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terça-feira, 5 de março de 2013

Adoção de cotas enfrenta resistência na USP




Docentes, entidade sindical e movimento negro da universidade criticam proposta feita pelo governo do Estado Fonte: Folha de S.Paulo (SP)
05 de março de 2013



Professores de diferentes segmentos da USP divulgaram nos últimos dias posições contrárias ao projeto de cotas para Alunos de Escolas públicas, desenhado pelos reitores das universidades e pelo governo do Estado.
Entre os críticos estão, por exemplo, Docentes de destaque da área de humanas, o diretor interino da Faculdade de Medicina e a associação de Professores -as argumentações são diferentes.
Apesar de ter sido pensado pelos administradores das Escolas, a proposta, que tem o aval do governador Geraldo Alckmin (PSDB), só entrará em vigor se for aprovada internamente nos conselhos da USP, Unesp e Unicamp.
Uma das inovações é a adoção de um curso intermediário, de dois anos, para os melhores estudantes de Escolas públicas. Após essa etapa, os formados poderiam escolher as vagas oferecidas em cada curso das universidades, sem a necessidade do vestibular.
Em carta aberta enviada a Professores e Alunos, as Professoras titulares (topo da carreira) Lilia Schwarcz, da antropologia, e Maria Helena Machado, da história, criticam o formato do programa.
Elas veem problemas no curso intermediário, que será, em parte, a distância.
"Não é difícil imaginar que teríamos uma USP predominantemente branca e notavelmente elitista contraposta a uma USP virtual, onde Alunos de Escola pública, de baixa renda e pretos, pardos e indígenas, ficariam em espaços separados", afirmam.

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