quinta-feira, 10 de maio de 2012

PROFESSORES DA BAHIA MANTÊM GREVE E PEDEM AJUDA A BISPO

O movimento paralisou a maioria das 1.450 escolas da rede estadual, que atendem 1,1 milhão de estudantes.
Fonte: Folha.com

Os professores das escolas públicas da Bahia decidiram, em assembleia realizada nesta quinta, manter a greve iniciada há um mês.
O movimento paralisou a maioria das 1.450 escolas da rede estadual, que atendem 1,1 milhão de estudantes

GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR
Os professores das escolas públicas da Bahia decidiram, em assembleia realizada nesta quinta, manter a greve iniciada há um mês.
O movimento paralisou a maioria das 1.450 escolas da rede estadual, que atendem 1,1 milhão de estudantes.
Trata-se da segunda greve de grandes proporções enfrentada este ano pelo governador Jaques Wagner (PT). Em fevereiro, policiais militares pararam por 12 dias.
Os professores pedem aumento de 22,22% (o mesmo percentual do reajuste do piso nacional de educação, que é de R$ 1.451). Segundo o sindicato, havia um acordo para que o Estado concedesse ao magistério o mesmo percentual que corrigiu o piso nacional.
O governo, que já concedeu um reajuste linear de 6,5% a todo o funcionalismo, diz que a reivindicação não será atendida porque o Estado não tem caixa para custear um novo aumento à categoria, que reúne 37 mil profissionais, e alega que o salário-base de professores com licenciatura já é maior do que o piso nacional.
Com o impasse estabelecido, o diálogo está suspenso. O governo diz que só volta a receber os líderes dos professores quando a categoria voltar ao trabalho e mandou cortar o ponto de professores que aderiram ao movimento.
No final da tarde desta quinta, a direção do APLB-Sindicato, que representa os professores, vai pedir ao arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, que atue como mediador da greve. O secretário estadual de Educação, Osvaldo Barreto, se reuniu com o líder religioso no final da manhã.

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