08 de abril de 2010
Um mês após o início da greve dos professores de São Paulo, o R7
procurou 50 escolas da capital paulista para saber como anda a adesão ao
protesto. Resultado: nenhuma está totalmente parada
Fonte: R7
Um mês após o início da greve dos professores de São Paulo, o R7 procurou 50 escolas da capital paulista para saber como anda a adesão ao protesto. Resultado: nenhuma está totalmente parada.
Foram ouvidos colégios de todas as zonas da cidade - norte, sul, leste, oeste e centro. Onze dos que haviam paralisado as aulas no dia 8 de março, quando a greve começou, já retomaram todas as turmas.
É o caso do colégio Antônio de Oliveira Camargo, localizada no bairro de Cidade Tiradentes (zona leste de SP).
A diretora, Maria Dolores, afirma que houve adesão à greve em um primeiro momento. Entretanto, os professores decidiram voltar às aulas na última semana:
- Os docentes foram voltando gradualmente. Eles sentiram que o movimento [grevista] estava enfraquecido e sem perpectiva de negociação com o governo.
Apenas 14 escolas estão nesse momento com greve parcial, o que significa dois ou mais professores parados. Desses, apenas nove tiveram paralisação desde o dia 8 de março.
Melhor colégio
Considerado o melhor colégio de ensino médio em São Paulo em 2009, o Rui Bloem é um dos que está com adesão parcial. Ele recebeu a maior nota na última divulgação do Idesp (índice desenvolvimento da educação calculado pelo governo).
A proposta da greve ganhou força no colégio em um primeiro momento, mas agora apenas dois professores continuam parados, segundo a escola.
Outras 21 escolas afirmaram ao R7 que não entraram em greve em nenhum momento. Nessa lista se incluem as escolas Frei Paulo Luig (região central) e Olga Benatti (zona leste da cidade).
Diminuiu, mas ainda é grande
Presidente da Udemo (sindicato dos diretores de escolas estaduais de São Paulo), Luiz Gonzaga de Oliveira afirma que a greve diminuiu, mas ainda está na casa dos milhares de professores.
A entidade que ele representa é uma das que participam da paralisação, junto com a Apeoesp (sindicato dos professores do Estado de São Paulo) e o CPP (Centro do Professorado Paulista).
Oliveira afirma que, se a adesão não tivesse força, o secretário Paulo Renato Souza não estaria marcando reuniões com os sindicatos, como aconteceu nesta quinta-feira (7):
- Na prática, a reunião de negociação foi mais um apelo do secretário para que a greve termine. Mas terminou sem acordo.
O sindicalista acredita que a paralisação deva ser medida pela quantidade de professores que participam, e não pelo número de escolas paradas:
- Claro que, com o tempo, a greve enfraquece. Seria praticamente impossível [que as escolas parassem] porque os funcionários não entraram em greve.
Novo protesto
Os professores em greve devem fazer novo protesto na avenida Paulista nesta quinta-feira (8).
A concentração dos educadores será mais uma vez no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), de onde seguem em passeata rumo à praça da República, no centro da cidade. A assembleia vai decidir a continuidade ou não da greve.
Os educadores reivindicam ajuste salarial de 34,3%, incorporação imediata das gratificações e o fim das avaliações e do programa de promoção
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