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24/04/2013 |
Com paredes caindo aos pedaços, feitas de um material fino e empoeirado, as salas adaptadas – uma contrapartida do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) ao impacto da obra na estrada – são menores do que o necessário. Para comportar os alunos, as mesas foram aproximadas, transformando quase tudo em trabalho em grupo. Nos corredores, mesmo no outono, a temperatura é alta, como se fosse verão. Além disso, na estrada ao lado das janelas das salas, cada veículo de grande porte que passa faz as estruturas trepidarem, atrapalhando as aulas.
A situação das salas poderá ser amenizada se a licitação para a construção de novos espaços for homologada ainda esta semana, como está previsto. Orçada em R$ 43 mil, a primeira parte da obra será executada por uma empresa de Porto Alegre. As novas salas substituirão as peças que foram destruídas pela queda de um eucalipto, ainda no verão. Curiosamente, essas peças deveriam ser provisórias, mas já estavam sendo usadas há mais de 30 anos.
Falta de sinalização causa risco na chegada ao colégio
Mas, enquanto as salas não são construídas, os alunos enxergam pela janela a transformação que a duplicação da rodovia causou no entorno da escola, que abriga 550 estudantes de Educação Infantil e ensinos Fundamental e Médio, nos três turnos.
É quase impossível atravessar a estrada. O viaduto sobre o Povo Novo, localidade onde fica a escola, distante cerca de 40 quilômetros do Centro, está sendo concluído. A estrutura foi a grande responsável pela nova rotina da unidade de ensino.
– Sempre venho de bicicleta para o colégio, mas agora preciso deixá-la na agropecuária, do outro lado da estrada. Está muito perigoso atravessar – comenta Karoline, que estuda há três anos no local.
Sobre o perigo da rodovia, a vice-diretora Ivone Melgar alerta para a falta de sinalização. Não há placas indicando sobre a existência da escola. Assim, há frequente passagem de veículos que não reduzem a velocidade próximo à escola, o que põe em risco a segurança dos alunos.
– À noite, a situação é pior. Como quase não tem iluminação, a situação é ainda mais crítica. Já pedimos que fosse feita alguma coisa, mas, até agora, nada – destaca.
Para desapropriar parte da escola, o Dnit pagou R$ 380 mil, em juízo, referentes à área. Um projeto para praticamente reconstruir a escola foi orçado em R$ 1,38 milhão. O assunto ainda é estudado pela Secretaria Estadual de Educação. A escola Alfredo Ferreira Rodrigues é a única a possuir Ensino Médio na região do Povo Novo, que abriga mais de 20 mil moradores.
RAFAEL DIVERIO | Rio Grande

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