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quarta-feira, 17 de março de 2010

GREVE ESTADUAL JÁ FECHA ESCOLAS

17 de março de 2010

A greve dos professores da rede estadual de ensino, que começou no último dia 8 de fevereiro, já fecha escolas e prejudica alunos na cidade de São Paulo
Fonte: Agora


A greve dos professores da rede estadual de ensino, que começou no último dia 8 de fevereiro, já fecha escolas e prejudica alunos na cidade de São Paulo. A reportagem visitou dez escolas da capital ontem. Três estavam fechadas por causa da greve. Quatro estabelecimentos estavam com greve parcial e outras três apresentaram aulas normais.

Na escola Oscar Thompson, no Cambuci (região central de SP), mais de 700 alunos estão sem aula, segundo funcionários. Ela estava fechada ontem. A costureira Maria das Graças da Silva Agripino, 49 anos, que tem um filho estudando na escola, estava indignada com a greve. "Acho uma pouca vergonha essa greve. Eles [professores] já faltam o ano inteiro", diz.

Na escola Mildre Alvares Biaggi, no bairro do Ipiranga (zona sul de SP), a situação era idêntica. A escola, que atende alunos do ensino fundamental, também estava totalmente parada. Outra escola visitada pela reportagem, e que não estava tendo aulas, foi a Lasar Segall, na Vila Mariana (zona sul de SP). Ao todo, cerca de 1.700 alunos foram prejudicados nesses três locais.

A Secretaria de Estado da Educação disse que, das três escolas, só a Mildre Alvares Biaggi está totalmente parada. Informou ainda que a diretoria de ensino da região centro-sul vai remanejar professores para que as aulas sejam garantidas. A pasta diz que nas outras duas escolas há falta de professores, mas que elas não estão totalmente paradas. A secretaria mantêm que o número de professores grevistas é de 1%.

O secretário da Educação, Paulo Renato Souza, diz que tem ouvido de professores da rede que a greve tem fins eleitorais. O secretário disse também que, se precisar, as aulas serão repostas.

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado) diz que o número de grevistas é de 60%. Os professores reivindicam um reajuste de 34,3%. Na sexta, uma nova assembleia decidirá se eles continuarão em greve.



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