Depois do flagrante na obra inacabada da
Penitenciária de Itaquitinga, na Mata Norte, e de ser barrada na
portaria do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), a bancada
de oposição na Assembleia Legislativa (Alepe), realizou, ontem, a
terceira blitz de fiscalização às ações do Executivo estadual. O foco,
dessa vez, foram as escolas técnicas. Em visitas aos canteiros em
Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana, os
opositores se depararam com obras atrasadas. O governo negou que haja
atraso nas intervenções, mas creditou uma eventual demora ao Ministério
da Educação (MEC), que teria alterado os projetos-executivos de 11
unidades em plena execução.A construção da escola de Camaragibe,
anunciada em agosto de 2010 pelo governador Eduardo Campos (PSB) e que
tinha o prazo para execução de 360 dias, ainda se encontra em fase de
acabamento. Seu valor subiu de R$ 4,6 milhões para R$ 7,4 milhões. A de
São Lourenço foi anunciada em 2012, mas teve o processo licitatório
concluído apenas em março deste ano. A unidade nem sequer começou a ser
construída. Na área, está armado um circo. De acordo com o balanço da
oposição, das 60 unidades prometidas, apenas 14 estão em funcionamento.
"Esses atrasos causam prejuízos enormes à população porque pessoas de
outros Estados estão ocupando postos de trabalhos que seriam para os
pernambucanos", reagiu o líder da oposição, Daniel Coelho (PSDB).O
secretário estadual de Educação, Ricardo Dantas, esclareceu que o MEC
alterou os projetos para ampliar a oferta de salas e equipamentos,
acarrentando em atrasos na conclusão. A construção das unidades são
financiadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
"Não tem nada parado. Está tudo em andamento", respondeu.
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