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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Opinião: A passos lentos


27 de Julho de 2015

"Quando se vê que a Educação Básica recebeu 66% do orçamento previsto do governo federal nos últimos três anos, chegamos à conclusão que o país continuará como retardatário", afirma Kauê Diniz

Fonte: Diário de Pernambuco (PE)
Todos os países que passaram de subdesenvolvidos a desenvolvidos investiram muito em Educação, sendo que essa aposta veio antes do progresso. Assim mostra a trajetória de nações como a China e Coreia do Sul.
O Brasil começou tarde a se preocupar com o tema. Chegou a era da tecnologia e da informação correndo atrás do prejuízo.
Infelizmente, caminha a passos lentos. Quando se vê que a Educação básica recebeu 66% do orçamento previsto do governo federal nos últimos três anos, de acordo com levantamento feito recentemente pelo Contas Abertas, chegamos à conclusão que o país continuará como retardatário. São R$ 9,5 bilhões a menos para investir em uma futura geração.
Dinheiro que faz falta para erradicar o Analfabetismo e colocar os adolescentes no caminho de conquistar um diploma. Segundo o movimento Todos Pela Educação, 680 mil crianças de 4 a 5 anos e 1,6 milhão de jovens de 15 a 17 anos estão fora da Educação básica. Números que mostram o funil educacional. Poucos que ingressam na Escola conseguem concluí-la, sem falar no descompasso das faixas etárias, devido à questão da repetência.
O resultado é o que se vê no dia a dia. Quando atraímos conglomerados econômicos para localidades menos desenvolvidas, transformando-as em um polo regional, apelamos à importação de mão de obra, em alguns setores da cadeia produtiva, devido à carência que muitas vezes ocorre. A revolução passa pelos bancos Escolares. Essa é uma lição que o país teima em negar.

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