São Paulo tem 250 mil professores.

A categoria decidiu cruzar os braços para protestar contra o decreto 53.037, de 28 de maio deste ano. Segundo o governo, a nova medida foi adotada para regulamentar a transferência dos profissionais do setor. O motivo é que 51 mil professores efetivos da rede mudaram de escola durante o período letivo, o que é considerado ruim para a continuidade do plano pedagógico das instituições de ensino.

Os servidores continuam autorizados a solicitar a transferência, mas o decreto criou regras para regulamentar essas mudanças. De acordo com a Apeoesp, o problema é que muitos servidores aprovados em concurso público moram no interior, por exemplo, mas só pegam aulas na capital. Sendo assim, eles acabam solicitando a transferência
de escola para ficar mais perto de casa.

Os servidores explicam que o decreto impede essa possibilidade de mudança. Desde o início da vigência da nova regra, os professores em início de carreira têm de permanecer na mesma escola por pelo menos três anos.

Em nota, a Secretaria da Educação reafirmou que essa limitação é importante para garantir a continuidade do trabalho pedagógico e estreitar a relação entre docentes e alunos.

Oficialmente, a greve dos professores começou ontem, logo após a assembléia da categoria, que ocorreu às 15h. Hoje, a Apeoesp vai realizar diversas reuniões nas subsedes da entidade para organizar as formas de mobilização.

O sindicato da categoria já agendou uma nova assembléia geral para a próxima sexta-feira, às 14h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.





sábado, 3 de maio de 2008

PROFESSORES CONTINUAM PARALISAÇÃO DE ATIVIDADES

Os professores da rede pública estadual que estão em greve há 12 dias se reuniram na tarde de ontem com os secretários Nilson Lima (fazenda), Jorge Alberto (Administração) e José Fernandes de Lima (Educação).
Fonte: CORREIO DE SERGIPE (SE)


Os professores da rede pública estadual que estão em greve há 12 dias se reuniram na tarde de ontem com os secretários Nilson Lima (fazenda), Jorge Alberto (Administração) e José Fernandes de Lima (Educação). De acordo com o presidente do SINTESE - Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe, Joel Almeida, a reunião não foi satisfatória, já que o Governo do Estado não apresentou propostas concretas nem um percentual de reajuste. "Vamos manter a greve até que o Governo sinalize algo concreto para a categoria", declarou Joel. Os professores da rede pública estadual reivindicam a reposição salarial de 32,43%, implantação da gestão democrática, regência de classe, implantação do Proidi - Projeto de Inclusão Digital, interiorização, entre outros.

O presidente do SINTESE disse ainda à reportagem do Correio de Sergipe que "o Secretário Nilson Lima prometeu fazer um esforço para ampliar a gratificação de regência de classe e garantir a gratificação de interiorização, porém não sinalizou valores nenhum. Por enquanto, estamos apostando que as promessas sejam cumpridas, mas, repito, nada de concreto foi apresentado. Na próxima segunda-feira, à tarde, será realizada nova assembléia da categoria na sede do Contiguiba, Esporte Clube, para definir os rumos da paralisação. Agora, vamos aguardar o retorno do Governo para vê se eles apresentam propostas que atenda às novas reivindicações", acrescentou.