sexta-feira, 18 de maio de 2012

GREVE DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL PARECE LONGE DO FIM NA BAHIA

O Governo propôs suspender o corte de ponto e pagar pelos dias parados. Os grevistas recusaram
Fonte: O Povo (CE)

Com centenas de milhares de estudantes sem aula há 37 dias, a queda de braço entre o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e os Professores da rede estadual ganhou um novo capítulo ontem, mas a greve ainda parece longe do fim.
O governo estadual informou ao arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, escolhido pelos Professores como mediador, que suspenderia o corte de ponto e pagaria pelos dias parados desde que os grevistas encerrassem o movimento e voltassem imediatamente à sala de aula.
A proposta foi rechaçada com ironia pelo comando de greve. “Ninguém levou em conta isso, é hilariante o governo imaginar que entramos em greve para receber os dias parados”, disse o líder grevista Rui Oliveira.
O APLB Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da BA) afirma que 85% dos 37 mil Professores aderiram ao movimento. O Estado diz que 630 Escolas em 230 municípios estão funcionando normalmente. A rede estadual da Bahia atende 1,1 milhão de estudantes matriculados em 1.422 Escolas em 417 cidades.
Professores reivindicam um aumento imediato de 15,7%, que, somado aos 6,5% concedidos no início do ano a todo o funcionalismo baiano, alcançariam o mesmo percentual do reajuste do piso nacional da Educação (22,2%).
O governo afirma que a exigência é irreal porque geraria um gasto novo de R$ 412 milhões na folha de pagamento, fazendo o Estado estourar o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Passeata
A greve dos Professores é o segundo enfrentamento com uma categoria numerosa de servidores do governo Wagner este ano. Em fevereiro, policiais militares pararam durante 12 dias -o que gerou onda de violência e mortes que sacudiu a Bahia.



Nenhum comentário:

Postar um comentário