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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Estudantes da rede pública farão mais duas avaliações


09 de Julho de 2015

Fonte: O Tempo

Os alunos de escolas públicas do Estado têm concluído o 9º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio com deficiência de aprendizagem nos últimos seis anos. Os resultados dos exames do Programa de Avaliações da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) mostram que a média das provas se manteve estável no período. A situação é “preocupante”, segundo a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo. Ela informou que, para reverter a situação, vai expandir a aplicação de provas para outras séries e propor intervenções, como tratamento individualizado.
Em 2014, a média do 9º ano em português foi de 256,9 (a pontuação vai de entre 0 e 500). Apenas 37% dos alunos tiveram o padrão recomendado (acima de 225). No 3º ano do ensino médio, a média foi de 281,3, e o índice de alunos no padrão recomendado foi de 37,3%.
Em matemática, os percentuais são menores. No 9º ano, a média obtida foi de 265,5, e 23,2% dos alunos estavam no padrão recomendável. No 3º ano, a média foi de 283,4 – apenas 4,4% no nível aceitável. (Veja em infográfico ao lado.)
Conforme a secretária, somente um aumento de 25 pontos na média significaria melhora no processo de aprendizado, o que não aconteceu nos últimos seis anos. “Jovens que fizeram o ensino fundamental ou concluíram a educação básica não têm o conhecimento desejável”, detalhou Macaé.
Ela informou que vai implementar a prova Proeb para o 7º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio. Em anos pares, serão avaliados 5º e 9º anos do fundamental e 3º ano do ensino médio. Nos anos ímpares, os testes serão aplicados para 7º ano do fundamental e 1º e 3º anos do ensino médio. A intenção é que as deficiências possam ser detectadas durante o processo de educação, e não somente no fim das etapas, para que as escolas possam melhorar a formação dos estudantes.
Análise. A estagnação das médias vem sendo notada há muito tempo, e a questão principal não é aumentar o número de avaliações para fazer o diagnóstico, segundo Luciano Mendes de Faria Filho, professor da Faculdade de Educação da UFMG.
“Os problemas já são conhecidos, e é preciso agir, melhorar as condições de trabalho dos professores e a infraestrutura das escolas”.
Pré-escola
BH. O cadastramento na pré-escola na capital termina nesta sexta. Em 2016, todas as crianças de 4 e 5 anos deverão frequentar a educação infantil. Informações: cadastropreescola.pbh.gov.br.

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