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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Diploma revalidado na UFMG

 
04/09/2013
Desde segunda-feira, 1.096 bolsistas do Mais Médicos com registro profissional brasileiro estão autorizados a trabalhar em 454 municípios e 16 distritos de saúde indígena. Em Minas, com ao menos duas desistências na semana passada, 69 inscritos devem assumir em 40 municípios. Um é Ribeirão das Neves, onde Daniele do Amaral Silva, de 31 anos, começou ontem a trabalhar no posto de saúde da família (PSF) do Distrito de Areia, onde o cargo estava vago desde janeiro.Formada em 2010 em Cuba, Daniele revalidou o diploma na UFMG e teve registro emitido pelo CRM-MG. A bolsa de R$ 10 mil do programa federal foi um dos fatores que a atraíram. Sentada em sua cadeira no consultório em Neves, ela ainda parece meio tímida, mas já traz alívio aos moradores. Ontem, uma das pessoas atendidas foi Vera Lúcia dos Santos, de 53. "A senhora toma rivotril?", perguntou a médica. "Há anos eu tomo. Mas nos últimos meses parei, porque acabou e não tinha médico aqui pra receitar mais. Há tempo que eu não sei o que é dormir", contou.
Daniela mora em BH e gasta de 40 a 60 minutos para chegar ao posto que escolheu trabalhar, após analisar uma lista de opções oferecidas pela Secretaria de Saúde local. "Esse PSF é bem básico. Faço controle de pressão, diabetes, acompanhamento pré-natal. Ainda não sei para onde vou mandar casos mais complexos", afirmou.
Ela aprova a estrutura da unidade, inaugurada em 2010, mas já pediu aquisição de remédios. "Havia medicamentos de urgência e emergência vencidos, por exemplo, hidrocortisona, prometazina, diazepam", relatou. No fim da consulta, abriu um sorriso depois de Vera lhe agradecer. "Doutora, espero que você continue conosco. Obrigada, viu?", disse a paciente.

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