09 de março de 2010
No primeiro dia de greve, sindicato informa que apenas quatro escolas
aderiram à paralisação na capital
Fonte: Agência
Estado
SOLANGE SPIGLIATTI
SÃO PAULO
Os professores e funcionários da rede estadual de ensino entraram hoje no segundo dia de paralisação por tempo indeterminado em todo o Estado de São Paulo. Segundo balanço parcial divulgado hoje pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em pelo menos quatro escolas todos os funcionários, entre professores, merendeiras e administradores, aderiram à greve.
São elas: Escola Estadual Albino Cesar, na Rua Cajamar, na Vila Mazzei; Escola Estadual Silva Jardim, na Avenida Tucuruvi, no Tucuruvi; Escola Estadual Pastor Paulo Leivas Macalão, Rua Alto Sucuriu, no Jardim Peri Novo, todas na zona norte da capital. Na Aclimação, zona sul, a Escola Estadual Caetano de Campos, na Rua Pires da Mota.
De acordo com a Apeoesp, estão sendo aguardados os quadros de paralisação das demais 93 subsedes espalhadas pelo Estado para a divulgação de um balanço mais apurado. Segundo nota divulgada ontem pela Secretaria Estadual de Educação, o primeiro dia de greve teve adesão de menos de 1% do total de professores do Estado.
Reivindicações
Os professores decidiram pela greve em assembleia na sexta-feira, quando cerca de 10 mil professores, segundo a Apeoesp, 2 mil, segundo a Polícia Militar, aprovaram a greve por tempo indeterminado. As principais reivindicações da categoria são reajuste salarial imediato de 34,3% e incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados.
O movimento também defende plano de carreira justo, garantia de emprego, é contra as avaliações excludentes (provão dos professores temporários/avaliação de mérito); concurso público de caráter classificatório; contra a municipalização do ensino, contra qualquer reforma que prejudique a educação, em todos os níveis
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