A
suspensão da paralisação foi uma tentativa de fazer o governo apresentar uma
nova proposta salarial
Fonte: Diário Catarinense (SC)
Professores e governo do Estado
voltam a negociar, hoje, após suspensão da greve da categoria, que durou 16
dias. A decisão de voltar às aulas e ficar em estado de greve foi votada ontem,
pela maioria dos Docentes na assembleia estadual, em Florianópolis.
A suspensão da paralisação foi
uma tentativa de fazer o governo apresentar uma nova proposta salarial. Os
Professores deram prazo de 30 dias para que isso seja feito. Após este prazo,
será realizada uma nova assembleia geral.
– Queremos que o governo
apresente uma descompactação da tabela salarial e repasse o aumento de 22%
sobre o piso (nacional do magistério) a todos os outros Professores. O estado
de greve é para mostrar que a proposta já apresentada foi rejeitada por
unanimidade – declarou a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em
Educação, Alvete Bedin.
A greve não teve a adesão
esperada pela categoria. A votação pela paralisação, em 17 de abril, não foi
unânime, e o reflexo, sentido depois. No início do movimento, o Sinte falou em
30% dos 40 mil Professores em greve. Na última segunda-feira, o dado divulgado
foi de 15% a 20%. Já para o governo, a adesão não passou dos 3%, o que
representava cerca de 1,1 mil trabalhadores em greve.
Além disso, o governo adotou a
postura de não negociar com a categoria paralisada. Por isso, a retomada das
aulas, hoje, será sem nenhum avanço nas propostas salariais.
Após a assembleia estadual, os
representantes do sindicato entregaram um documento ao secretário de Educação,
Eduardo Deschamps. Nele, além do pagamento dos 22% a todos e da descompactação
da tabela salarial, eles pediram também um concurso público para a contratação
de Professores, a implementação de um terço da carga horária para preparação de
aulas e correção de trabalhos (chamada hora-atividade) e a garantia de
reposição dos dias parados sem punição ou desconto salarial aos grevistas.
O secretário informou que a
questão sobre o desconto dos dias parados será discutida durante as
negociações, que começam na manhã de hoje, no prédio da Secretaria de Educação
(SED). Os encontros serão conduzidos pela Coordenadoria Executiva de Negociação
e Relações do governo, equipe da SED e representantes do sindicato.
Já a reposição das aulas será
debatida dia 17, quando haverá reunião com todos os gerentes de Educação das 36
secretarias de Desenvolvimento Regional. A estimativa da secretaria é que cerca
de 17 mil Alunos, dos 640 mil, foram prejudicados com a greve. Para o
secretário, o ideal seria o encerramento total da greve. Ele não garantiu que
em 30 dias já se tenha uma nova proposta para apresentar
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