09 de outubro de 2014
Único bebedouro da escola Erotildes Aguiar está com defeito e os próprios estudantes fazem a limpeza
Fonte: Diário do Pará (PA)
Uma série de problemas da Escola Estadual de Ensino fundamental e Médio Professora Erotildes Frota Aguiar, no Conjunto Júlia Seffer, no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, foram relatados pelos estudantes que estão cansados de buscar melhorias sem sucesso.
Os estudantes já se reuniram para apresentar uma lista de questões sobre a falta de estrutura da Escola. Um dos grandes problemas é a ausência de Professores de duas disciplinas do 1º ano, o que atrapalha a preparação dos estudantes que pensam em prestar vestibular em processos seletivos como o Prise I, da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Por esse motivo, até agora eles não fizeram nem a 1º e 2º avaliações das disciplinas de Biologia e Espanhol.
A estudante que cursa o 1º ano Andressa da Rocha, de 15 anos, disse que não tem como arcar com o pagamento de cursinho para compensar a falta de Professores dessas disciplinas na sala de aula. “Não tenho condições de pagar cursinho. Então, me sinto prejudicada por não ter esse apoio da Escola em que estudo”, declarou.
A reforma, que não ocorre há mais de ano na Escola, prejudica em diversos momentos o desempenho dos Alunos. O mato toma conta de todo o espaço da Escola, o único bebedouro existente na Escola está com a bandeja quebrada e apoiada em um pedaço de madeira. Como há apenas uma pessoa na equipe de apoio, o trabalho de limpeza desse local é feito pelos próprios Alunos. “A água escorre e fica no chão acumulada. Nós mesmos pegamos a vassoura para tirar o excesso de água e não provocar uma queda”, relatou um estudante que não quis se identificar.
Na parte de trás da Escola, o mato alto, o lixo e o entulho mostram o descaso do Estado com a Escola. Fiações elétricas aparentes, ventiladores com funcionamento precário, cadeiras amontoadas em uma sala; laboratório de informática com equipamentos que, apesar de novos, não funcionam.
A quadra de esporte está sem uso. Quando chove, o espaço fica alagado, obrigando os estudantes a praticarem os exercícios físicos em espaços sem nenhuma estrutura adequada, tais como o laboratório de química ou a sala de recursos, que é outro espaço sem utilidade na Escola porque, segundo os estudantes, serve de depósito de materiais que não são utilizados.
O diretor teria ameaçado os Alunos pedindo os nomes deles e rebaixar as notas. “Eles dizem que não é pra gente fazer isso. Que não devemos falar nada sobre a Escola. Mas, se não falarmos, os nossos direitos em estudar ficam onde? E para onde vão os impostos pagos pelos nossos pais?”, indignou-se uma estudante.
Os pais dos Alunos chegaram a se reunir com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no ano passado, mas nenhuma providência foi tomada. A Seduc foi procurada pela reportagem, mas não deu retorno.
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