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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Escola de presídio do Ceará bate recorde de jovens selecionados no ProUni

17 de Fevereiro de 2016

Fonte: Tribuna do Ceará

Mais cinco internos do sistema penitenciário cearense conquistaram vagas na segunda chamada do Programa Universidade para todos (ProUni). Quatro deles estão recolhidos nas Casas de Privação Provisória de Liberdade II e III e na Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo (PFHVA), em Pacatuba, e o quinto aprovado é interno da Cadeia Pública de Ubajara. Com 27 aprovados no Prouni e Enem, esse resultado é considerado um recorde no Estado.
Com o resultado da segunda chamada, chega a 18 bolsas de estudos conquistadas por internos. Os aprovados das unidades prisionais da Região Metropolitana de Fortaleza são todosestudantes da EEFM Aloísio Leo Arlindo Lorscheider, escola para alunos das unidades prisionais. Todos terão bolsa de 100% nos cursos de Administração, Direito e Sistemas para Internet.
Além do Prouni, mais um aluno, que estava na lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), conseguiu vaga para o curso de Filosofia, totalizando 11 alunos com aprovações para universidades públicas. Os internos dependem agora de autorização judicial para cursar o ensino superior. Em Sobral, dois aprovados já receberam a autorização e estão aptos a frequentar as aulas no Instituto Federal do Ceará (IFCE).
Rodrigo Moraes, assessor educacional da Sejus, vibra com o resultado. “Notamos um grande interesse deles em participar do exame e queremos que esse interesse cresça mais e os resultados sejam ainda melhores”. 

Segundo o diretor da escola Leo Lorscheider, Raimundo Nonato, “a escola vê as seleções do Prouni e Sisu como oportunidades de inclusão social”. Também afirma que não vai desistir de vê-los matriculados e efetivamente cursando o nível superior, pois só assim considera concluída sua tarefa como educação básica.
A volta aos estudos é garantido aos internos do sistema prisional pela Constituição Federal, pela Lei de Execução Penal (LEP), pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394) e pelo Plano Nacional de Educação (PNE). O estudo também serve para diminuir a pena. A cada 12 horas de aulas, um dia é reduzido na condenação.

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