"Não basta segurar o aluno por mais um turno na escola se não houver um ensino verdadeiramente qualificado", afirma jornal
Fonte: Zero Hora (RS)
Levantamento feito pela Fundação Social Itaú, em parceria com o Banco Mundial, revela que o programa Mais Educação, criado em 2007 para melhorar o desempenho dos alunos em escolas de tempo integral, não apresentou os resultados esperados. A alocação de mais recursos para as escolas participantes do programa garantiu uma redução na taxa de abandono, mas o desempenho em Português ficou inalterado e, em Matemática, até piorou. A explicação é simples: não basta segurar o aluno por mais um turno na escola se não houver um ensino verdadeiramente qualificado.
A frustração com os resultados, com base na comparação entre o desempenho em instituições contempladas pelo programa e outras em situação semelhante, pode ser atribuída em parte à pouca contrapartida das Secretarias de Educação. Houve também atraso no repasse de verbas e problemas decorrentes de um previsível período de adaptação por parte das instituições de ensino. Ainda assim, é necessário que as conclusões sobre o aprendizado nos anos iniciais e finais do ensino fundamental sirvam sobretudo para suscitar correções pedagógicas.
É preciso assegurar condições para que a população em idade escolar permaneça por mais tempo em sala de aula, como se propõe o programa para escolas municipais e estaduais. Essa foi uma das opções de muitos países que fizeram da educação um caminho para o desenvolvimento. O desafio de manter o aluno interessado e por mais tempo em sala de aula, porém, é ainda maior, e é em relação a esse aspecto que o estudo pode dar uma contribuição efetiva.
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