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24/04/2013 |
Crianças de oito turmas do educandário estão dividindo salas de aula, para que não fiquem sem estudar, enquanto o Estado conserta paredes com fissuras, infiltrações e outros problemas que vinham colocando todos em risco. Especialistas ouvidos concordam que misturar alunos num mesmo espaço é uma solução de emergência, que não pode se prolongar, sob pena de provocar danos às crianças, muitas das quais em seu primeiro ano escolar. Não é a primeira vez que o Estado improvisa. O governo anterior recorreu a contêineres para abrigar estudantes, por falta de salas de aula.
É humilhante para Executivo, autoridades do setor, direções das escolas, professores, alunos e seus pais que um dos Estados mais prósperos do país não consiga fazer a manutenção preventiva de seus colégios. A situação da escola de Cruz Alta não é, portanto, uma exceção. Os educandários públicos estaduais que recebem iPads, para se adequar à evolução dos recursos virtuais, são os mesmos que enfrentam, como contraste, deficiências dos recursos mais elementares. Este cenário explica por que o Rio Grande do Sul, que já teve educação de ponta, vem frequentando os últimos lugares em rankings nacionais de ensino. Professores e alunos que dividem salas de aula ao meio e se acomodam de costas, uns para os outros, na escola de Cruz Alta, são as mais recentes vítimas da deterioração do ensino básico do Estado.

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