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sábado, 7 de setembro de 2013

Curso da UFRJ inova ao adotar cotas para mestrado e doutorado

 
07/09/2013
Pós-graduação em  Antropologia Social terá duas vagas para negros e duas para indígenas
Leonardo Vieira
As cotas para pós-graduação já são realidade no curso de Antropologia Social do Museu Nacional, da UFRJ. Na próxima semana sairá a lista dos 29 aprovados no concurso para mestrado e doutorado do curso. Há uma vaga para negros e outra para indígenas no mestrado, e uma vaga para negros e outra para indígenas no doutorado. 
A iniciativa é pioneira na pós-graduação e saiu do papel em fevereiro deste ano, quando foi aberto o processo seletivo. As cadeiras reservadas aos cotistas foram adicionadas ao total de 25 já existentes (15 para mestrado e 10 para doutorado), não tendo sido necessário suprimir vagas dos candidatos que disputam o concurso sem estarem inscritos como cotistas. 
De acordo com João Pacheco, subcoordenador de ensino da pós do Museu Nacional, os cotistas trarão mais conhecimento e diversidade cultural aos cursos. Segundo ele, o departamento optou pelas cotas após debates entre professores e alunos, que acabaram chegando ao consenso. Pacheco garante que a política de cotas não reduzirá a qualidade do ensino na pós-graduação.  — Chega a ser até um pouco de preconceito (esse pensamento).
Na seleção, nós não avaliamos só o mérito, mas também sistemas de exclusão em toda a sociedade. O mecanismo de exclusão começa na escola primária, e na pós, onde trabalho, é o último momento  — disse Pacheco.  Mas as regras mudam para os cotistas. Quem se declarar negro passará pelo mesmo processo seletivo, mas terá nota corte de cinco pontos, dois a menos que os candidatos da ampla concorrência. Para os estudantes indígenas, basta levar um currículo e fazer uma entrevista com a banca examinadora do concurso.

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