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23/04/2013 |
:: Luiz Antonio de Assis Brasil
Certo é, também, que possuímos uma rede pública e particular de ensino que faz circular nossa literatura; temos universidades; temos uma operosa Câmara Rio-Grandense do Livro; temos um órgão como o IEL, com décadas de existência e projetos como o Autor Presente, o plano de edições, a revista VOX, o prêmio Moacyr Scliar e tantas outras ações conhecidas pelos gaúchos.
Justo na data de hoje – Dia Mundial do Livro –, é posta em consulta pública, no site da Sedac, uma proposta de redação do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura, que irá, pela primeira vez no Rio Grande, estabelecer uma política clara do setor para os próximos 10 anos. Colaboraram generosamente para a realização desse texto-base o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, composto por instituições culturais e educacionais, inclusive corporativas.
O plano decenal poderá prever, por exemplo, a proposta da construção de uma nova biblioteca pública.
Planejar a área da cultura não é costumeiro. Faz pouco que o Brasil despertou para a necessidade de pensar a longo prazo o que deseja para sua infraestrutura cultural, para o financiamento e para a ampliação do acesso a bens e serviços culturais. Foi assim com o Plano Nacional de Cultura, com o Plano Nacional do Livro e Leitura e está sendo com o Plano Estadual de Cultura e o Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura, que é entregue à comunidade gaúcha para seu aperfeiçoamento.
Sabemos como um texto construído a tantas mãos será objeto de avaliações conflitantes, mas temos de ter a coragem de dar esse passo. São convidados a oferecer suas sugestões todos os que se interessam por essa díade inseparável: leitura e livro. E a consulta pública é o melhor foro para isso.
*Secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul

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