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14/05/2013 |
Diretora da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (Eape), órgão vinculado à SEE, Olga Cristina Rocha de Freitas afirmou que, com exceção dos profissionais com formação específica na área de violência contra crianças e adolescentes, os professores não sabem identificar casos de abuso. "O curso contribuirá com a formação adequada dos professores nessa área e para o aumento das denúncias", observou.
A especialista em violência doméstica contra criança e adolescente Ceci Marques de Alcântara destacou que 90% dos casos de abuso são identificados na escola. "Na maioria das vezes, a criança faz o relato por meio de um desenho. Cabe aos profissionais de educação estarem atentos a esses pequenos sinais", afirmou.
A professora de artes do Centro Educacional 01 do Cruzeiro Luzimeire Santana, 37 anos, revelou que identificou um caso de abuso ao se deparar com um desenho de uma criança de 6 anos. "Ele fez uma representação de um órgão genital em detalhes, o que é impossível para um aluno dessa faixa etária", contou Luzimeire. Segundo ela, os professores sentem receio em denunciar por não ter, na maioria das vezes, apoio do colégio. "Isso é mais difícil, principalmente, nas escolas particulares que prezam pelo nome da instituição", disse a professora.
Rejane Pitanga garantiu que o curso e o estudo do guia também ocorrerão nas escolas particulares. "Nossa meta é atingir todos os profissionais de educação. Isso inclui os das instituições privadas. Acreditamos que, até o ano que vem, esses docentes participem da formação continuada."
Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República mostram aumento de 216% nas denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no DF. No primeiro quadrimestre de 2012, foram feitas 405 denúncias, enquanto, no mesmo período deste ano, o número saltou para 1.283.

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