sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bolsa universitária paga mais para índio

 


Governo lança benefício de R$ 400 para estudantes de escolas federais; para indígenas e quilombolas, porém, valor é de R$ 900

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)



10 de maio de 2013



O governo federal lançou ontem uma bolsa de R$ 400 para estudantes de universidades e institutos federais que tenham renda média familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa e façam cursos com média de 5 horas diárias de aula, como Medicina e Engenharia. Para indígenas e quilombolas, o valor é maior: R$ 900.
A chamada Bolsa Permanência tem como objetivo, segundo o governo, garantir que universitários com dificuldades financeiras não deixem de concluir o Ensino superior. "Em algumas áreas, como o mercado de trabalho está muito aquecido, os Alunos acabam abandonando a faculdade para ir trabalhar mais cedo, o que não interessa ao Brasil", afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
O ministério espera que o pagamento comece em junho, com credenciamento neste mês. O dinheiro será repassado mensalmente pelo Banco do Brasil. Desde que se enquadrem hos critérios de renda e do curso, podem inscrever-se até universitários que não ingressaram por cotas. Na segunda, estará disponível um manual no site do MEC.
A bolsa será concedida por um período de até um ano a mais que a duração da graduação. Isso quer dizer que, se um Alunolevar seis anos para concluir um curso que dura cinco anos, ele receberá a ajuda de custo em todo esse período. O benefício anunciado ontem não pode ser acumulado a auxílios das universidades com base nas condições econômicas dos estudantes. Já as bolsas meritocráticas, como as de iniciação científica, poderão ser recebidas.
Durante a cerimônia de lançamento, o Ministério da Educação informou que não tem estimativa da quantidade de Alunosque se enquadram no programa e tampouco qual é o valor que será repassado. "Como é opção do estudante solicitar adesão ao programa, não podemos dizer quanto de recurso vamos colocar", disse o secretário de Ensino Superior, Paulo Spellen.
Segundo ele, há hoje pouco mais de 1 milhão de estudantes matriculados em universidades e institutos federais no Brasil. Desse total, cerca de 120 mil fazem cursos que se enquadram na carga horária do Bolsa Permanência. O governo não sabe quantos são de baixa renda.
Mais dinheiro. Para receber o recurso, os indígenas e quilombolas terão de comprovar sua origem. Mercadante afirmou que a pobreza é maior para esses grupos e eles têm mais dificuldade de acesso aos grandes centros. "Jovens indígenas que vivem nas aldeias e vêm estudar na universidade não têm apoio de família no município e precisam, voltar para a aldeia, que fica em regiões remotas. O mesmo se estende para os quilombolas", justificou.
Ainda neste mês, segundo Mercadante,, deve ser anunciado um programa de apoio acadêmico aos universitários de baixa renda. "Precisamos de tutores para fazer o nivelamento de Alunos que vêm da Escola pública com deficiências."

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