sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Ensino Médio e profissional será um dos focos na rede estadual

12 de dezembro de 2014
Número da taxa de reprovação detectada no fim de 2013 dos alunos do primeiro ano do Ensino Médio saltou de 10% no ano anterior para 30%

Fonte: Diário Catarinense (SC)

Um dos focos para o próximo ano na Educação de Santa Catarina é tornar o Ensino médio mais atrativo e focar nas demandas do mercado de trabalho. O balanço de 2014 e as metas para 2015 foram apresentadas ontem pelo secretário estadual da Educação, Eduardo Deschamps. Um dos pontos mais preocupantes é a taxa de reprovação detectada no fim de 2013 dos Alunos do primeiro ano do Ensino médio.
O número saltou de 10% no ano anterior para 30%. Para Deschamps, uma das causas é o reflexo da aceleração de Alunos repetentes nos últimos anos do Ensino fundamental, iniciada em 2011. O desempenho gerou o Programa Novas Oportunidades e Aprendizagem (Pnoa) para tentar reduzir a taxa de reprovação.
O Penoa envolve, desde maio, 16,7 mil Alunos, do 3° ao 8° ano do Ensino fundamental e 1° do médio, para reforçar matérias de Língua Portuguesa e Matemática aos Alunos com dificuldades de leitura, produção textual e cálculo, oferecidos no contraturno das aulas.
Pelo Programa de Fortalecimento do Ensino médio, do governo federal, 8 mil Professores, que atuam em 80% das Escolas estaduais, receberam capacitação.
Nesta semana, o Movimento Todos Pela Educação divulgou dados da distorção idade-série. Santa Catarina registra, desde 2009, aumento de Alunos que não concluíram o Ensino médio até 19 anos.
Para o governo, a busca pelo mercado de trabalho e a necessidade financeira têm motivado parte dos Alunos a adiar os estudos. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), um dos gargalos para a economia é a falta de mão de obra qualificada.
Ainda assim, a taxa de aprovação, de 61% de Alunos na idade adequada no Ensino médio e 83% no fundamental, está acima da média nacional e da região Sul.
– Definimos algumas mudanças gradativas, como trabalhar com a Educação profissional e melhorar o tempo integral na Escola. O outro aspecto é currículo: oferecer Ensino técnico diversificado – aponta Deschamps. 
Matéria publicada apenas em veículo impresso
 

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