| 06/09/2013 | |
As redações do Enem sempre são corrigidas por dois corretores e, quando há discrepância nessas avaliações, seguem para a terceira leitura. Com as novas regras - que diminuem o limite dessa variação de nota -, o MEC estima que 52% dos textos devam passar pelo terceiro corretor. Em 2012, o porcentual foi de 21%.
Para dar conta da correção de tantos textos, a pasta anunciou ontem, durante o lançamento do guia da redação do Enem, um aumento de 70% no número de corretores em relação a 2012. Farão parte da banca de avaliadores 9,5 mil profissionais.
A redação tem sido o ponto mais polêmico do Enem. No ano passado, o MEC passou a permitir que o estudante tenha acesso ao texto corrigido. Desde então, surgiram redações nota máxima com erros e composições com deboches - um deles trazia uma receita e outro, o hino de um time. Agora, provas com deboche serão zeradas.
Unia* Se a discrepância entre os dois primeiros corretores for
de mais de 100 pontos, em um total de mil, o texto seguirá para o terceiro. Diferença superior a 80 pontos em uma das cinco competências avaliadas também levará o texto à revisão.
O professor Francisco Platão Savioli, supervisor de redação do Anglo, entende ser positivo os textos passarem por mais corretores. "Três olhares vão ver mais detalhes, leva a uma avaliação mais aguda", diz ele, docente aposentado da USP.
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