Segundo o
sindicato dos professores, a categoria está revoltada com o ''tratamento
repressivo dispensado pelo governo estadual contra a mobilização dos
bombeiros''
Fonte: Terra
O Sindicato Estadual dos
Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) informou na noite desta
terça-feira que, após a decisão de entrar em greve ser confirmada em reunião da
categoria, os professores se dirigiram para as escadarias da Assembleia
Legislativa do Estado para apoiar o protesto dos bombeiros, que estão no local
desde domingo.
Nesta noite, os professores
realizavam um ato conjunto contra as ações do governador Sergio Cabral. Na
última sexta-feira, os bombeiros ocuparam o quartel central da corporação para
protestar por melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A polícia
invadiu o local e 439 servidores foram presos.
Segundo o sindicato dos
professores, a categoria está revoltada com o "tratamento repressivo
dispensado pelo governo estadual contra a mobilização dos bombeiros". Na
quinta-feira, os profissionais da educação devem se unir novamente aos
bombeiros para pressionar os deputados estaduais a intercederem junto ao
governo do Estado, com objetivo de reabrir as negociações em torno das
reivindicações das duas categorias.
O sindicato informou em nota que
os professores cobram do governo um reajuste emergencial de 26%, a incorporação
imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar
somente em 2015) e o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários
Administrativos da educação estadual, entre outras reivindicações.
A rede estadual de ensino conta
com 1.457 unidades escolares, 1,1 milhão de alunos e 75 mil professores. Ainda
não se sabe quantos profissionais devem aderir ao movimento grevista.
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