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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PA: PROFESSORES DESOCUPAM PRÉDIO DO GOVERNO, MAS MANTÊM GREVE


Nesta tarde, a Polícia Civil acompanhava perícia no local, para que se confirme que não houve danos ao patrimônio público
Fonte: Terra

FILIPE FARAON
Direto de Belém
 
Professores em greve da rede estadual de ensino do Pará desocuparam nesta quinta-feira o prédio da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), em Belém. Nesta tarde, a Polícia Civil acompanhava perícia no local, para que se confirme que não houve danos ao patrimônio público.
Desde 27 de setembro, trabalhadores na educação estão em queda de braço para que o governo do Estado pague o piso nacional de R$ 1.187, decisão já confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governo deu 30% do reajuste e sugeriu que o resto seja depositado nos próximos 12 meses, mas a proposta não agradou a categoria.
Os professores contrariaram ordem da Justiça para que voltassem ao trabalho, no dia 5 deste mês. Para aumentar a pressão, eles ocuparam o prédio da Sepof é só saíram hoje após assembleia da categoria.
Na sexta-feira pela manhã está agendada uma nova reunião dos docentes para decidir se a greve continua e avaliar os efeitos da ocupação do prédio. No mês passado, os manifestantes ocuparam o edifício da Secretaria de Administração (Sead), em protesto semelhante.
Negociações
Grevistas e governo não se encontram para negociar desde o último dia 5, quando o juiz Elder Lisboa considerou abusiva a greve. Os professores têm até amanhã para apresentar um calendário de reposição de aulas, sob pena de terem descontados os dias parados. A sexta-feira também é o prazo para que voltem ao trabalho; se não, terão de pagar R$ 25 mil de multa por dia de descumprimento da decisão.
Apesar disso, a volta às salas de aula está condicionada à assembleia da categoria. Questionada sobre o fato de ter deixado aberta a possibilidade de a greve continuar, mesmo sob multa, a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Conceição Holanda, ironizou.

"Aí vamos ter que vender a sede (do sindicato) para pagar (a multa)", explicando em seguida que "o sindicato tem a tradição de sempre consultar a categoria, ao iniciar e ao sair de uma greve. Se decidirem continuar, vamos ver como será feito".




17 de novembro de 2011




Professores decidem rumos da greve
Uma assembleia da categoria dos professores está prevista para ocorrer nesta quinta-feira (17), no Centro Arquitetônico de Nazaré
Fonte: Diário do Pará (PA)

Uma assembleia da categoria dos professores está prevista para ocorrer nesta quinta-feira (17), no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN), mas a possibilidade do encontro ser estendido até a frente da sede da Sepof também existe.

A coordenação do movimento grevista dos professores espera que hoje, durante a assembleia, seja realizado um novo ato público em direção ao CIG para tentar mais uma vez negociar com representantes do governo do Estado.

Antônio Carlos Barros, da coordenação do movimento de greve, disse que a radicalização das manifestações, que começou com a ocupação da Sepof, pode também ter outros desdobramentos, caso não haja avanços nas negociações.

Policiais do choque, sob o comando do tenente-coronel Sandoval Bittencourt, permaneceram no prédio acompanhando os grevistas. Após a decisão de manter a ocupação do prédio, Bittencourt afirmou que aguardava novas ordens para como proceder, mas que a princípio estava descartada qualquer possibilidade de confronto.

O governo do Estado, através de nota, lamentou mais uma vez a ocupação de um prédio público, destacando a forma como o Sintepp direciona suas reivindicações “em prejuízo da atividade de outros funcionários públicos”. Na nota o governo recorda a invasão do prédio da Secretaria de Administração (Sead), ocorrida no mês passado.

O governo reitera sua posição de cumprimento da ordem judicial do juiz Élder Lisboa, que determinou a ilegalidade da greve, e confirma que só voltará a negociar com os grevistas após o retorno às salas de aula.

O governo destacou que já antecipou 30% do piso salarial nacional e o restante deverá ser pago até 2012. O acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o governo, embora reconheça o piso nacional, não determina seu cumprimento imediato.

SEM ACORDO
A última reunião com o governo ocorreu no dia 5, durante uma sessão no Tribunal de Justiça do Estado, onde a greve dos professores estaduais foi considerada abusiva pelo juiz Elder Lisboa.

Com a nova decisão, o magistrado determinou que se os professores não apresentarem o calendário de reposição das aulas, serão descontados os dias parados. Foi estipulada também multa diária de R$ 25 mil para cada dia que os professores descumprirem a decisão e não retornarem ao trabalho. O prazo expira nesta sexta-feira (18).

“Eles querem nos intimidar. O governo se recusa a debater e estende a greve. Estamos recorrendo da decisão do juiz, mas ao que tudo indica, vamos continuar. Uma decisão do juiz em primeira instância não pode suplantar a do supremo”, avalia Conceição Holanda, coordenadora geral do Sintepp. A categoria pretende se reunir hoje para decidir se irá acatar a decisão da Justiça.

Após a reunião do comando de greve do Sintepp, ocorrida na tarde de ontem, na Sepof, o movimento grevista decidiu manter a ocupação. Os manifestantes optaram pela realização de uma vigília até a manhã de hoje.

ESCOLAS FUNCIONANDO
Segundo os números levantados pelas Unidades Seduc na Escola (USEs) e às Unidades Regionais de Educação (UREs), do total de unidades da rede, 64,78% já estão com suas atividades normalizadas. Um total de 17,6% estão funcionando parcialmente e outras 17,62 estão completamente paralisadas.

Em Belém, segundo a Seduc, na área da USE 1, que abrange bairros como Val-de-Cães e Pratinha, das 19 Escolas jurisdicionadas, quase a totalidade, 74%, está plenamente funcionando. Já a USE 4, que reúne áreas dos bairros da Cremação, Guamá, Jurunas, Batista Campos e Condor, 13 dos 18 estabelecimentos vinculados estão em funcionamento.
(Diário do Pará, com informações da Agência Pará)

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