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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Escolas atrasadas? A culpa é do MEC

 
03/05/2013
Depois do flagrante na obra inacabada da Penitenciária de Itaquitinga, na Mata Norte, e de ser barrada na portaria do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), a bancada de oposição na Assembleia Legislativa (Alepe), realizou, ontem, a terceira blitz de fiscalização às ações do Executivo estadual. O foco, dessa vez, foram as escolas técnicas. Em visitas aos canteiros em Camaragibe e São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana, os opositores se depararam com obras atrasadas. O governo negou que haja atraso nas intervenções, mas creditou uma eventual demora ao Ministério da Educação (MEC), que teria alterado os projetos-executivos de 11 unidades em plena execução.A construção da escola de Camaragibe, anunciada em agosto de 2010 pelo governador Eduardo Campos (PSB) e que tinha o prazo para execução de 360 dias, ainda se encontra em fase de acabamento. Seu valor subiu de R$ 4,6 milhões para R$ 7,4 milhões. A de São Lourenço foi anunciada em 2012, mas teve o processo licitatório concluído apenas em março deste ano. A unidade nem sequer começou a ser construída. Na área, está armado um circo. De acordo com o balanço da oposição, das 60 unidades prometidas, apenas 14 estão em funcionamento. "Esses atrasos causam prejuízos enormes à população porque pessoas de outros Estados estão ocupando postos de trabalhos que seriam para os pernambucanos", reagiu o líder da oposição, Daniel Coelho (PSDB).O secretário estadual de Educação, Ricardo Dantas, esclareceu que o MEC alterou os projetos para ampliar a oferta de salas e equipamentos, acarrentando em atrasos na conclusão. A construção das unidades são financiadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). "Não tem nada parado. Está tudo em andamento", respondeu.

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