segunda-feira, 13 de julho de 2015

Opinião: Sem ampliação de recursos não há Pátria Educadora


13 de Julho de 2015

"É preciso que o governo federal fortaleça o MEC e encontre alternativas para que áreas prioritárias não fiquem descobertas", afirma Anna Helena Altenfelder

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)
O corte de R$ 9,42 bilhões no orçamento do MEC, o terceiro maior entre todos os ministérios, traz dúvidas sobre a promessa do governo federal de colocar a Educação como pauta prioritária, sobretudo por estarmos no primeiro ano de implementação do Plano Nacional de Educação (PNE). Temos visto áreas importantes sendo afetadas pelo contingenciamento.
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Um destes casos é o Programa de Iniciação à Docência (Pibid), reconhecido por proporcionar aos estudantes de licenciatura a vivência do cotidiano das Escolas públicas. Trata-se de uma iniciativa fundamental, haja vista o abismo existente entre a formação inicial dos Docentes e a realidade da sala de aula.
Ainda que a Capes afirme que nenhuma bolsa do Pibid será finalizada, a possibilidade de não haver a expansão do programa já seria uma grande perda. O Brasil tem uma dívida com seus Professores e não conseguirá garantir Educação de qualidade para todos sem valorizá-los. Um em cada quatro Professores em exercício não tem curso superior. O rendimento médio dos Docentes ainda representa 60% dos demais profissionais com a mesma formação.
É preciso que o governo federal fortaleça o MEC e encontre alternativas para que áreas prioritárias não fiquem descobertas. Cumprir o PNE não é tarefa simples e exige mais recursos, gestão eficaz e controle social. Entretanto, as políticas educacionais, cujos resultados são de médio e longo prazo, não podem ser paralisadas pelo ajuste fiscal. O País não pode se dar ao luxo de postergar suas ações para o ano seguinte.

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